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REAVIVANDO O AMOR POR SUAS PREGAÇÕES

Você já se sentiu desanimado com suas próprias pregações? Prega, mas parece não alcançar o coração do povo? Ou, mesmo quando todos lhe dizem que a pregação foi boa, você não se sente satisfeito? Isto já lhe ocorreu? Creio que todo pregador já passou por momentos assim. O que fazer, então para reavivar o amor por suas pregações?

Ken Davis, Presidente da organização “Comunicação Dinâmica Internacional”, escreveu um artigo interessante sobre o assunto. Ele oferece o que chama de “etapas essenciais para restaurar a paixão pelas pregações” (http://www.churchleaders.com). A falta de entusiasmo pelas pregações rouba a paixão do pregador e torna a experiência um fardo pesado. Lembro a historieta em que a mãe insistia em chamar o filho para que levantasse para ir à igreja. Depois de muitas chamadas e o filho insistindo em continuar na cama, este lhe pergunta: “por que tenho que ir à igreja?”. A mãe responde: “porque você é o pastor da igreja”. Quando perdemos o entusiasmo pela pregação até ir à igreja se torna uma experiência pesada.

Se você se enquadra como alguém que perdeu ou está perdendo o entusiasmo por suas pregações, Ken sugere três etapas para que a paixão seja restaurada.

  1. Repense o processo de preparação de suas mensagens

A idéia desta etapa é fazer com que você estude, não para pregar, mas para que sua vida seja impactada com o estudo. Se sua vida for impactada com o estudo da Palavra de Deus, pregar será uma conseqüência. Esta foi a experiência de Pedro e João, ao serem ameaçados pela liderança religiosa judaica para parar de pregar: “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At 4.20). Eles, de fato, não podiam negar que aqueles homens “haviam estado com Jesus” (At. 4.13). Sua comunhão com o Senhor, seu “estar com o Senhor” será o elemento motivado pessoal, e também a energia que alcançará seus ouvintes. Ken diz “que a pregação apaixonada é o subproduto natural de um relacionamento contínuo e crescente com Jesus Cristo”. Ele conclui: “Muitas vezes, ficamos imersos no negócio da gestão de uma igreja, preparando mensagens, apagando incêndios, aconselhando, ganhando alma, e esquecemos que o fundamento da nossa paixão é a relação, nossa própria relação com Cristo”.

2.     Incline-se para o Espírito

A tarefa de pregar todas as semanas, duas ou mais mensagens, anos a fio, pode levar ao esgotamento. Todos nós temos dias em que não sentimos paixão e pregamos por obrigação, mas isto não pode ser a regra. Inclinar-se para o Espírito e buscar Nele o socorro, pode ser a saída. Quando temos uma consciência de dependência do Espírito, pode ocorrer que preguemos sem entusiasmo, faltando as palavras, e depois alguém nos diga que foi profundamente tocado por Deus.

Ken diz: “Mesmo quando você não sente isso, pregue com paixão! O Espírito tem lhe coberto. Isaías 55.9 diz: “… assim é a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que eu desejo e atingirá o fim para que a enviei”. Se você acredita nisso, será mais fácil aceitar a sugestão que vem”

3.     Nunca esqueça quem é quem

Pregação não é sobre o pregador e suas experiências. O pregador precisa confiar no poder da Palavra de Deus e no papel do Espírito Santo em salvar e edificar vidas. Na pregação o foco não deve ser nosso desempenho, não podemos correr o risco de avaliar-nos pela resposta dos ouvintes. Ken escreve: “eu não estou aqui para impressionar a platéia ou ganhar gratificação pessoal por sua resposta. Estou aqui para dar! Eu fui criado para dar os meus talentos e usá-los para declarar uma mensagem que oferece cura e abre a porta para a vida eterna”.

Sobre o “quem é quem” Ken conta sua experiência quando pregou o que chamou de sua pior mensagem. Ele diz que naquele dia setenta jovens se levantaram aceitando Cristo como Salvador. Ele não acreditou, pois se sentia péssimo em relação à pregação que fizera. Ele pediu que os jovens se sentassem e explicou o significado de ser discípulo de Cristo e suas implicações. Quando repetiu o apelo, os mesmos jovens ficaram em pé. Então, ele diz que Deus “usou o meu pior para fazer o seu melhor”.

Quero concluir este artigo com as palavras literais de Ken: “Minha oração é que este artigo possa ajudar pelo menos um pastor a repensar o valor de seu processo de preparação e redescobrir novas aventuras com o Salvador. Oro para que nossos olhos possam ser abertos para a poderosa obra do Espírito Santo, que penetra o coração com a Palavra de Deus, e que preguemos com confiança, sabendo que Deus pode usar até mesmo nossos momentos de fraqueza para cumprir o seu propósito. Finalmente, eu oro para que Deus nos liberte da escravidão da pregação para impressionar e medir o nosso valor pela resposta do público. Senhor, por favor, nos ajude a ver as necessidades daqueles que se sentam diante de nós e utiliza nossa pregação dar a eles o que Senhor nos deu”.

Pr Gilvan Barbosa

Como planejar um calendário de Pregações

Este é mais um artigo para ajudar os que gostam e se dedicam à pregação do evangelho de Cristo. O autor é Josh Reich, publicado em http://www.churchleaders.com. A tradução é livre. Se você conhece o inglês é provável que faça uma tradução mais literal. Vai aqui mais um resumo do texto.

Planeje com antecedência

Estou espantado por ver quão pouco de planejamento entra em algumas igrejas. Você pensaria que os pastores não se importam com o que está acontecendo em suas igrejas. Eu sou um planejador, então isso é mais fácil para mim e na verdade mais reconfortante quando é feito. Por exemplo, outro dia, eu conversei com um pastor que disse: “É quinta-feira, e tudo que eu tenho é um título”. Isso é como dizer: “Tudo que eu preciso é um chip e uma cadeira”. Precisamos de melhores chances do que isso quando se trata de pregação. Às vezes, acontece de Deus mudar o que estamos para dizer, enquanto nós estamos caminhando para o púlpito. Isto já ocorreu comigo, e é emocionante e assustador, mas isso não pode ser a nossa prática normal.

Em nossa igreja decidimos que a melhor forma para alcançarmos a nossa missão e meta é pregar através dos livros da Bíblia. Isso não significa que somos contra a pregação tópica, nós apenas gostamos de fazer desta maneira.

Nós separamos a série em duas categorias que denominamos “atração” e missionária. “Atração” são os sermões mais tópicos, sobre nossas necessidades, mas baseados em um livro da Bíblia. Alguns exemplos são o Cântico de Salomão e o Sermão do Monte. A categoria missionária tende a ser mais formação, doutrina, teologia. Alguns exemplos são Jonas e Hebreus.

Nós também tentamos alternar entre o Antigo e o Novo Testamento. O que estamos tentando fazer é ter certeza de que estamos dando à nossa igreja um equilíbrio saudável, não só de livros da Bíblia, mas também de estilos e sentimentos. Outra coisa que pregamos em cada ano é sobre casamento, namoro e relacionamentos.

E quanto tempo?

Nós ainda não conseguimos fazer uma série de 3 a 6 semanas. Hebreus levou 18 semanas, e Neemias terá 22 semanas. Para o Sermão da Montanha, decidimos dividi-lo em 4 séries menores para criar mais impacto para a igreja e convidados.

Como é feito o planejamento?

Nós olhamos para os 12 meses à frente. Meu ponto é planejar com antecedência, de alguma forma. Ao planejar o futuro, somos capazes de fazer com muito mais criatividade, em vez de pensar de uma semana para outra.

Somos flexíveis?

Sim. Só porque estamos planejando alguma coisa não significa que ele é escrito em pedra e imutável. Durante o verão, nós estávamos realmente planejando pregar através de Habacuque, mas decidimos, cerca de 4 semanas antes, pregar sobre a vida de Elias.

Antes de fazer a mudança, porém, a nossa equipe faz-me saber que não tínhamos ido longe o suficiente no processo anterior. É importante não desperdiçar o tempo de sua equipe.

Para o nosso processo criativo, nós olhamos 6 a 8 semanas à frente para pensarmos em  visuais, videoclipes, dramas, etc. Conforme nos aproximamos, trabalhamos através de um processo de aperfeiçoamento sobre o que vamos usar e como isto vai fluir.

Quanto tempo demora? Não é muito longo. Na verdade, se você sentar-se agora mesmo e fizer uma lista de temas que você gostaria de ensinar nos próximos 6 a 12 meses, você estará bem em seu caminho.

Quando eu comecei a pregar através dos livros da Bíblia, eu escolhi Tiago para começar, porque era meu livro favorito da Bíblia. Não é muito espiritual, eu sei, mas funcionou, e eu comecei a me acostumar com isso.

A questão é planejar com antecedência. Muita coisa está em jogo para planejar apenas de uma semana para outra.

Agora que eu já lhe disse como o fazemos, como você planeja sua série? Como você decide o que pregar?

SERMÕES EM SÉRIE

Nos últimos anos tenho experimentado pregar sermões em série. Nesses três anos que estamos na PIB em Teresina preguei as seguintes séries: “o toque de Jesus”, as parábolas de Jesus, o sermão do monte, a epístola de Tiago e agora estou pregando sobre “os fins dos tempos. Em questão de duração, o sermão do monte, por exemplo, demorou quase um ano, e Tiago aproximadamente seis meses.

O que tenho aprendido com pregações em série? Facilita para o pregador, pois já sabe com antecedência o que vai pregar. Facilita para a congregação, pois não vai sentir que está recebendo “sermão de carapuça”, afinal os assuntos são conhecidos por todos com antecedência. Isto permite, inclusive, que aqueles que não querem ouvir dada mensagem faltem no dia da abordagem (o que é uma pena). Outro fator importante é que o púlpito se torna local de ensino, a congregação cresce no conhecimento bíblico.

É natural que, quem opta pela pregação em série, precisa ser flexível. Certas datas do calendário denominacional ou mesmo comemorativas da cidade, estado ou federação são importantes serem observadas. Já imaginou você pregando sobre o inferno, porque é parte da seqüência sobre os fins dos tempos, no dia das mães? Isto não seria só sem propósito, mas colocaria sua permanência na igreja em risco.

Um fator importante na pregação em série é saber definir que assunto, tema, livro, etc. é útil à igreja naquele momento. Uma ferramenta que pode ajudar é a pesquisa, como a “radiografia da igreja”, onde membros e congregados respondem de forma anônima suas necessidades espirituais. Neste aspecto quero apresentar, a seguir, o resumo de um artigo publicado em http://www.churchleaders.com/, intitulado “10 maneiras para melhorar o planejamento dos sermões em série”.

1. Aproveite as estações do ano quando as pessoas são mais propensas a freqüentar a igreja

Eu gosto de lançar uma nova série que tem um foco mais distante quando as pessoas são mais propensas a participar dos cultos e convidar seus amigos. Essas estações são cíclicas. Elas dependem de onde você está localizado. Obviamente, o Natal e a Páscoa são dois períodos quando as pessoas freqüentar mais a igreja.

2. Encontre o equilíbrio certo entre “alcançar” e fazer “as pessoas crescerem”

Sempre haverá tensão aqui, mas o objetivo é tentar equilibrar usando serviços para atrair uma multidão e ajudar as pessoas a darem os próximos passos em sua jornada espiritual. Em Ridge ocidental temos um código de cores em nosso calendário de ensino para nos certificarmos que estamos mantendo um equilíbrio saudável.

3. Use uma variedade de abordagens para começar o seu desenvolvimento em série

Pregue uma série sobre um tópico, outra através de um livro da Bíblia, ou sobre um personagem específico bíblica. Use uma série para pregar sobre uma doutrina específica. O importante é misturar a abordagem.

4. Aborde as questões que as pessoas estão pedindo

Nossa tendência é entregar apenas a informações que nós queremos que as pessoas ouçam. As pessoas não vão se envolver em nosso ensino, a menos que estejamos tratando das questões que enfrentam no seu cotidiano. Um amigo meu rotineiramente analisa as manchetes das revistas femininas para ter uma noção dos temas que as pessoas estão discutindo na cultura de hoje.

5. Entregue a verdade bíblica e a aplique à vida

Seu ensinamento não irá produzir mudança de vida a menos que você também proporcione uma aplicação à vida. Sem aplicação, as pessoas podem experimentar condenação ou inspiração, mas elas não saberão o que fazer com isso. É preciso, em cada mensagem, identificar claramente como as pessoas podem aplicar o que aprenderam.

6. Pregue 8 a 10 séries ao longo do ano

Uma série, em média, deve durar de 4 a 6 semanas. Se você está ensinando através de um livro e ele precisa ir mais do que isso, tente dividi-lo em várias séries. Toda vez que você começar uma série, ela cria uma oportunidade para as pessoas convidarem seus amigos. Dividindo você terá mais oportunidades para as pessoas a convidarem seus amigos.

7. Planeje com antecedência

Você pode esperar até sábado para terminar sua mensagem, mas tente pelo menos delinear os assuntos alguns meses de antecedência. Quando você faz isso, você liberar as pessoas criativas para planejar os complementos da série; elementos do serviço e comunicações criativas podem melhorar o seu ensino. Com antecedência você terá tempo para as promoções.

8. Planeje com uma equipe

Uma equipe pode conduzir os temas que serão abordados ao longo do ano. Outra equipe pode conduzir a embalagem da série, incluindo os títulos de identificação e imagens visuais. Outra equipe pode desenvolver os elementos de serviços e execução. Seja qual for o caso, o resultado final será sempre melhor quando você tem as pessoas certas envolvidas em uma abordagem de equipe.

9. Lembre-se das pessoas que já freqüentam sua igreja, elas são as melhores promotoras de suas mensagens

Você pode gastar muito dinheiro em publicidade ou mala direta, mas o maior número dos que vão participar de seus serviços, será através de um convite de alguém que já freqüenta sua igreja. Quer mais pessoas ouvindo as mensagens? Torne mais fácil para as pessoas convidarem seus amigos.

10. Os pastores devem ensinar, e os artistas devem ser criativos

A série que poderemos experimentar maior impacto, tanto numericamente como em mudança de vida, ocorre quando os artistas deixam a unidade de ensino e os pastores deixam os artistas conduzir os elementos criativos. Os pastores controlam isso. Se eles estão dispostos a capacitar artistas, Deus pode usar essa criatividade para preparar os corações das pessoas para a mensagem.

Espero que essas sugestões possam lhe ajudar a pregar “em tempo e fora de tempo” e que as multidões venham lhe ouvir, porque você prega com autoridade.

Pr Gilvan Barbosa

 

 

 

 

 

 

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