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Depoimento: mantendo o foco missionário

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Há muitos motivos para a perda do foco missionário da igreja hodierna, mas o principal é a perda do sentido de ser igreja. Neste mundo pós-moderno, mundo da busca da felicidade, do entretenimento desenfreado, a igreja adaptou-se. Perdeu o sentido de “um grupo em missão” para “um grupo em reunião”. Com isto entramos na igreja da “rede”, que existe virtualmente, como muito da vida moderna. Comunicamo-nos por e-mail, redes sociais, mas não convivemos, não dividimos dores, alegrias e sonhos. Passamos a ser estranhos que dizem se conhecer e que se intitulam de irmãos. Quando Jesus fundou sua igreja, Ele o fez para que ela fosse para a Sua glória e esta glória retratada no exercício de uma missão, e esta iniciada por Ele. Somos um povo em missão, e esta é resgatar das trevas e trazer para a luz, aqueles que Deus amou e ama.

Claro que, no mundo de relativismo que vivemos, os conceitos vão também se perdendo, se relativizando. Assim como o conceito de igreja diluiu-se, também o de missões. Só para ilustrar o que estou tentando dizer: ganhamos uma Van para a obra missionária. Estabelecemos como critério básico de uso deste veículo a regra de que ele servirá a obra missionária. Recebemos o telefonema de um líder de um grupo musical solicitando que lhe cedêssemos a Van para o lançamento do CD do grupo em um estado vizinho ao nosso, e a justificativa para o pedido é que isso era missões. Em nosso conceito isto não é missões, pode ser algo acessório, mas não é missões. É incrível como tanta coisa hoje se denomina “missões” e não tem como foco principal partilhar as Boas-Novas da salvação em Cristo!

Entendo que este foco foi perdido quando perdemos o conceito de igreja e de missões. Com isto passamos a pensar mais em nós mesmos, no grupo que se diz igreja, do que naqueles que não são parte do aprisco do Senhor. A maior parte dos recursos financeiros arrecadados pelas igrejas de Cristo está sendo investida no conforto e bem estar das “ovelhas que estão no aprisco”. Por quê? Porque o conceito de igreja voltou-se para dentro e o de missões perdeu o sentido de ir. Preferimos investir milhões em mega templos, onde se reúnem milhares que não se conhecem, que não sabem por que ou para que estão ali, do que pensar nas ovelhas desgarradas, que vagam como quem não tem pastor (de fato não têm).

A parábola do “bom” samaritano nunca foi tão verdadeira! Estamos mais preocupados em não nos contaminarmos do que em estender a mão. Estender a mão e envolver-se com o outro dá trabalho, implica em parar a agenda e meter a mão no bolso para arcar com despesas não orçadas e que não são minhas, nem da minha família. A igreja virtual ou a mega igreja finge resolver este problema, pois me leva a fingir que contribuo, que me importo, mas de fato não envolve meu coração, nem minha alma. É um “me dou à distância”.

Estas perguntas de “como” sempre passam a ideia de que algo se resolve com tantos passos, como algo simples. Este não é um quadro simples de ser revertido, se é que é possível. Mas, creio que podemos começar uma nova caminhada investindo corretamente naqueles que lideram e hão de liderar as igrejas. Estamos formando mais homens do discurso do que das ruas. Estamos fazendo mais homens de comando do que servos. Lemos e discutimos muito sobre líderes servos, mas na prática eles são raros. Como escreveu Waylon Moore “a igreja é o que é seu pastor”, erramos na formação e multiplicamos o erro na visão do ser igreja. Pastores do discurso erguem igrejas do discurso. Pastores das ruas, dos “becos e valados”, erguerão igrejas das ruas, dos “becos e valados”.

Urge também investir em treinamento de liderança, leigos que saibam cuidar e proclamar. Enquanto elitizamos o evangelho, deixando que seja produto de uma classe intelectualizada, a Reforma buscou fazer “o evangelho do povo”. Leigos pregando, evangelizando, partilhando a salvação é a igreja cumprindo seu papel como projetado pelo Senhor.

Precisamos deixar o foco do Velho Testamento, o templo e o sacerdote, para vivenciarmos o foco do Novo testamento, “Cristo em todos”. Cada crente um ministro, cada lar uma igreja.

Estou como pastor da Primeira Igreja Batista em Teresina há cinco anos. Quando chegamos, a igreja havia saído de uma grande divisão. Precisávamos decidir o rumo, o foco a ser seguido. Com tantas necessidades, esta não era uma decisão fácil. Como eu havia escrito uma carta à igreja, antes de aceitar o convite, dizendo de minha visão pessoal de pastor e de igreja, e esta carta foi votada em assembleia, facilitou a definição de nosso foco. “Ser uma igreja agradecida, vibrante e missionária” foi nossa definição de visão. Em um Estado, à época, com 86 cidades sem a presença Batista, sendo o menos evangélico do Brasil, priorizamos abrir igrejas nas cidades sem a presença Batista. A maioria absoluta destas cidades tem menos de cinco mil habitantes e menos de 5% de evangélicos.

Com a definição do foco, passamos a orar e esperar de Deus a indicação para onde iríamos, pois não definimos a área do Estado para nossa atuação. Só para você ter uma ideia, temos uma congregação no extremo sul do Estado, a 703 km de Teresina, e outra a 284 km, no norte do Estado. A última congregação que abrimos, esta a 284 quilômetros de Teresina, foi iniciada em parceria com uma igreja do Maranhão, em setembro do ano passado. Iniciamos aquela congregação, porque recebemos o telefonema da liderança da igreja dizendo que eles tinham uma obreira em formação, que precisava da experiência prática de liderar um trabalho, e eles estavam dispostos a pagar o aluguel de uma casa para início de uma congregação. Perguntaram se aceitávamos cuidar da congregação. Respondemos que sim, desde que fosse dentro do perfil que temos seguido: uma cidade sem a presença Batista. Eles aceitaram. Passamos o desafio a um missionário nosso, que dirige uma congregação naquela região, a 93 Km da cidade alvo. Tudo acertado, alugamos a casa onde a obreira residiria e funcionaria a congregação, marcamos a data de início, levamos uma equipe para um impacto… ali está a congregação com três membros (estes foram ganhos e batizados) e cerca de quinze congregados.

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Cada congregação iniciada tem uma história da ação de Deus. Não estamos indo a uma cidade por causa de crentes de outras igrejas ou porque alguém de nossa igreja mudou-se e não queremos perdê-lo para a igreja da cidade. Estamos indo às cidades sem a presença batista para ganhar pessoas que estão sem Cristo. O plano é simples: oramos, esperamos Deus indicar uma cidade, alugamos uma casa, enviamos uma família para morar na casa, que também se torna o templo (com placa e tudo), apoiamos com ações de impacto, treinamentos e material. Nestes cinco anos foram quinze congregações iniciadas. Também elas não são somente nossas, são da Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Piauiense, da Convenção Meio Norte do Brasil, da PIB de Vitória, da SIB do Plano Piloto, da Igreja Batista Emanuel, da PIB em Castelo do Piauí, da PIB de Campo Maior (PI), da Igreja Batista Jardim das Oliveiras (DF), da PIB de Gilbués (PI), da Igreja Batista Memorial de Timon (Ma), da Missão Internacional da Esperança (IMHOPE) e de muitos irmãos que contribuem para o sustento desta obra. Há congregações em que alguns batizados são membros de nossa igreja, e outros da igreja parceira.

Deus tem nos abençoado grandemente! Nunca deixamos de entregar o Plano Cooperativo e nunca deixamos de levantar as ofertas missionárias da denominação. Não fazemos isto porque temos dinheiro. Uma igreja com uma média de dízimos de quarenta mil reais não pode fazer missões confiada em recursos financeiros. Priorizamos a obra missionária porque entendemos que é a ordem de Deus para Sua igreja.

Nestes últimos cinco anos construímos 4 templos, reformamos outros dois, compramos 6 terrenos, ganhamos uma Van, mandamos fabricar um consultório dentário sobre rodas (um trailer odontológico), ganhamos 3 motos, estamos reformando o templo da sede e o centro de retiros da igreja. Iniciamos um projeto social e missionário para alcançar as crianças de 4 a 14 anos, a chamada janela 4/14. Hoje atendemos mais de 100 crianças em três de nossas congregações. Nosso alvo é implantar o projeto em todas as nossas congregações. Temos uma equipe de 9 missionários cuidando de 14 congregações, das quais 10 são no interior. Isto significa que algumas congregações já estão se multiplicando, abrindo outras congregações.

O que conselho que dou, dou a mim mesmo:

Não espere recursos para abrir igrejas.

Procure e espere uma determinação de Deus. Obedeça!

Viva a experiência de uma igreja de ministros de Deus que estão envolvidos em uma grande missão, e ministros envolvidos em uma grande missão não têm tempo para os negócios desta vida, apenas procuram agradar àquele que os arregimentou para a missão.

Saia para ganhar almas e compartilhe com a igreja e experiência.

Deixe os novos convertidos compartilharem com a igreja a experiência da salvação em Cristo.

Não tenha medo de avançar. Aquele que deixou toda a glória no céu e desceu à terra em uma missão de resgate não lhe deixará sem recursos e direção.

Quando estiver no conforto de seu templo, estudando ou pregando a Palavra, pense naqueles que não possuem templo, largados, como ovelhas errantes sem pastor, sem Bíblia, sem esperança, escravos do pecado e com destino à perdição eterna. É justo que se destinem à perdição sem ao menos serem avisados? Todo ser humano tem o direito de ouvir o evangelho. E, se Deus deixou toda a sua glória no céu, e experimentou todo tipo de sofrimento para salvar estas vidas, não há sofrimento grande demais para mim ou para você no cumprimento desta missão.

Pr Gilvan Barbosa

Fonte: Depoimento publicado na Revista “A Pátria para Cristo”, no. 264, p. 30-32

 

 

 

 

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QUEM TERÁ COMPAIXÃO?

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Nesta quinta-feira, 27/6, enquanto viajava para Santa Cruz dos Milagres, Hugo Napoleão e Santo Antonio dos Milagres, a fim de levar gêneros alimentícios e outros equipamentos para apoio à TRANS, não pude deixar de pensar em situações como esta da foto, e de indagar sobre nossa responsabilidade cristã. O pai chega a casa com o pequeno filho nos braços, em uma situação de extrema pobreza e isolamento. Aqui se alguém adoece precisa contar com a bondade de outro que passe de carro para conduzi-lo à cidade mais próxima. Escola? Que escola?! Passeio no shopping… O que é isso? Assisti um culto na igreja… Que igreja? É assim que vivem, segundo dados estatísticos, 34% dos piauienses. QUEM TERÁ COMPAIXÃO?

Aglomeramo-nos em mega templos nas cidades, investimos em seminários e cursos, montando estratégias para atrair mais gente, e os excluídos da sociedade ficam excluídos das igrejas e morrem sem esperança de salvação. Quem irá até eles? Quem investirá para que alguém saia de aldeia em aldeia, de povoado em povoado levando o evangelho, como fazia nosso Salvador (Mt 9.35; Mc 6.6)? Não nos move o coração ver os abandonados pela sociedade também abandonados pelas igrejas? Preferimos discutir e, às vezes, até nos agredir pelas preferências de climatização de templos e salas, ou o quanto vamos investir neste ou naquele equipamento de som, do que fazer algo para que os excluídos sejam amparados e ouçam que em Jesus há salvação? Quantos membros têm deixado nossas igrejas simplesmente por divergências em valores que deveriam ser investidos em preferências de quem quer sempre mais e não enxerga a multidão dos que nada têm? Não tem algo errado nisto que chamamos de igreja de Cristo? Não tem algo errado em nós que nos denominamos servos daquele que amou os pecadores e pelos pobres e excluídos deu a vida? Será que Deus ama mais as populações das cidades, e por isso têm “evangelho de sobra”, enquanto as populações do interior têm “evangelho de menos”?

A situação espiritual da população rural de nosso estado é crítica. Segundo dados das organizações missionárias, 1.067.700 piauienses vivem na zona rural, e a maioria destes não tem uma igreja ou um pastor/missionário que posso acudi-los. O que nos falta para entendermos que o Senhor nos mandou convidar para seu reino os que vivem nas aldeias e becos das cidades (Lc 13.22; 14.21)? O que nos falta para entendermos que muito do dinheiro investido em nosso “conforto espiritual” deveria ser direcionado para pregação do evangelho dos que vivem isolados de tudo e de todos? Faltam-nos muitas coisas, mas falta de fato compaixão.

A palavra compaixão aparece muitas vezes no Novo Testamento referindo-se a Jesus. Por exemplo, quando o Senhor viu as multidões que andavam desgarradas e errantes, como ovelhas sem pastor, moveu-se de compaixão e mandou que os discípulos rogassem ao Senhor da seara para mandar trabalhadores, homens de compaixão, para acudir estas multidões (Mt 9.36-38). Era assim que Jesus agia. Ele sentia compaixão pelas pessoas que estavam desgarradas, excluídas e rejeitadas.

A palavra compaixão tem o sentido de mover-se “com paixão” em favor do outro. É uma ação prática. É agir para minorar ou aliviar o sofrimento de outrem. Neste sentido o evangelho é a boa nova de compaixão, pois sua mensagem alivia a dor física, emocional e espiritual. Partilhar o evangelho é exercer compaixão. Todavia esta compaixão fica em xeque quando é dada a uns e a outros não. Que compaixão é esta que permite que uns escolham igrejas, pastores, dias de cultos, etc, e a outros não é dada sequer a oportunidade de ouvir? Que amor é este?

Nestes dias, quando estaremos espalhados nas cidades e vilas de nosso estado partilhando a fé em Cristo Jesus, no projeto TRANS 2013, não fique assistindo de camarote, envolva-se. Mova-se de compaixão pelos que ainda não ouviram de Jesus!

 Pr Gilvan Barbosa

 

VEM PRA RUA

Vem pra rua

Movidos pelo refrão de uma canção popular, criada como trilha sonora para propaganda de uma montadora, que diz: “vem pra rua, porque a rua é a maior arquibancada do Brasil”, em uma referência direta aos campos de futebol, milhares de brasileiros foram às ruas, em todas as capitais e em várias cidades, para protestar contra a corrupção, a falta de educação, saúde e segurança na sociedade brasileira. O interessante é que estes movimentos estão acontecendo sem bandeira partidária política. Em algumas situações houve quebra-quebra e vandalismo, mas no geral tem sido um protesto legítimo e pacífico de um povo que se sente enganado por uma classe política que parece não ver limites em suas decisões. Ao ver tudo isto acontecendo, lembrei o pedido de oração: “Que o Brasil seja livre da corrupção e o Piauí da idolatria”, que figura na lista de oração de nossa igreja desde o início do ano. Não tive como não me perguntar: será o início da resposta de Deus às nossas orações?

A corrupção é um vírus em nosso país. E a falta caráter dos que lidam com a coisa pública, bem como uma total ausência de definição do que seja prioritário para o bem estar social, são brechas para que este vírus se espalhe. Há uma verdadeira inversão de valores e a aplicação da máxima antiga: “dê ao povo pão e circo”. Estima-se, por exemplo, que os gastos com os doze estádios da copa ultrapassem 8,5 bilhões de reais. Só o estádio Mané Garrincha, em Brasília, tem um gasto estimado em 1,2 bilhões de reais, tornando-se um dos estádios mais caros na história das copas do mundo. O custo total da copa 2014 será algo em torno de 28 bilhões de reais. Ora, tanto dinheiro empregado em obras que serão utilizadas pouquíssimas vezes, em um país deficiente em saúde, educação, segurança, e onde um trabalhador ganha R$ 678,00 por mês, é ou não é uma completa inversão de valores? Isto é ou não é um ato de tremenda injustiça social? Aqui cabe bem a palavra do Senhor através do profeta Isaías: “Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva” (Is 1.16,17).

Assim como o povo brasileiro tem sido conclamado a ir às ruas protestar contra as mazelas sociais, nós também temos conclamado nosso povo, não só a ir às ruas neste protesto de civilidade, mas também a proclamar que só Jesus transforma. Estamos às portas da Mega Operação “Jesus Transforma”, a Trans 2013. Milhares de brasileiros estarão chegando a nossa terra para proclamar o evangelho de Cristo. Esta é a mobilização mais importante, da qual você não pode ficar de fora. O evangelho proclamado trará salvação, fará de homens carnais, homens espirituais, de homens impuros, homens puros, de homens injustos, homens justos. Mais importante do que ir às ruas por um Brasil melhor, é ir às ruas pelo evangelho de Cristo. “Ide, fazei discípulos”, é a ordem de Jesus. Vem pra rua, porque a rua é o maior campo missionário da igreja.

Pr Gilvan Barbosa

AVANÇAR É PRECISO

As 57 cidades sem a presença Batista

Quando Moisés libertou o povo de Israel do Egito, e quando se detiveram diante do Mar Vermelho, e o exército egípcio se aproximava, a ordem do Senhor foi: “dize aos filhos de Israel que marchem” (Ex 14.15). Apesar da reclamação do povo, do medo de morrer nas mãos do exército que se aproximava, a ordem era para avançar. O mar não era impedimento. Na caminhada de libertação não era possível recuar, nem ficar parado. Avançar era preciso.

Nossa caminhada de libertação continua. Olhando a trajetória para plantar uma congregação em cada cidade do Piauí, em agosto de 2010, quando fizemos o mapeamento do Estado, eram 80 cidades não alcançadas. Hoje, dois anos depois, são apenas 57. Avançamos muito! Todavia, não dá para ficar parado contemplando o avanço. Também não é possível recuar, mesmo que o mar à frente pareça impossível de atravessar. A ordem é inequívoca: “dize aos filhos de Israel que marchem”. Deus tem se mostrado presente para que não haja dúvidas que a ordem é Dele. Quer ver como? Explica, como foi possível alcançar 23 cidades em dois anos? Se isto ocorreu é porque Deus nos deu as condições e abriu as portas. Humanamente não faríamos isto. Em nosso caso pessoal, da PIB, em pouco mais de três anos entramos em 7 cidades, construímos templos em duas e estamos reformando de mais uma. Com as condições econômicas que temos isto seria impossível, não fosse o suprimento do Senhor. Deus está conosco e está mostrando de forma indubitável!

Depois da construção do templo em Nazaré e do impacto evangelístico que fizemos na cidade, dos dias 11 a 17 de agosto passado, voltamos os olhares para Santa Cruz dos Milagres, onde iniciamos a Congregação há pouco mais de dois meses. Visitamos a cidade para estudar uma estratégia de ação. Na equipe de visitação estavam: Pr Gilvan Barbosa, Pr Aías de Souza, Pr Alben Gaston, David Paulo e Roberval Nascimento. Fomos à Prefeitura, aos locais de atividades religiosas e à nossa Congregação. Discutimos muitas possibilidades de ação. Há uma expectativa de participação direta da Missão Internacional da Esperança (IMHOPE) e da Semmes First Baptist Church. Ore para que o Senhor nos direcione na concretização das parcerias e para que nos dê sabedoria e discernimento para sabermos que estratégias usar para libertação daquela população da idolatria.

Que desafios são percebidos em Santa Cruz dos Milagres? Primeiro, os que vivem na cidade, uma população de 3.334 habitantes, cuja existência social e econômico-financeira gira em torno da religiosidade. Segundo, a população flutuante, isto é, aqueles que ali passam anualmente, indo de várias cidades do Estado, bem como do Maranhão e Ceará. Alcançados pelo evangelho serão como os dispersos que “iam por toda parte, anunciando a Palavra” (At. 8.4). Terceiro, as cidades da circunvizinhança sem a presença Batista, como Aroazes (6.025 habitantes), Beneditinos (9.860 habitantes), Prata (3.117 habitantes), São Felix (3.397 habitantes) e São Miguel da Baixa Grande (2.030 habitantes). Todos estes desafios juntos podem nos parecer um mar intransponível, mas a ordem continua: “dize ao povo que marche”. O Projeto Extreme Impacto está arregimentando jovens para um mutirão de evangelização, em Santa Cruz, de 11 a 14 de setembro. Queremos ver nossa juventude envolvida neste projeto. Já conseguimos recursos para a inscrição de três pessoas, e podemos fazer mais. Nossa Congregação será a base de apoio ao projeto. Vamos marchar!

Avançar é preciso, recuar, jamais!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

UM ALERTA AOS PASTORES

8.847 mil: Esse é o número de pastores batistas atualmente filiados à OPBB (Ordem dos Pastores Batistas do Brasil). Se considerarmos todas as denominações evangélicas em nosso país, o número de pastores pode ultrapassar 200 mil. Além disso, outro número estratosférico chama a nossa atenção. O IBGE acusou, há alguns meses, o que já se esperava: somos quase 30 milhões de evangélicos espalhados pelo solo brasileiro. A despeito de tudo isso, fatos nos dão conta de que caminhamos para um colapso moral e religioso em nossa nação.

Os escândalos protagonizados por pastores evangélicos surgem com força e velocidade de enxurrada. Anos atrás, o programa “Fantástico” (da Rede Globo) pulverizou para todo o país a história do “pastor” que atuava em terras capixabas e que, para surpresa geral, alegava ter encontrado a base bíblica que legitimava sua relação poligâmica (Sim, ele jurava de “pés juntos” que a ordem havia sido dada pelo próprio Deus, e que, inclusive, estava claramente prescrita na Bíblia Sagrada, em Oséias 3.1. À época, o próprio repórter da Rede Globo, numa simples e adequada leitura bíblica, corrigiu a escandalosa interpretação). Apesar de ser um caso curiosíssimo, não pretendo explorá-lo. Também não desejo ressuscitar o caso do “pastor” e deputado candango que, após receber a abençoada propina, orou, com seus comparsas, agradecendo a Deus por aquela jubilosa “dádiva” alcançada.

 Mais recentemente, um intrigante (e já esperado!) caso alcançou notoriedade nacional. A acirrada disputada pelo “poder” levou ao “ringue” as mais “poderosas” e endinheiradas estrelas do atual movimento gospel do Brasil. Palavras ferinas, desmascaramento de técnicas de persuasão das multidões, exposição de patrimônios milionários, acusações infames, rogação de pragas e maldições foram apenas algumas das armas usadas pelos magnatas. Horas a fio têm sido gastas na caríssima TV aberta a fim de desprestigiar concorrentes e adversários religiosos. Nessa versão moderna de “guerra santa” as consequências têm sido catastróficas.

Estes são apenas alguns exemplos das desastrosas e aberrantes ações cometidas por alguns líderes evangélicos brasileiros. Como conseqüência imediata, visualizamos o desprestígio e a ridicularização do verdadeiro Evangelho no coração de milhões de pessoas Brasil afora. É possível imaginar a imensidão de incrédulos que, diante de tantos escândalos e absurdos, evitarão se aproximar do Deus que, supostamente, rege a vida de tais líderes.

E não para por aí. Outra conseqüência negativa é o desgaste da imagem pastoral. Atualmente, no Brasil, a designação “pastor” virou motivo de rejeição e chacota. Apresentar-se como pastor é correr o risco de ser automaticamente assimilado a mercenário, salafrário, 1.7.1, larápio, trapaceiro, guloso por dinheiro e a vários outros pejorativos da mesma espécie. Geralmente, quando explico a algum não-evangélico que sou pastor, preciso gastar um tempo explicando que não sou ladrão ou algo do gênero. A que triste ponto chegamos. Diante de um cenário tão conturbador como esse, proponho uma breve análise da aludida situação. Para nosso refrigério, apresento também o único antídoto capaz de exterminar esse mal. Vamos aos fatos.

Há mais de 300 anos o influente líder inglês Richard Baxter destacou que “Se Deus reformasse o ministério, fazendo cada um cumprir zelosa e fielmente os seus deveres, o povo certamente seria reformado…”. Eis uma grande verdade e necessidade: Cada pastor deve cumprir zelosa e fielmente sua tarefa, sua missão, do contrário, seu rebanho não mudará. Assim, remeto este apelo aos líderes que atuam em nosso Brasil. Sim, pois creio que somente com a graça e direção de Deus (e com a coragem e compromisso dos nossos líderes) é que poderemos reverter esse quadro tão alarmante.

Pastores devem entender que, biblicamente, sua responsabilidade prioritária é a pregação da Palavra de Deus (à qual se apõe, naturalmente, o apascento do rebanho). Talvez seja essa hoje uma das nossas maiores carências e deficiências. Percebe-se que é crescente o número de pastores que não priorizam o ensino e pregação da Palavra de Deus em suas igrejas. Como conseqüência inevitável vemos ovelhas cada vez mais desnutridas da saudável ração bíblica e que, por tal carência, empanturram-se com várias inutilidades que estão espalhadas por aí (sincretismo, misticismo, psicologismo, heresias e por aí vai…). Resultado: Raquitismo e baixa imunidade espiritual que as torna vulneráveis a tudo, até mesmo ao mais simples vento de doutrina.

A proclamação da Palavra deve ser prioridade máxima no Ministério Pastoral. Em Atos 2, os apóstolos tomaram uma decisão histórica e balizadora para as gerações seguintes: “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a Palavra de Deus para servir às mesas… E, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra… Assim, crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos”. (At 6.2,4,7, RA). Não havia demérito algum em servir às mesas, mas aquela não era a prioridade dos seus ministérios. Não há impedimento algum a que o pastor se envolva diretamente em múltiplas ações eclesiásticas, mas somente deve fazê-lo após ter “se afadigado na Palavra e no ensino” e na oração (cf. I Tm 5.17 e At 6.2-7)

Nesse sentido, deve-se entender que proclamação bíblica pressupõe e exige preparação prévia. Devemos dar uma basta ao improviso e acomodação (e, às vezes, à embromação). De uma professora do Estado de São Paulo ouvi a seguinte pérola: “Quem quer se levantar para ensinar deve sentar para aprender”. Verdade simples e óbvia, mas evidentemente negligenciada hoje em dia.

Igual a essa foi a recomendação do Apóstolo Paulo ao explicar que uma das indispensáveis qualidades de um pastor seria a “… capacidade para ensinar” (I Tm 3.2, NTLH). Ao jovem pastor Timóteo motivou a que se dedicasse “… à leitura em público das Escrituras Sagradas, à pregação do evangelho e ao ensino cristão.” (ITm 4.13, NTLH). Afinal de contas, como pastor, ele deveria “manejar bem a Palavra da verdade” (II Tm 2.15). A pouca idade seria compensada caso Timóteo se tornasse exemplo para os fiéis na pregação e na prática da Palavra (ITm 4.12). Semelhantemente, a Tito recomendou que ensinasse as Escrituras de modo íntegro e reverente (Tt 2.7). Há uma enormidade de referências bíblicas que afirmam ser a missão primordial do pastor a pregação da Palavra (Ef 4.11-17; At 13.1-3; I Tm 3.1-7, dentre dezenas de outros).

Mas não é tão simples quanto parece. Expor mensagens e ensinos bíblicos é tarefa árdua, pois exige de quem o faz abnegada dedicação. O texto bíblico é mina riquíssima, mas o trabalho de garimpagem quase sempre é delicado, lento e manual. E embora seja capitaneado pelo Espírito Santo, deve ser feito cuidadosamente, com extrema atenção, responsabilidade e devoção. Do contrário, tesouros riquíssimos podem passar despercebidos e ficar para trás.

Numa época tão frenética como a que vivemos, gera constrangimento e insatisfação a ideia de pastores que se dedicam prioritariamente “à oração e à pregação da Palavra” (At 6.4). No imaginário popular, o pastor “bom” é o que se avoluma de funções e atividades e que vive com a agenda lotada de múltiplas ações. Dessa forma, centenas de ministérios pastorais assumem um perfil meramente técnico e funcional. Intermináveis atividades precisam ser realizadas e, desse modo, a indispensável missão de alimentar o rebanho com a Palavra vai ficando para segundo plano. Por conseguinte, pastores deixam de ser vistos como arautos de Deus e passam a ser vistos como pseudo-empresários e gerentes ou meros prestadores de serviços eclesiásticos. São pastores que, de acordo com o Rev. Hernandes Dias Lopes, erram grosseiramente ao trocar o “necessário pelo urgente”. Como lamenta a famosa expressão atribuída a Marcus Tullius Cicero, que viveu na Roma Antiga: “O tempora, o mores” (“que tempos os nossos, e que costumes!”).

Estou certo de que o atual cenário evangélico brasileiro somente poderá ser revertido se seguirmos as verdades bíblicas anteriormente apresentadas. Diante de tantos e tão graves escândalos, a resposta mais eficaz que podemos dar à nossa sociedade é uma vida e ministério dignos do Evangelho com o qual fomos alcançados e chamados (Ef 4.1; Fp 1.27). Ademais, sugiro que não nos inquietemos demasiadamente com os “inimigos da cruz de Cristo” (Fp 3.18), visto que eles em breve acertarão as contas com o próprio Senhor da Igreja. É só uma questão de tempo.

Finalmente, deixo aos colegas pastores deste “brasilzão” um apelo sincero: Jamais abramos mão da nossa responsabilidade de retransmitirmos integral e fielmente a Palavra de Deus. Afinal de contas, apenas “a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (II Tm 3.16,17, RA). O Apóstolo Paulo, na reta final da caminhada, fez um apelo ao jovem Pr. Timóteo. Apelo este que, pela Soberania divina, atravessou os séculos e chegou até nós. Que apelo foi esse? “PREGA A PALAVRA” (II Tm 4.2). Que, pela nobreza do pedido, e em honra ao nosso Deus e à nossa vocação, prontamente o atendamos. Amém!

Pr. Francisco Helder Sousa Cardoso

Pastor auxiliar na Igreja Batista Equatorial (Belém, Pará)

Presidente da Juventude Batista do Pará

fheldersc@yahoo.com.br

Fonte: http://franciscohelder.wordpress.com/2012/04/09/alerta-aos-pastores-3-2/

REAVIVANDO O AMOR POR SUAS PREGAÇÕES

Você já se sentiu desanimado com suas próprias pregações? Prega, mas parece não alcançar o coração do povo? Ou, mesmo quando todos lhe dizem que a pregação foi boa, você não se sente satisfeito? Isto já lhe ocorreu? Creio que todo pregador já passou por momentos assim. O que fazer, então para reavivar o amor por suas pregações?

Ken Davis, Presidente da organização “Comunicação Dinâmica Internacional”, escreveu um artigo interessante sobre o assunto. Ele oferece o que chama de “etapas essenciais para restaurar a paixão pelas pregações” (http://www.churchleaders.com). A falta de entusiasmo pelas pregações rouba a paixão do pregador e torna a experiência um fardo pesado. Lembro a historieta em que a mãe insistia em chamar o filho para que levantasse para ir à igreja. Depois de muitas chamadas e o filho insistindo em continuar na cama, este lhe pergunta: “por que tenho que ir à igreja?”. A mãe responde: “porque você é o pastor da igreja”. Quando perdemos o entusiasmo pela pregação até ir à igreja se torna uma experiência pesada.

Se você se enquadra como alguém que perdeu ou está perdendo o entusiasmo por suas pregações, Ken sugere três etapas para que a paixão seja restaurada.

  1. Repense o processo de preparação de suas mensagens

A idéia desta etapa é fazer com que você estude, não para pregar, mas para que sua vida seja impactada com o estudo. Se sua vida for impactada com o estudo da Palavra de Deus, pregar será uma conseqüência. Esta foi a experiência de Pedro e João, ao serem ameaçados pela liderança religiosa judaica para parar de pregar: “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At 4.20). Eles, de fato, não podiam negar que aqueles homens “haviam estado com Jesus” (At. 4.13). Sua comunhão com o Senhor, seu “estar com o Senhor” será o elemento motivado pessoal, e também a energia que alcançará seus ouvintes. Ken diz “que a pregação apaixonada é o subproduto natural de um relacionamento contínuo e crescente com Jesus Cristo”. Ele conclui: “Muitas vezes, ficamos imersos no negócio da gestão de uma igreja, preparando mensagens, apagando incêndios, aconselhando, ganhando alma, e esquecemos que o fundamento da nossa paixão é a relação, nossa própria relação com Cristo”.

2.     Incline-se para o Espírito

A tarefa de pregar todas as semanas, duas ou mais mensagens, anos a fio, pode levar ao esgotamento. Todos nós temos dias em que não sentimos paixão e pregamos por obrigação, mas isto não pode ser a regra. Inclinar-se para o Espírito e buscar Nele o socorro, pode ser a saída. Quando temos uma consciência de dependência do Espírito, pode ocorrer que preguemos sem entusiasmo, faltando as palavras, e depois alguém nos diga que foi profundamente tocado por Deus.

Ken diz: “Mesmo quando você não sente isso, pregue com paixão! O Espírito tem lhe coberto. Isaías 55.9 diz: “… assim é a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que eu desejo e atingirá o fim para que a enviei”. Se você acredita nisso, será mais fácil aceitar a sugestão que vem”

3.     Nunca esqueça quem é quem

Pregação não é sobre o pregador e suas experiências. O pregador precisa confiar no poder da Palavra de Deus e no papel do Espírito Santo em salvar e edificar vidas. Na pregação o foco não deve ser nosso desempenho, não podemos correr o risco de avaliar-nos pela resposta dos ouvintes. Ken escreve: “eu não estou aqui para impressionar a platéia ou ganhar gratificação pessoal por sua resposta. Estou aqui para dar! Eu fui criado para dar os meus talentos e usá-los para declarar uma mensagem que oferece cura e abre a porta para a vida eterna”.

Sobre o “quem é quem” Ken conta sua experiência quando pregou o que chamou de sua pior mensagem. Ele diz que naquele dia setenta jovens se levantaram aceitando Cristo como Salvador. Ele não acreditou, pois se sentia péssimo em relação à pregação que fizera. Ele pediu que os jovens se sentassem e explicou o significado de ser discípulo de Cristo e suas implicações. Quando repetiu o apelo, os mesmos jovens ficaram em pé. Então, ele diz que Deus “usou o meu pior para fazer o seu melhor”.

Quero concluir este artigo com as palavras literais de Ken: “Minha oração é que este artigo possa ajudar pelo menos um pastor a repensar o valor de seu processo de preparação e redescobrir novas aventuras com o Salvador. Oro para que nossos olhos possam ser abertos para a poderosa obra do Espírito Santo, que penetra o coração com a Palavra de Deus, e que preguemos com confiança, sabendo que Deus pode usar até mesmo nossos momentos de fraqueza para cumprir o seu propósito. Finalmente, eu oro para que Deus nos liberte da escravidão da pregação para impressionar e medir o nosso valor pela resposta do público. Senhor, por favor, nos ajude a ver as necessidades daqueles que se sentam diante de nós e utiliza nossa pregação dar a eles o que Senhor nos deu”.

Pr Gilvan Barbosa

Como planejar um calendário de Pregações

Este é mais um artigo para ajudar os que gostam e se dedicam à pregação do evangelho de Cristo. O autor é Josh Reich, publicado em http://www.churchleaders.com. A tradução é livre. Se você conhece o inglês é provável que faça uma tradução mais literal. Vai aqui mais um resumo do texto.

Planeje com antecedência

Estou espantado por ver quão pouco de planejamento entra em algumas igrejas. Você pensaria que os pastores não se importam com o que está acontecendo em suas igrejas. Eu sou um planejador, então isso é mais fácil para mim e na verdade mais reconfortante quando é feito. Por exemplo, outro dia, eu conversei com um pastor que disse: “É quinta-feira, e tudo que eu tenho é um título”. Isso é como dizer: “Tudo que eu preciso é um chip e uma cadeira”. Precisamos de melhores chances do que isso quando se trata de pregação. Às vezes, acontece de Deus mudar o que estamos para dizer, enquanto nós estamos caminhando para o púlpito. Isto já ocorreu comigo, e é emocionante e assustador, mas isso não pode ser a nossa prática normal.

Em nossa igreja decidimos que a melhor forma para alcançarmos a nossa missão e meta é pregar através dos livros da Bíblia. Isso não significa que somos contra a pregação tópica, nós apenas gostamos de fazer desta maneira.

Nós separamos a série em duas categorias que denominamos “atração” e missionária. “Atração” são os sermões mais tópicos, sobre nossas necessidades, mas baseados em um livro da Bíblia. Alguns exemplos são o Cântico de Salomão e o Sermão do Monte. A categoria missionária tende a ser mais formação, doutrina, teologia. Alguns exemplos são Jonas e Hebreus.

Nós também tentamos alternar entre o Antigo e o Novo Testamento. O que estamos tentando fazer é ter certeza de que estamos dando à nossa igreja um equilíbrio saudável, não só de livros da Bíblia, mas também de estilos e sentimentos. Outra coisa que pregamos em cada ano é sobre casamento, namoro e relacionamentos.

E quanto tempo?

Nós ainda não conseguimos fazer uma série de 3 a 6 semanas. Hebreus levou 18 semanas, e Neemias terá 22 semanas. Para o Sermão da Montanha, decidimos dividi-lo em 4 séries menores para criar mais impacto para a igreja e convidados.

Como é feito o planejamento?

Nós olhamos para os 12 meses à frente. Meu ponto é planejar com antecedência, de alguma forma. Ao planejar o futuro, somos capazes de fazer com muito mais criatividade, em vez de pensar de uma semana para outra.

Somos flexíveis?

Sim. Só porque estamos planejando alguma coisa não significa que ele é escrito em pedra e imutável. Durante o verão, nós estávamos realmente planejando pregar através de Habacuque, mas decidimos, cerca de 4 semanas antes, pregar sobre a vida de Elias.

Antes de fazer a mudança, porém, a nossa equipe faz-me saber que não tínhamos ido longe o suficiente no processo anterior. É importante não desperdiçar o tempo de sua equipe.

Para o nosso processo criativo, nós olhamos 6 a 8 semanas à frente para pensarmos em  visuais, videoclipes, dramas, etc. Conforme nos aproximamos, trabalhamos através de um processo de aperfeiçoamento sobre o que vamos usar e como isto vai fluir.

Quanto tempo demora? Não é muito longo. Na verdade, se você sentar-se agora mesmo e fizer uma lista de temas que você gostaria de ensinar nos próximos 6 a 12 meses, você estará bem em seu caminho.

Quando eu comecei a pregar através dos livros da Bíblia, eu escolhi Tiago para começar, porque era meu livro favorito da Bíblia. Não é muito espiritual, eu sei, mas funcionou, e eu comecei a me acostumar com isso.

A questão é planejar com antecedência. Muita coisa está em jogo para planejar apenas de uma semana para outra.

Agora que eu já lhe disse como o fazemos, como você planeja sua série? Como você decide o que pregar?

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