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PAI PADRÃO BÍBLIA

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Nos dias da última copa do mundo de futebol lemos e ouvirmos muitas e muitas vezes a expressão “padrão FIFA”. A expressão era uma alusão aos padrões de exigências da FIFA para os estádios de futebol e o aparato para a realização da copa no Brasil.

Sendo hoje o dia dos pais, gostaria de falar-lhes sobre pai padrão bíblia. Se o “padrão FIFA” era uma referência à excelência, o “padrão bíblia” diz de pais que fazem dos valores e princípios bíblicos a referência para a paternidade.

Olhando os dados de referência aos pais no Brasil, percebemos que estamos longe do padrão bíblico. Segundo o UNICEF a cada hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos pais.  O mesmo UNICEF criou um aplicativo denominada “Proteja Brasil”, com o objetivo de facilitar as denúncias de violência contra as crianças no Brasil. Segundo a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, só no primeiro semestre deste ano, foram registradas cinquenta mil denúncias de agressões, uma média de duzentas e setenta e uma por dia, quase onze por hora. Infelizmente a maioria absoluta destas violências ocorrem dentro de casa, por alguém da família.

O que fazer, então, para mudar este quadro caótico, que mancha profundamente a figura da paternidade e da família? Como ser, ou o que é um “pai padrão bíblia”?

Cremos que a única maneira de reverter esta triste situação, e ter um pai padrão bíblia no lar, é colocar a Palavra de Deus dentro de casa, na vida dos que constituem a família. Cremos assim, porque a Palavra de Deus é “divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”, fazendo com que “o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (II Tm 3.16,17). E só a Palavra de Deus “é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê” (Rm 1.16).

Vejamos, então, o que é um “pai padrão Bíblia”:

Um pai padrão Bíblia tem a Palavra de Deus como “lâmpada para os seus pés e luz para o seu caminho” (Sl 119.105). Não adianta querer passar ensinos bíblicos à família e aos filhos, se estes ensinos não são vividos e seguidos por você. 

Um pai padrão Bíblia preocupa-se com a vida espiritual de seus filhos e os coloca diante de Deus diariamente (Jó 1.5).

Um pai padrão Bíblia abençoa seus filhos, desejando que a graça e a bênção de Deus os alcance (Hb 11.20,21). 

Um pai padrão Bíblia ensina a Palavra a seus filhos em casa, andando com eles, assentado com eles e mesmo ao deitar e ao levantar (Dt 6.7).

Mas, também, um pai padrão Bíblia saberá perdoar o filho e restituir-lhe ao convívio familiar, quando, por algum motivo, se afastar do caminho ensinado pelo pai (Lc 15.11-24)

Um pai que segue os padrões da Bíblia promoverá a reconciliação entre os filhos, quando estes se desentenderem e brigarem (Lc 15.25-32).

Um pai padrão Bíblia disciplinará seu filho segundo os parâmetros da Palavra de Deus (Ef 6.4). Filho sem disciplina será um homem sem limites.

Um pai padrão Bíblia fará da salvação de seus filhos a prioridade de sua vida, pois entende a vida de Jesus foi dada na cruz com este objetivo. Se Jesus morreu na cruz para salvar seus filhos, haverá algo grande demais para você que é pai realizar para que a salvação deles?

Agora pare um pouco. Leia novamente os oito itens apresentados acima como princípios caracterizadores de um pai padrão Bíblia. Avalie-se. Em uma nota de 0 (zero) a 10 (dez), onde 10 é o valor maior, qual sua nota como pai cristão? Qual sua nota como “pai padrão Bíblia”?

Que neste dia dos pais você faça um compromisso, um alvo de fé, de ser um pai padrão Bíblia!

Pr Gilvan Barbosa

JÁ RENOVOU SEUS VOTOS?

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Ao libertar seu povo do Egito, Deus celebrou um pacto com eles, o pacto do Sinai. Quando Moisés chegou à velhice, prestes a passar a liderança do povo a Josué, reuniu o povo nas campinas de Moabe (Dt 29,30) e o fez renovar os votos de fidelidade a Deus. Igualmente, Josué, vendo sua vida chegar ao fim, reuniu o povo e o levou a renovar seus votos de fidelidade (Js 24). O compromisso foi reafirmado: “ao Senhor nosso Deus serviremos, e obedeceremos à sua voz” (Js 24.24). Renovar nossos votos de fidelidade a Deus é algo necessário e essencial à vida cristã saudável.

Jesus, ao convocar seus seguidores estabeleceu: “tome cada dia a sua cruz” (Lc 9.23). Neste sentido, o ato de seguir a Cristo é pessoal, diário e contínuo. Há a necessidade de renovação de nosso compromisso com Cristo diariamente. Como tem dito um novo convertido em nosso pequeno grupo: “estou me convertendo todo dia”. Seguir a Cristo exige um “examine-se a si mesmo”, um “julgar a nós mesmos”, um “vigiai” constante e um “eis-me aqui” diário.

Quando pensamos no matrimônio, a renovação de votos é a oxigenação do casamento. Muitos casamentos caem na rotina, esfriam, porque os cônjuges não renovam seus votos, não reafirmam o amor e a fidelidade. Maridos precisam olhar suas esposas e dizer-lhes que as amam na mesma intensidade que Cristo amou a igreja. Esposas precisam dizer a seus maridos que seu amor “é forte como a morte” e que as muitas águas não conseguirão apagá-lo. Quando maridos e mulheres fazem da renovação de seus votos um compromisso contínuo, o casamento não é só duradouro, traz segurança aos cônjuges e aos filhos.

Uma vida cristã fria e apática pode ser revigorada pelo sopro do Espírito. Um casamento destruído pode ser reconstruído, se as duas vidas, marido e mulher, se colocarem no altar de Deus, como “um sacrifício vivo, santo e agradável”.

Em um encontro de nosso pequeno grupo, o Matteus Barbosa sabiamente fez a seguinte analogia: “a areia no concreto tem a finalidade de fazer este ser moldável. É a presença da areia que permite que o concreto, por exemplo, tome a forma de uma viga. O casal precisa ser moldável nas mãos de Deus, para que o Senhor o coloque dentro da forma que Ele projetou ser o casamento e a família”.

Há uma promessa magnífica de Deus em Isaías 43.19: “eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo”. Sua vida cristã está fria, apática? Seu casamento está sem graça e sem norte? Renove seus votos ao Senhor e a seu cônjuge. Coloquem-se (marido e mulher) no altar do Senhor. Ele é quem faz novas todas as coisas; até rios no deserto Ele faz brotar. Confie!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

…E FORAM FELIZES PARA SEMPRE!

A expressão “e foram felizes para sempre” ouvida por muitos de nós na infância, ao final dos contos que se nos contavam, está cada vez mais distante da realidade matrimonial. Os casamentos duram cada vez menos. O “para sempre” tornou-se para alguns anos ou até meses. E o “foram felizes” parece uma utopia, um desejo inatingível. Por que será que, mesmo dentro de nossas igrejas, os casamentos duram cada vez menos e os que permanecem por mais tempo parecem uma cruz carregada e não um caminhar de felicidade? Onde ou no que estamos falhando?

Olhando o primeiro casamento realizado por Deus, encontramos algumas respostas. Percebemos primeiramente que a ordem “deixará” foi esquecida ao longo do tempo. A maioria dos que se dá em casamento não está disposta a deixar, a abrir mão. Os que se casam, o fazem querendo continuar como eram antes de se casarem. Esquecem-se que a própria palavra “casar” traz em si o conceito de unir, tornar um. Não dá para unir sem abrir mão, sem largar hábitos. Um casamento só se torna uma união quando os dois estão dispostos a abrir mão, a largar costumes, amizades e vícios.

O fator mais grave na questão da durabilidade e felicidade no casamento está na ausência de Deus. Há uma expressão no contexto do primeiro casamento que diz assim: “então Deus os abençoou”. Sem a bênção de Deus não há felicidade, mas também não há durabilidade no casamento. As pessoas procuram as igrejas para seus casamentos não porque querem a bênção de Deus, mas porque desejam uma cerimônia bonita, o cumprimento de um protocolo social. O contrassenso é que vão à casa de Deus, à presença do que abençoa e saem sem a bênção.

É bom entender que a bênção de Deus em um casamento não é uma questão de ir ao templo e ter um pastor ou sacerdote para dizer que Deus abençoa. Quando você vai ao templo para casar-se não está se dirigindo a um posto de vacinação para tomar uma vacina com validade ad eternum (para todo o sempre). A bênção de Deus consiste em o casal dizer que está ali para que o Senhor tenha a liberdade de guiá-los, de orientá-los, e que eles estão se comprometendo em seguir e obedecer as orientações dadas por Deus em sua Palavra. A bênção de Deus é um caminhar diário com o Senhor. Tem gente querendo felicidade no casamento, mas largou o Senhor logo depois da cerimônia. Há outros que só se lembram do Senhor quando uma crise se abate no casamento. Deus é usado como dipirona: só no momento da dor.

O ser feliz para sempre é uma possibilidade. É possível ser feliz e é possível que esta felicidade seja para sempre, “até que a morte os separe”. Para tanto se faz necessário que os dois entendam que são um casal, portanto, estarão dispostos a abrir mão de posições pessoais, de desejos pessoais em função do outro. Mais que isto, os dois terão um compromisso de seguir a direção e as orientações de Deus em sua Palavra. Os dois entendem e praticam a verdade que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que tentam edificá-la”.

Pr Gilvan Barbosa

“O QUE VIRAM EM TUA CASA?”

O mês de maio é considerado o mês da família. Este será um bom período para buscarmos a direção de Deus para nossos familiares. É um período também para avaliação do que temos feito e sido no ambiente familiar.

A indagação que encabeça esta pastoral serve para ajudar-nos na avaliação. Ela foi feita pelo profeta Isaías ao rei Ezequias, depois que este recebeu uma comitiva enviada pelo rei da Babilônia, e, impensadamente, lhe mostrou toda a sua casa, todos os seus tesouros e todo o seu arsenal de defesa. Após a saída da comitiva, Isaías pergunta ao rei: o que viram em tua casa? (II Re. 20.15). Então, depois da resposta do rei, o profeta lhe diz que tudo o que viram será levado para a Babilônia. Infelizmente o rei Ezequias abriu a intimidade de sua casa para o inimigo.

Não quero aqui analisar a atitude de Ezequias, nem suas conseqüências. Quero apenas aplicar às nossas vidas hoje a pergunta do profeta: o que viram em tua casa? Podemos, então, perguntar-nos: o que estão vendo em nossas casas? Ou: o que nossos lares estão mostrando aos que nele entram?

Pense comigo: o que nossos filhos estão vendo em nossas casas? Eles estão vendo pais tementes a Deus? Pais dedicados à oração e ao estudo da Palavra? E se pensarmos na televisão e na internet, o que você está vendo? O que você vê, pode ser visto por seus filhos? E seu relacionamento com o(a) esposo(a) é algo que edifica seus filhos? O que eles estão vendo na relação de vocês como cônjuges, é algo que eles podem desejar para o próprio casamento? Posso ir mais além: por que será que muitos dos filhos de crentes se desviam da fé e da igreja? Não será este desvio uma conseqüência do que estão vendo em suas casas?

E sua esposa ou seu marido, o que está vendo em seu exemplo de cônjuge? Ele(a) vê em você uma exemplo de cristão? Sua vida em casa é a mesma da igreja? Ou você tem uma vida dócil, amigável, educada na igreja e grosseira em casa? Seus filhos podem atestar que o que você é na igreja é o mesmo que é em casa?

E as secretárias do lar: as copeiras, lavadeiras, passadeiras, cozinheiras, babás, etc.? Muitas destas não são crentes. Não é de estranhar que estes(as) profissionais trabalhem anos e anos com crentes, e continuem perdidos(as)? O fato de continuarem perdidos(as), longe de Cristo, não é porque estão vendo em nossos lares descaminhos, ao invés de o caminho? Será que Deus vai nos deixar impunes por não sermos capazes de conduzir à salvação estes que estão diuturnamente em nossos lares?

Penso também em nossos vizinhos. O que eles estão vendo em nossos lares? Estão vendo cobradores chegando, ou servos reunidos em oração? Estão ouvindo músicas de louvor ou gritaria e xingamento? Você convida seus vizinhos para visitarem seu lar? Você se preocupa e ora com seus familiares pela salvação deles? Você os convida para virem à igreja? Se não o faz, é porque teme que o que veem em seu lar não ateste a fé que você diz ter em Cristo?

Poderíamos estender a pergunta a muitos outros aspectos da vida em família, o importante, porém, é avaliarmos nossos procedimentos, pois a vida com Deus começa em família. O salmista escreveu: “Andarei em minha casa com integridade de coração. Não porei coisa torpe diante dos meus olhos” (Salmo 101.2,3). Que assim seja também em seu lar!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

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