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Como Pastores Feridos podem encontrar a cura

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Por Charles Stone

Feridas. Uma condição deste lado do céu que todos teremos de enfrentar de vez em quando. Pastores não são imunes.

Eu tenho sido ferido, e você provavelmente tenha sido também. Se você está ferido agora por causa do que alguém em sua igreja ou de uma, o que você deve fazer?

Considere estas cinco escolhas críticas que podem ajudá-lo a lidar com sua dor.

1. Reconheça sua resposta comportamental básica quando você é ameaçado

Deus fez os nossos cérebros para agir rapidamente quando nos sentimos ameaçados. Quando nos sentimos diante do perigo ou ameaça nossos neurônios nos permitem responder rapidamente. Apesar de serem rápidos a responder, eles não diferenciam muito bem entre um tigre de verdade na floresta (perigo real quando precisamos correr para não sermos comidos) e um tigre de papel (alguém em sua igreja que disse algo doloroso para você).

Aqui estão as quatro respostas básicas que podemos apresentar diante da dor. Quando nos tornamos conscientes de qual é a nossa reação predominante, podemos então nos tornar mais pró-ativos.

Luta: Nós reagimos, ficamos na defensiva, gritamos, nos recusamos a ceder.

Fuga: Cortamos fisicamente ou emocionalmente a nós mesmos, nos tornamos passivos-agressivos, paramos de falar, desligamos.

Congelar: Não tomamos qualquer posição, ficamos neutros e não fazemos nada quando deveríamos fazer alguma coisa.

Apaziguar: Tentamos manter a paz a qualquer preço, comprometemos nossas convicções, mesmo que a pessoa a continue em seu comportamento prejudicial.

2. Aja com amor

Jesus disse em Lucas 6.27 que devemos amar nossos inimigos. A palavra amor é a palavra ágape, um amor que não se baseia nos méritos da outra pessoa.

Este amor não é algo que acontece com você (ou seja, como alguém que “cai” no amor). Pelo contrário, o amor ágape é uma escolha de nossa vontade à superintendência do Espírito Santo, que nos permite amar o agressor mesmo quando não sentimos isto.

É um “agir como se” tipo de amor.

3. Guarde sua língua

Quando alguém nos machuca, é fácil perder o controle sobre o que dizemos em troca. Jesus diz em Lucas 6.28 que devemos abençoar os que nos maldizem.

Abençoar é o oposto de amaldiçoar. Usamos nossas palavras de maneira que honre a Deus, em vez de sermos vingativos.

4. Deseje o melhor para o seu ofensor

Mais uma vez em Lucas 6, Jesus faz algumas declarações surpreendentes sobre como devemos tratar aqueles que nos feriram: Virar a outra face, abençoá-los, orar por eles.

Quando Jesus faz estas declarações ele não proibiu a autodefesa. Isto também não significa que devemos orar para que o nosso inimigo continue em suas formas prejudiciais. Pelo contrário, Ele está dizendo que quando oramos, oramos para o melhor de Deus para essa pessoa. Muitas vezes a sua maior necessidade é para o verdadeiro arrependimento, para que possam experimentar o perdão de Deus.

John Piper adequadamente explica o que significa orar e desejar o melhor para os nossos ofensores:

“Oração para os seus inimigos é uma das formas mais profundas de amor, porque isso significa que você quer que algo de bom aconteça com eles. Você pode fazer coisas boas para o seu inimigo, sem qualquer desejo genuíno de que as coisas vão bem com eles. Mas, a oração por eles é na presença de Deus, que conhece o seu coração e em oração você está intercedendo a Deus com seu nome. Pode ser para a sua conversão. Pode ser para o seu arrependimento. Pode ser que eles sejam despertados para a inimizade que há em seus corações. Pode ser que eles vão ser parados em sua espiral descendente de pecado, mesmo que leve doença ou calamidade para fazê-lo. Mas a oração que Jesus tem em mente aqui é sempre para o bem deles”.

5. Incline-se para Jesus

Os mandamentos de Jesus em Lucas 6 podem parecer declarações sem sentido. Se você foi profundamente magoado, estas primeiras quatro opções são impossíveis de se realizarem somente por sua força de vontade. É preciso ter força sobrenatural para responder de uma forma piedosa para aqueles que nos magoam profundamente. Quando nos inclinamos para Jesus e respondemos adequadamente a tal mágoa, agimos mais como Deus.

Quando nos inclinamos para Ele, o Espírito Santo nos dará a força que precisamos para não ceder às nossas respostas padrões. Ao contrário, Ele nos dará a sabedoria, resistência e força para responder ao nosso ofensor de forma que honre a Deus.

Fonte: http://www.churchleaders.com/pastors/pastor-articles/174927-charles-stone-wounded-pastors-find-healing.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=clpastors_newsletter&utm_content=6/11/2014+4:02:11+PM. Tradução livre.

 

DIA DO PASTOR

Dia do Pastor

Segundo domingo de junho, dia do pastor. Dia de gratidão a Deus pelos que militam no ministério pastoral; dia de intercessão para que os pastores sejam guardados do mal e se mantenham fiéis ao que os arregimentou, sendo “exemplo dos fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (II Tm 2.4; I Tm 4.12); dia de súplica ao Senhor da seara por mais trabalhadores para a sua seara (Mt 9.38).

Neste dia é também importante resgatarmos a figura do pastor, como preceitua a Palavra de Deus. Pastores que pastoreiem segundo o coração de Deus e que apascentem com sabedoria e inteligência (Jr 3.15). Pastores que deixem noventa e nove ovelhas protegidas e alimentadas e se aventurem em busca da que se desgarrou (Lc 15), e que, encontrando a desgarrada, a trazem para junto das outras e celebrem. Pastores que se movem de compaixão ao ver ovelhas desgarradas e errantes (Mt 9.36). Pastores que chorem e lamentem quando o evangelho pregado não produza o arrependimento e a mudança almejada por Deus (Lc 19.41). Pastores que deem a vida pelas ovelhas e o ministério (Jo 10.11; II Tm 2.3, 4.5). Pastores que apascentem “não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores… mas servindo de exemplo ao rebanho” (I Pe 5.2-3). Pastores que considerem o cumprimento cabal do ministério mais importante que a própria vida (At 20.24).

Como não pode existir pastor sem ovelha, hoje é dia de resgatarmos a figura bíblica da ovelha. Aquela que dá a seu pastor sustento e respeito devidos (Pv 27.27; I Tm 5.17). Que lembra de seu pastor e procura imitar-lhe a fé (Hb 13.7). Que lhe trata como homem de Deus, vaso escolhido, não como empregado, ou administrador de empresa (At 9.15). Que não hesita em procurá-lo para orientações e ajuda espiritual (At 10.1-8). Que o coloca em oração no altar do Senhor, especialmente quando percebe que seu ministério e vida correm riscos (At. 12.5).

Hoje é dia de louvarmos e agradecermos Àquele que é o dono da seara, o Senhor da igreja, que chama e convoca homens simples e os transforma em seus embaixadores (Is 6.8; II Co 5.20). Que lhes dá palavra de ousadia, intrepidez e poder (At 4.13; Ef 6.19). Que lhes transforma em vasos escolhidos para levar Seu nome “perante os gentios, e os reis, e os filhos de Israel” (At 9.15). Que faz com que Sua Palavra na boca destes homens chamados não volte vazia, mas faça o que a Ele seja aprazível (Is 55.11). Que levanta e sustenta cada pastor que lhe responde: “eis-me aqui, envia-me a mim”. Louvado seja Deus, o Senhor dos pastores!

Pr Gilvan Barbosa

JUBILEU DE PÉROLA

HÁ MUITO QUE AGRADECER!

 “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador” (Lc. 1.46,47). Esta é a expressão de minha alma neste momento, quando se aproximam os meus trinta anos de ministério pastoral.

Sou um piauiense, nascido em São Gonçalo do Piauí, sendo o mais velho de quatro filhos de Manoel do Rêgo Sobrinho (in memorian) e Helena Maria da Silva Rêgo. Casado com Maria de Jesus Coimbra Silva Barbosa, com quem tenho dois filhos: Maradi e Matteus Silva Barbosa. Convertido aos 16 anos de idade e batizado em 26/12/77, na Igreja Batista de Vermelha (Teresina/PI). Fui chamado por Deus para o ministério da pregação, em um culto de oração por Missões Mundiais, e consagrado, após dois anos como Evangelista, pela Igreja Batista de Alvorada (Teresina/PI), em 07/06/1982. Tenho muito a agradecer a Deus, a meus pais, à minha família, às igrejas, aos irmãos, à denominação, aos amigos… à vida.

GRATIDÃO A DEUS

  • Por permitir que um daqueles que pode dizer: “eu sou o menor dos apóstolos, que nem sou digno de ser chamado apóstolo” (I Cor. 15.9), seja seu embaixador na terra e pregador das boas novas de salvação, o Evangelho de Cristo Jesus. ESTA É UMA HONRA IMENSURÁVEL!
  • Por sua infinita, infinita, infinita misericórdia, a lembrar-me todos os dias: “sem mim você não pode nada, você não é nada” (Jo. 15.5).
  • Por me ter dado uma família de servos, que suportam as lidas ministeriais com alegria e vibração.
  • Por me ter dado familiares, irmãos em Cristo, colegas de ministério, colegas de trabalho, amigos que estabeleceram comigo relações saudáveis, nas quais, muitas vezes, uma palavra, um gesto, um e-mail (mesmo encaminhado) me desafia e me desperta para manter-me na trilha e focando o alvo maior: AGRADAR A DEUS.

 GRATIDÃO ÀS IGREJAS DE DEUS CHAMADAS BATISTA

  • Agradeço às igrejas que me permitiram liderá-las e servi-las em pastorados efetivos. Não foram muitas, mas sem elas eu não seria o pastor que sou, e não teria aprendido a lidar com as diferenças. Igreja Batista de Alvorada (Teresina/PI), que me permitiu pastoreá-la por 8 anos, aprendendo e reaprendendo como um jovem evangelista/pastor. Ali Deus nos deu preciosos frutos que estão espalhados por esta pátria levando a semente da salvação. Igualmente suas Igrejas Filhas: Igreja Batista Centenário (Teresina/PI), Igreja Batista Betel, hoje Segunda Igreja Batista do Saci (Teresina/PI). Igreja Batista Éden (Belém/PA), que pastoreei por 4 anos como seminarista/pastor, bem como suas Igrejas Filhas: Congregação Batista de Águas Negras (Belém/PA), Igreja Batista de Recanto Verde (Belém/PA). Igreja Batista de Cremação, que me permitiu pastoreá-la por 8 anos e experimentar um programa missionário edificante. Suas Igrejas Filhas foram fruto desta obra missionária: Igreja Batista de São Domingos do Capim (S. D. do Capim/PA), PIB do PAAR (Ananindeua/PA), Igreja Batista do Roraima-Amapá (Ananindeua/PA), Congregação Batista Emanuel (Ananindeua/PA), Congregação Batista de Soure (Soure/PA), Congregação Batista do Moju (Moju/PA) e Congregação Batista Vida Nova (Parnaíba/PI), hoje Igreja Batista Nova Aliança. A Primeira Igreja Batista em Teresina que há três anos tem nos acolhido, amado, sustentado e vivido conosco a experiência e o desafio de buscar plantar uma igreja em cada cidade deste nosso Estado do Piauí. Em três anos Deus nos deu 11 (onze) congregações e este ano de 2012 chegaremos a 12 (doze) congregações. Esta é uma aventura de milagres. Isto só tem sido possível porque a PIB em Teresina tem cumprido o que fizeram as igrejas da Macedônia: “e não somente fizeram como nós esperávamos, mas primeiramente a si mesmos se deram ao Senhor, e a nós pela vontade de Deus” (II Co 8.5)
  • Minha gratidão também às igrejas que pude ajudar em PASTORADO INTERINO: PIB de Santo Antônio do Tauá (Santo Ant. do Tauá/PA), PIB do Tapanã (Belém/PA), PIB do Guamá (Belém/PA), Igreja Batista Nova Jerusalém (Ananindeua/PA) e Igreja Batista Boas Novas (Ananindeua/PA).

GRATIDÃO AOS COLEGAS DE MINISTÉRIO que, no processo ensino-aprendizagem se deixaram ensinar, e também ensinaram, em um caminhar de discipulado que transcendeu a letra, e alcançou a vida. Alguns caminharam desde as primeiras letras, outros apenas nas primeiras letras, e alguns apenas por momentos de direção, aconselhamento, em um partilhar de visão de mundo, de vida e de reino de Deus. Estas vidas me são inspiração, e, nos momentos de desânimo, a energia para continuar com alegria e determinação. Muitos destes são pastores, outros líderes de igrejas, mas todos são colegas de ministério.

GRATIDÃO AOS PAIS NA FÉ

Estes foram os instrumentos em momentos decisivos de minha caminhada.

Diác. Florêncio Ribeiro de Carvalho (Teresina/PI), que me conduziu nos primeiros passos da vida cristã.

Pr. José Pereira da Costa e Silva (Timon/MA), que me oportunizou pregar o primeiro sermão.

Mis. Peggy Pemble (EUA), que me concedeu a visão missionária e da necessidade de plantar igrejas.

D. Ida de Freitas Dias Pereira (in memorian), que me ensinou o valor da integridade e dedicação ministerial.

Pr. Francisco Terceiro da Cunha (RJ), que me deu as primeiras aulas quando desejei aprender mais da Palavra de Deus.

Pr. Donald Spiegel (EUA), que me ofereceu sermões e me orientou na vida prática da igreja.

Dr. Antonio Peres Parente (Teresina/PI), que me possibilitou a primeira experiência de dirigir uma congregação.

D. Maria do Amparo Rocha Aguiar, que me apoiou na liderança no primeiro ministério e partilhou de minhas dúvidas e deficiências.

Pr. Orman W. Gwinn, que me permitiu ingressar no Seminário no meio do semestre, e me possibilitou exercer, por vários anos, a função de monitor.

GRATIDÃO AOS QUE ORAM por minha vida e ministério. Estes são muitos, que é impossível mencionar, mas sei que sem eles Deus não faria o que faz comigo. Sem estas orações o meu ministério não teria unção.

GRATIDÃO À DENOMINAÇÃO que tem me tem permitido usar os dons concedidos pelo Senhor em várias funções, na busca de formar líderes segundo o coração de Deus.

            *Convenção Batista Piauiense como Diretor de Evangelismo cuja ênfase foi o treinamento em Testemunho pessoal e mutirão na abertura de igrejas.

            *Junta de Missões Nacionais como Coordenador do Pólo Estratégico de Belém, tendo a centralidade no discipulado e o inicio do que hoje é chamado LIBRAS.

            *ABBAR como Secretário Executivo, onde os programas centrais eram: trabalho social e de construção. Sob a liderança dos irmãos Dr. José Maria Lobato, Dra. Suzana, Dra. Ruth Brazão, Dra. Giseuda e Ellen Nery Chaves foi possível oferecer atendimento de qualidade aos carentes de Belém uma vez ao mês. O grupo de “Missionários Construtores” liderados pelos irmãos Mário Gomes, José Venicius e Vicente possibilitaram recuperação de templos, batistérios, construção de casas pastorais, em parceria com os irmãos americanos, como: Congregação Moriá, Igreja de Recanto Verde e Nova Marambaia. A percepção foi clara: tudo o que Deus precisa para realizar sua obra está no meio de seu povo, basta cada um colocar o que tem e o que sabe à disposição do Senhor.

            *STBE tendo iniciado como aluno, passando pela liderança dos alunos, professor, Coordenador de Curso, Vice-Reitor, Reitor Interino e Diretor Geral. Nenhum trabalho foi feito sem o apoio de igrejas, pastores, professore, alunos, funcionários, e, por uma equipe de ouro: Pr. Alexandre Aló (Vice-Diretor), Pr. Ronaldo Fermiano de Souza (Dir. Adm. e Financeiro), Profa. Vanja Terra e Gabriela Campos (Secretárias). O STBE foi minha casa, minha escola, meu trabalho, meu ministério, minha família por mais de 20 (vinte anos).

*CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA que, através de sua liderança, especialmente de seu Diretor Geral, Pr Sócrates Oliveira de Souza, tem me permitido servir e me apoiado no caminhar ministerial. Vejo meus líderes como inspiração para que seu seja aprovado naquilo que faço para o meu Salvador e Senhor, Jesus Cristo.

Se você leu estas linhas até aqui, obrigado! E se conseguiu chegar até aqui, sinta-se convidado a agradecer a Deus comigo e com a PIB emTeresina. Gostaria ainda de lhe pedir um presente: uma Bíblia na linguagem de hoje. Esta será para o projeto missionário de plantação de uma igreja na cidade de Santa Cruz dos Milagres (PI). Já compramos a casa e estamos esperando Deus nos mandar um casal de missionários, para que possamos iniciar a Congregação.

“O maior bem não são as coisas ou o dinheiro, não é a natureza ou o ecossistema; o maior bem existente é o ser humano. O homem é o foco de Deus; o homem é o alvo de Jesus. O ser humano é eterno, e em função dele Deus criou tudo. O foco de todo ministro de Deus tem que ser o homem, para apresentá-lo a Deus santo e irrepreensível” (Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho).

Deus o abençoe!

UM ALERTA AOS PASTORES

8.847 mil: Esse é o número de pastores batistas atualmente filiados à OPBB (Ordem dos Pastores Batistas do Brasil). Se considerarmos todas as denominações evangélicas em nosso país, o número de pastores pode ultrapassar 200 mil. Além disso, outro número estratosférico chama a nossa atenção. O IBGE acusou, há alguns meses, o que já se esperava: somos quase 30 milhões de evangélicos espalhados pelo solo brasileiro. A despeito de tudo isso, fatos nos dão conta de que caminhamos para um colapso moral e religioso em nossa nação.

Os escândalos protagonizados por pastores evangélicos surgem com força e velocidade de enxurrada. Anos atrás, o programa “Fantástico” (da Rede Globo) pulverizou para todo o país a história do “pastor” que atuava em terras capixabas e que, para surpresa geral, alegava ter encontrado a base bíblica que legitimava sua relação poligâmica (Sim, ele jurava de “pés juntos” que a ordem havia sido dada pelo próprio Deus, e que, inclusive, estava claramente prescrita na Bíblia Sagrada, em Oséias 3.1. À época, o próprio repórter da Rede Globo, numa simples e adequada leitura bíblica, corrigiu a escandalosa interpretação). Apesar de ser um caso curiosíssimo, não pretendo explorá-lo. Também não desejo ressuscitar o caso do “pastor” e deputado candango que, após receber a abençoada propina, orou, com seus comparsas, agradecendo a Deus por aquela jubilosa “dádiva” alcançada.

 Mais recentemente, um intrigante (e já esperado!) caso alcançou notoriedade nacional. A acirrada disputada pelo “poder” levou ao “ringue” as mais “poderosas” e endinheiradas estrelas do atual movimento gospel do Brasil. Palavras ferinas, desmascaramento de técnicas de persuasão das multidões, exposição de patrimônios milionários, acusações infames, rogação de pragas e maldições foram apenas algumas das armas usadas pelos magnatas. Horas a fio têm sido gastas na caríssima TV aberta a fim de desprestigiar concorrentes e adversários religiosos. Nessa versão moderna de “guerra santa” as consequências têm sido catastróficas.

Estes são apenas alguns exemplos das desastrosas e aberrantes ações cometidas por alguns líderes evangélicos brasileiros. Como conseqüência imediata, visualizamos o desprestígio e a ridicularização do verdadeiro Evangelho no coração de milhões de pessoas Brasil afora. É possível imaginar a imensidão de incrédulos que, diante de tantos escândalos e absurdos, evitarão se aproximar do Deus que, supostamente, rege a vida de tais líderes.

E não para por aí. Outra conseqüência negativa é o desgaste da imagem pastoral. Atualmente, no Brasil, a designação “pastor” virou motivo de rejeição e chacota. Apresentar-se como pastor é correr o risco de ser automaticamente assimilado a mercenário, salafrário, 1.7.1, larápio, trapaceiro, guloso por dinheiro e a vários outros pejorativos da mesma espécie. Geralmente, quando explico a algum não-evangélico que sou pastor, preciso gastar um tempo explicando que não sou ladrão ou algo do gênero. A que triste ponto chegamos. Diante de um cenário tão conturbador como esse, proponho uma breve análise da aludida situação. Para nosso refrigério, apresento também o único antídoto capaz de exterminar esse mal. Vamos aos fatos.

Há mais de 300 anos o influente líder inglês Richard Baxter destacou que “Se Deus reformasse o ministério, fazendo cada um cumprir zelosa e fielmente os seus deveres, o povo certamente seria reformado…”. Eis uma grande verdade e necessidade: Cada pastor deve cumprir zelosa e fielmente sua tarefa, sua missão, do contrário, seu rebanho não mudará. Assim, remeto este apelo aos líderes que atuam em nosso Brasil. Sim, pois creio que somente com a graça e direção de Deus (e com a coragem e compromisso dos nossos líderes) é que poderemos reverter esse quadro tão alarmante.

Pastores devem entender que, biblicamente, sua responsabilidade prioritária é a pregação da Palavra de Deus (à qual se apõe, naturalmente, o apascento do rebanho). Talvez seja essa hoje uma das nossas maiores carências e deficiências. Percebe-se que é crescente o número de pastores que não priorizam o ensino e pregação da Palavra de Deus em suas igrejas. Como conseqüência inevitável vemos ovelhas cada vez mais desnutridas da saudável ração bíblica e que, por tal carência, empanturram-se com várias inutilidades que estão espalhadas por aí (sincretismo, misticismo, psicologismo, heresias e por aí vai…). Resultado: Raquitismo e baixa imunidade espiritual que as torna vulneráveis a tudo, até mesmo ao mais simples vento de doutrina.

A proclamação da Palavra deve ser prioridade máxima no Ministério Pastoral. Em Atos 2, os apóstolos tomaram uma decisão histórica e balizadora para as gerações seguintes: “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a Palavra de Deus para servir às mesas… E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra… Assim, crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos”. (At 6.2,4,7, RA). Não havia demérito algum em servir às mesas, mas aquela não era a prioridade dos seus ministérios. Não há impedimento algum a que o pastor se envolva diretamente em múltiplas ações eclesiásticas, mas somente deve fazê-lo após ter “se afadigado na Palavra e no ensino” e na oração (cf. I Tm 5.17 e At 6.2-7)

Nesse sentido, deve-se entender que proclamação bíblica pressupõe e exige preparação prévia. Devemos dar uma basta ao improviso e acomodação (e, às vezes, à embromação). De uma professora do Estado de São Paulo ouvi a seguinte pérola: “Quem quer se levantar para ensinar deve sentar para aprender”. Verdade simples e óbvia, mas evidentemente negligenciada hoje em dia.

Igual a essa foi a recomendação do Apóstolo Paulo ao explicar que uma das indispensáveis qualidades de um pastor seria a “… capacidade para ensinar” (I Tm 3.2, NTLH). Ao jovem pastor Timóteo motivou a que se dedicasse “… à leitura em público das Escrituras Sagradas, à pregação do evangelho e ao ensino cristão.” (ITm 4.13, NTLH). Afinal de contas, como pastor, ele deveria “manejar bem a Palavra da verdade” (II Tm 2.15). A pouca idade seria compensada caso Timóteo se tornasse exemplo para os fiéis na pregação e na prática da Palavra (ITm 4.12). Semelhantemente, a Tito recomendou que ensinasse as Escrituras de modo íntegro e reverente (Tt 2.7). Há uma enormidade de referências bíblicas que afirmam ser a missão primordial do pastor a pregação da Palavra (Ef 4.11-17; At 13.1-3; I Tm 3.1-7, dentre dezenas de outros).

Mas não é tão simples quanto parece. Expor mensagens e ensinos bíblicos é tarefa árdua, pois exige de quem o faz abnegada dedicação. O texto bíblico é mina riquíssima, mas o trabalho de garimpagem quase sempre é delicado, lento e manual. E embora seja capitaneado pelo Espírito Santo, deve ser feito cuidadosamente, com extrema atenção, responsabilidade e devoção. Do contrário, tesouros riquíssimos podem passar despercebidos e ficar para trás.

Numa época tão frenética como a que vivemos, gera constrangimento e insatisfação a ideia de pastores que se dedicam prioritariamente “à oração e à pregação da Palavra” (At 6.4). No imaginário popular, o pastor “bom” é o que se avoluma de funções e atividades e que vive com a agenda lotada de múltiplas ações. Dessa forma, centenas de ministérios pastorais assumem um perfil meramente técnico e funcional. Intermináveis atividades precisam ser realizadas e, desse modo, a indispensável missão de alimentar o rebanho com a Palavra vai ficando para segundo plano. Por conseguinte, pastores deixam de ser vistos como arautos de Deus e passam a ser vistos como pseudo-empresários e gerentes ou meros prestadores de serviços eclesiásticos. São pastores que, de acordo com o Rev. Hernandes Dias Lopes, erram grosseiramente ao trocar o “necessário pelo urgente”. Como lamenta a famosa expressão atribuída a Marcus Tullius Cicero, que viveu na Roma Antiga: “O tempora, o mores” (“que tempos os nossos, e que costumes!”).

Estou certo de que o atual cenário evangélico brasileiro somente poderá ser revertido se seguirmos as verdades bíblicas anteriormente apresentadas. Diante de tantos e tão graves escândalos, a resposta mais eficaz que podemos dar à nossa sociedade é uma vida e ministério dignos do Evangelho com o qual fomos alcançados e chamados (Ef 4.1; Fp 1.27). Ademais, sugiro que não nos inquietemos demasiadamente com os “inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3.18), visto que eles em breve acertarão as contas com o próprio Senhor da Igreja. É só uma questão de tempo.

Finalmente, deixo aos colegas pastores deste “brasilzão” um apelo sincero: Jamais abramos mão da nossa responsabilidade de retransmitirmos integral e fielmente a Palavra de Deus. Afinal de contas, apenas “a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (II Tm 3.16,17, RA). O Apóstolo Paulo, na reta final da caminhada, fez um apelo ao jovem Pr. Timóteo. Apelo este que, pela Soberania divina, atravessou os séculos e chegou até nós. Que apelo foi esse? “PREGA A PALAVRA” (II Tm 4.2). Que, pela nobreza do pedido, e em honra ao nosso Deus e à nossa vocação, prontamente o atendamos. Amém!

Pr. Francisco Helder Sousa Cardoso

Pastor auxiliar na Igreja Batista Equatorial (Belém, Pará)

Presidente da Juventude Batista do Pará

fheldersc@yahoo.com.br

Fonte: http://franciscohelder.wordpress.com/2012/04/09/alerta-aos-pastores-3-2/

REAVIVANDO O AMOR POR SUAS PREGAÇÕES

Você já se sentiu desanimado com suas próprias pregações? Prega, mas parece não alcançar o coração do povo? Ou, mesmo quando todos lhe dizem que a pregação foi boa, você não se sente satisfeito? Isto já lhe ocorreu? Creio que todo pregador já passou por momentos assim. O que fazer, então para reavivar o amor por suas pregações?

Ken Davis, Presidente da organização “Comunicação Dinâmica Internacional”, escreveu um artigo interessante sobre o assunto. Ele oferece o que chama de “etapas essenciais para restaurar a paixão pelas pregações” (http://www.churchleaders.com). A falta de entusiasmo pelas pregações rouba a paixão do pregador e torna a experiência um fardo pesado. Lembro a historieta em que a mãe insistia em chamar o filho para que levantasse para ir à igreja. Depois de muitas chamadas e o filho insistindo em continuar na cama, este lhe pergunta: “por que tenho que ir à igreja?”. A mãe responde: “porque você é o pastor da igreja”. Quando perdemos o entusiasmo pela pregação até ir à igreja se torna uma experiência pesada.

Se você se enquadra como alguém que perdeu ou está perdendo o entusiasmo por suas pregações, Ken sugere três etapas para que a paixão seja restaurada.

  1. Repense o processo de preparação de suas mensagens

A idéia desta etapa é fazer com que você estude, não para pregar, mas para que sua vida seja impactada com o estudo. Se sua vida for impactada com o estudo da Palavra de Deus, pregar será uma conseqüência. Esta foi a experiência de Pedro e João, ao serem ameaçados pela liderança religiosa judaica para parar de pregar: “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At 4.20). Eles, de fato, não podiam negar que aqueles homens “haviam estado com Jesus” (At. 4.13). Sua comunhão com o Senhor, seu “estar com o Senhor” será o elemento motivado pessoal, e também a energia que alcançará seus ouvintes. Ken diz “que a pregação apaixonada é o subproduto natural de um relacionamento contínuo e crescente com Jesus Cristo”. Ele conclui: “Muitas vezes, ficamos imersos no negócio da gestão de uma igreja, preparando mensagens, apagando incêndios, aconselhando, ganhando alma, e esquecemos que o fundamento da nossa paixão é a relação, nossa própria relação com Cristo”.

2.     Incline-se para o Espírito

A tarefa de pregar todas as semanas, duas ou mais mensagens, anos a fio, pode levar ao esgotamento. Todos nós temos dias em que não sentimos paixão e pregamos por obrigação, mas isto não pode ser a regra. Inclinar-se para o Espírito e buscar Nele o socorro, pode ser a saída. Quando temos uma consciência de dependência do Espírito, pode ocorrer que preguemos sem entusiasmo, faltando as palavras, e depois alguém nos diga que foi profundamente tocado por Deus.

Ken diz: “Mesmo quando você não sente isso, pregue com paixão! O Espírito tem lhe coberto. Isaías 55.9 diz: “… assim é a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que eu desejo e atingirá o fim para que a enviei”. Se você acredita nisso, será mais fácil aceitar a sugestão que vem”

3.     Nunca esqueça quem é quem

Pregação não é sobre o pregador e suas experiências. O pregador precisa confiar no poder da Palavra de Deus e no papel do Espírito Santo em salvar e edificar vidas. Na pregação o foco não deve ser nosso desempenho, não podemos correr o risco de avaliar-nos pela resposta dos ouvintes. Ken escreve: “eu não estou aqui para impressionar a platéia ou ganhar gratificação pessoal por sua resposta. Estou aqui para dar! Eu fui criado para dar os meus talentos e usá-los para declarar uma mensagem que oferece cura e abre a porta para a vida eterna”.

Sobre o “quem é quem” Ken conta sua experiência quando pregou o que chamou de sua pior mensagem. Ele diz que naquele dia setenta jovens se levantaram aceitando Cristo como Salvador. Ele não acreditou, pois se sentia péssimo em relação à pregação que fizera. Ele pediu que os jovens se sentassem e explicou o significado de ser discípulo de Cristo e suas implicações. Quando repetiu o apelo, os mesmos jovens ficaram em pé. Então, ele diz que Deus “usou o meu pior para fazer o seu melhor”.

Quero concluir este artigo com as palavras literais de Ken: “Minha oração é que este artigo possa ajudar pelo menos um pastor a repensar o valor de seu processo de preparação e redescobrir novas aventuras com o Salvador. Oro para que nossos olhos possam ser abertos para a poderosa obra do Espírito Santo, que penetra o coração com a Palavra de Deus, e que preguemos com confiança, sabendo que Deus pode usar até mesmo nossos momentos de fraqueza para cumprir o seu propósito. Finalmente, eu oro para que Deus nos liberte da escravidão da pregação para impressionar e medir o nosso valor pela resposta do público. Senhor, por favor, nos ajude a ver as necessidades daqueles que se sentam diante de nós e utiliza nossa pregação dar a eles o que Senhor nos deu”.

Pr Gilvan Barbosa

A DIFÍCIL TAREFA DE SER PASTOR

O Pastor americano Philip Wagner publicou em seu Blog (http://www.philipwagner.com) um interessante e inspirador artigo sobre a difícil tarefa de ser pastor. Ele começa dizendo que Peter Drucker, uma espécie de guru de liderança, disse que os quatro trabalhos mais difíceis na América são: Presidente dos Estados Unidos, Reitor de universidade, Diretor de Hospital e Pastor. 

Wagner acha estranha a afirmativa, pois pastores amam a Deus, amam as pessoas, oram por elas, levam-nas a uma fé pessoal em Jesus, ensinam a Palavra de Deus, portanto, deveria ser o trabalho “dos sonhos”. Já imaginou, você poder ler a Bíblia todos os dias, ter tempo para orar, brincar, sair com sua família, passear… não deveria ser trabalho difícil.

Todavia, diz Wagner, Aqui está o segredo: “ser pastor é trabalho duro, não é para os fracos”.  O trabalho pastoral tem desafios únicos e muitos se desgastam tentando ajudar as pessoas. Muitos ferem suas famílias por causa do ministério pastoral.

Ele apresenta a realidade das igrejas nos EUA, onde, aproximadamente 85% têm menos de 200 pessoas; 60% têm menos de 100 pessoas. A congregação de tamanho médio nos EUA é de 89 pessoas, de acordo com o Grupo Barna. São poucos os líderes e muitas as necessidades. Em muitas situações, o pastor é um professor de Bíblia, contador, estrategista, visionário, técnico em informática, conselheiro, orador público, dirigente de culto, guerreiro de oração, mentor, instrutor de liderança e o captador de recursos financeiros.

  • * 90% dos pastores dizem que o ministério é completamente diferente do que aquilo que eles pensavam quando entraram no mesmo.
  • * 70% dizem que têm uma baixa auto-imagem agora do que quando começaram.

Wagner expressa sua felicidade em ser pastor, depois faz uma lista dos principais problemas enfrentados pelos pastores em seus ministérios: 

Alguns dos problemas únicos que enfrentam pastores são: 

1.     Crítica

Pastores podem ser criticados por um monte de gente e por uma infinidade de coisas.  “A música é muito alta”. “A adoração está levando muito tempo”. “O sermão não é profundo o suficiente e é muito longo”. “O Pastor se acha muito importante, levei 3 semanas para conseguir que ele me atendesse”. “O Pastor fala demais sobre dinheiro”. “Posso falar com você por um minuto, o Pastor?”.   Essa simples pergunta pode levar um pastor a pensar: “O que foi agora?”

Nós, pastores, precisamos encontrar uma maneira de não aceitar críticas pessoalmente e aprender com as verdades que poderiam estar escondidas nas críticas.

2.     Rejeição

A saída de membros e líderes da igreja apresenta uma realidade: as pessoas saem. Quanto menor for a igreja, o mais óbvio é quando as pessoas saem. Alguns saem por decisões razoáveis, outros saem sem motivo algum.

Wagner diz: “Quando a nossa igreja tinha cerca de 150 pessoas e alguns saíram, foi tão decepcionante. Tentei me consolar pensando: ‘dezenas podem estão saindo de nossa igreja, mas milhares de pessoas saíram da igreja de Jack, e ele é um grande pastor’”. Isso só ajudava por um minuto.

“Estamos saindo”. “Queremos algo mais profundo”. “Minhas necessidades não estão sendo supridas aqui.” Esses comentários podem soar como uma rejeição pessoal.

Cada pastor já ouviu: “Eu não estou sendo alimentado aqui”. Sério? Não sendo alimentado? Nas igrejas? Como isso é possível? Uma das condições mais difíceis de conseguir é ter uma “pele dura e um coração mole”. Ame as pessoas e mantenha o bom ânimo.

3. Traição

Confiar assuntos pessoais a membros da igreja pode ser um tiro pela culatra. Eles podem acabar dizendo as questões pessoais a outros pastores.

O pastor confia em uma pessoa com a uma função ou título e a pessoa usa a influência dada a ele para levar as pessoas para longe do pastor. O beijo de Judas.

Na relação pastor/ovelha:

  • 40% relatam um conflito com um membro da igreja pelo menos uma vez por mês.
  • 85% dos pastores dizem que seu maior problema é que eles estão cansados de lidar com pessoas problemáticas, tais como presbíteros e diáconos descontentes, líderes de louvor, as equipes de adoração, conselheiros e pastores auxiliares.
  • Os pastores apresentam como primeira razão para deixar o ministério o fato de as pessoas da igreja não estarem dispostas a ir na mesma direção e objetivos do pastor. Pastores dizem que Deus quer que eles vão em uma direção, mas as pessoas não estão dispostas a seguir ou mudar.
  • 40% dos pastores dizem que eles pensaram em deixar seus pastorados nos últimos três meses.

Nós, pastores, temos que encontrar uma maneira, com a graça de Deus, de amar as pessoas como se nunca tivéssemos sido feridos antes.

4. Solidão

Quem é meu amigo? Em quem posso confiar? Se eu contar a outro pastor meus problemas, ele vai me criticar, dizer aos outros ou simplesmente me tratar de forma diferente.

  • 70% dos pastores não têm alguém que consideram um amigo próximo.

São meus amigos realmente meus amigos ou apenas membros da igreja, que são amigos temporários, que podem sair a qualquer momento?

Amizades saudáveis são fundamentais para uma vida satisfatória, especialmente para o bem estar de um pastor. Faça um esforço especial nesta área.

5. Cansaço

  • 50% dos ministros que estão começando o ministério não permanecem por 5 anos .
  • 70% sentem que Deus os chamou para o ministério pastoral antes de seu ministério ter começado, mas depois de três anos de ministério, apenas 50% ainda se sente chamado.

Manter-se atualizado pessoalmente é uma arte e uma ciência… e extremamente importante. Quando a fadiga chega – a fé pode se dissolver. Cansaço muda a nossa interpretação de tudo. Falta de momentos de descanso podem levar você a ver o copo com metade de água como um copo metade vazio e ainda achar que a água é suja e contaminada.

6. Frustrações e decepções

Desilusões vêm de várias formas. Por causa de congregações pequenas a remuneração de pastores passa a ser um elemento de frustração e decepção. Isto acontece especialmente quando, na própria igreja, o pastor não consegue dar à sua família o que muitos de seus membros podem dar às suas famílias.

Trabalhar no ministério pode não ser algo que traga sucesso. Pastores trabalham em uma área que um bom trabalho e bom esforço nem sempre garantem sucesso. Muitos pastores trabalham duro, são boas pessoas, crentes sinceros, amam a Deus, conhecem a Palavra, têm grande conteúdo em seus sermões, mas de alguma forma eles não estão tendo sucesso. É frustrante. É como um líder de louvor que ama Jesus e tem uma voz ótima, mas de alguma forma não pode levar as pessoas a uma experiência de adoração eficaz.

Alguns de seus líderes sentem que não conseguem fazer nada direito. O ministério finalmente recebe impulso, e um líder na igreja cai. As coisas estão indo bem e, em seguida, um casal, seus maiores contribuintes, decidem sair. A igreja precisa de dinheiro, mas o pastor não quer colocar muita ênfase em dinheiro. Não é sobre o dinheiro, mas torna-se sobre o dinheiro. Tudo isso pode ser esmagador.

  • Mais de 1.700 pastores deixaram o ministério a cada mês do ano passado.
  • Mais de 3.500 pessoas por dia deixaram a igreja no ano passado. 
  • 50% dos pastores sentem tão desanimados que deixariam o ministério, se pudessem, mas não têm outra maneira de ganhar a vida.
  • 45,5 % dos pastores dizem que eles têm depressão experiente ou esgotamento na medida em que eles precisavam parar e ter uma licença do ministério.

Este não é o caso para todos os pastores. De fato, muitos que eu conheço conseguiram lidar com essas questões. 

Como cristãos e membros da igreja podem ajudar?  

  • Ore por seu pastor

Ore pedindo orientação, proteção, amigos saudáveis, seu casamento e família.

Ore por inspiração, unção, pela equipe de liderança, por unidade e clareza.

  • Proteja o seu pastor

Não permita, nem participe de fofocas e críticas.
Como você pode ajudar a prevenir a sobrecarga?

  • Incentive o seu pastor

Agradeça por seu trabalho e ministério. Agradeça-lhe por seu sacrifício.
Diga-lhes um momento específico em que você ou alguém que você conheça experimentou uma mudança de vida em sua igreja. Honre-o para os outros. Deixe seus pastores saberem que você está orando por eles.

Para Pastores

Não desista, pastor!

Persistência é uma poderosa ferramenta.

Siga em frente. Realimente seu trabalho de amor, dedicação e sacrifício.

Eu percebo que a última coisa que um pastor precisa é de outro sermão. Mas estes versos me ajudaram:

“Portanto, não jogue fora essa confiança confiante no Senhor. Lembre-se da grande recompensa que traz a você! Perseverança é o que você precisa agora, de modo que você vai continuar a fazer a vontade de Deus. Então você vai receber tudo o que ele prometeu” (Hebreus 10.35-36)

“Então não vamos cansar de fazer o que é bom. No momento certo vamos colher uma colheita de bênçãos, se não desistirmos”  (Gl. 6.9)

Tenha cuidado com a armadilha da comparação. Olhando para outros ministérios pode ser inspirador. Comparando-se a outras igrejas pode ser destrutivo e desanimador.

Faça amigos novos pastores. Exponha-se a novas influências, a novos líderes, à igrejas ou ministérios que estão fazendo algumas coisas de forma diferente.

Descubra algumas novas idéias. Algumas vezes uma nova idéia pode mudar a dinâmica do ministério.

Pastores que estão lutando ou não estão mais no ministério podem ter experimentado a dor. Encorajo-vos a encontrar a cura. Procure aconselhamento; procure compartilhar seus segredos com pessoas seguras. Lembre-se: você estará tão doente quanto os seus segredos.

Pastores – Eu vos amo! Deixe um comentário com seu nome e eu vou orar por você.

* O Instituto Fuller, George Barna, e Pastoral Care Inc. forneceram as estatísticas usadas neste Blog .

MINISTÉRIO PASTORAL, A OBRA MAIS EXCELENTE

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Para o apóstolo Paulo o ministério pastoral era a obra mais excelente, mais admirável, mais preciosa que alguém poderia realizar (I Tm 3.1). Você, que é pastor (sem desmerecer nenhuma outra função/profissão), exerce a função mais nobre na face da terra. Há privilégios que só nós os pastores temos. O pastor tem a vantagem de estar presente em quase todas as ocasiões da vida das pessoas: do nascimento à morte; da formatura ao primeiro emprego; da festa de 15 anos à comemoração do centenário. Quantos privilégios! Quantas oportunidades! O pastor ainda tem o privilégio de interpretar as revelações de Deus a partir da Bíblia. Imagine: falar em nome do Deus altíssimo!

Tão importante é este ministério que constantemente Satanás procura nos desanimar e nos derribar. Uma boa maneira de vencer as ciladas do inimigo é meditar na entrevista que Jesus teve, após ressuscitar, com sete de seus discípulos, próximo ao mar da Galiléia. O relato da entrevista encontra-se em Jo. 21.1-22.  Qual a visão de Jesus sobre o ministério pastoral?

1. É UM MINISTÉRIO DE CONVOCAÇÃO PESSOAL DE JESUS – “Segue-me tu” (v. 19). “Não fostes vós que me escolhestes mas fui eu que vos escolhei e vos designei para que vades e deis fruto” (Jo. 15.16).

FOMOS CONVOCADOS POR DEUS. Muitos estão menosprezando a convocação, estão trocando, negociando, construindo, mas não cumprindo a missão que receberam. (II Tm 2.4)“Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou”. (At 6.2) “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas.”

Spurgeon disse: Homem nenhum deve intrometer-se no rebanho como pastor; deve Ter os olhos postos no Sumo Pastor, e esperar Seu sinal e Sua ordem. Antes que um assuma a posição de embaixador de Deus, deve esperar pelo chamamento do alto. Se não o fizer, mas se se lançar às pressas ao cargo sagrado, o Senhor dirá dele e de outros semelhantes: “Eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este povo, diz o Senhor” ( Jr.23.32)

Foi assim com Paulo. (At. 9.15) “Este é para mim uma vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios”. (Gl 1.1) “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos”.

2. É UM MINISTÉRIO DE CONVOCAÇÃO PARA DEUS

Nosso ministério, antes de ser para a igreja, é para Deus. Ele é a nossa razão de vida e existência. Ele (Deus) é o nosso bem maior. Ele é a nossa herança. Ele é a nossa esperança. O nosso coração e amor devem estar NELE. Isto implica: Atitude de amar. “Amas-me mais do que estes?…Amas-me?…Amas-me?” (15-17). Atitude de obedecer. “Segue-me…segue-me tu” (19,22). O ministro da Palavra deve seguir a Cristo: 1) Continuamente. O verbo é um imperativo em tempo presente, que significa uma atitude habitual; 2) sem importar-se com o custo (18,19); 3) sem importar-se com o que os outros estão fazendo (20-22).

3. É UM MINISTÉRIO DE TAREFA EXCELENTE, A MAIS EXCELENTE DAS TAREFAS.

A tarefa é dupla. A tarefa da evangelização. Isto está simbolizado pela pesca milagrosa, após uma noite inteira de labuta estéril. Este milagre deve ter trazido à mente de Pedro e seus companheiros a afirmativa de Jesus em Luc. 5 (1-10) de que os faria “pescadores de homens”. A tarefa pastoral. Isto é especificado pelas ordens: “apascenta meus cordeiros…pastoreia minhas ovelhas…apascenta minhas ovelhas” (15-17). Esta é a tarefa de guiar, proteger, alimentar, restaurar e treinar, tanto aos novos (meus cordeiros), como aos mais maduros (minhas ovelhas), com o fim de que todos sejam “firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor” (I Cor. 15.58).

4. É UM MINISTÉRIO GARANTIDO

Garantido na provisão. Após uma noite esgotadora de lutas infrutíferas, Jesus mesmo serviu os cansados pescadores (5-13). O Senhor tem prometido suprir todas as nossas necessidades, se o servirmos com amor leal. “Meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as suas riquezas na glória em Cristo Jesus” (Fil 4.19). Ele nos dará muito mais do que tudo o que pedimos e pensamos (Ef. 3.20). Garantido nos frutos. Ao seguir as indicações do Mestre a pescaria foi abundante. “Disse-lhes ele: Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam puxar por causa da grande quantidade de peixes… Entrou Simão Pedro no barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede” (6,11). Em João 15.16 Jesus diz: “Vós não me escolhestes a mim mas eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça…”.

Nem sempre veremos de imediato os frutos do nosso labor, mas devemos trabalhar certos de que “a palavra do Senhor não volta vazia”.

Nós os pastores não temos que almejar bens, posição ou poder. O maior bem não são as coisas ou o dinheiro, não é a natureza ou o ecossistema; o maior bem existente é o ser humano. O homem é o foco de Deus, o homem é o alvo de Jesus. O ser humano é eterno, e em função dele Deus criou tudo. O foco de todo ministro de Deus tem que ser o homem, para apresentá-lo a Deus santo e irrepreensível.

Qualquer que seja o obstáculo ou a ingratidão que aparecer em seu ministério pastoral, não desanime; lembre-se que o ministério que você tem É UMA CONVOCAÇÃO PESSOAL DE JESUS, É UMA CONVOCAÇÃO PARA DEUS, É A MAIS EXCELENTE DAS TAREFAS NA FACE DA TERRA, E É UMA TAREFA COM GARANTIA… GARANTIA DO REI DOS REIS, D SENHOR DOS SENHORES.

DEUS O ABENÇOE!

                                                                                  DE SEU CONSERVO,

                                                                                                              PR. GILVAN BARBOSA SOBRINHO

 

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