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EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

Vivemos dias de pânico mundial. Não há um telejornal ou veículo de comunicação que você acesse, que não tenha como notícia principal a propagação do coronavírus. Cidades estão em quarentena, eventos públicos sendo cancelados, igrejas passando a ter cultos apenas online, uma onda de temor e medo se instalou no homem.

Naturalmente todas as medidas de precaução à propagação do vírus são uteis e necessárias. Mas, esta pandemia nos traz algumas lições preciosas para reflexão e tomada de decisões.

A primeira lição é da fragilidade do ser humano. O homem tão cheio de si, tão dominador da tecnologia, tão poderoso e arrogante, tão autossuficiente, a ponto de dispensar Deus, foge, isola-se e amedronta-se diante de um vírus (ou da morte iminente). Lembra-nos bem o salmista com sua indagação inquietante: “que é o homem…?” (Sl 8.4). E a Palavra de Deus responde categoricamente que somos como um sopro, como a vigília da noite, como um breve pensamento, como a flor da erva. Não somos nada e precisamos ter ciência disto.

A segunda lição é que estamos no fim. O mundo caminha para um fim. O homem marcha para um acerto de contas final. Quer você goste ou não, quer concorde ou não, o ser humano terá um fim, e este vírus é apenas um alerta de que esta hora se aproxima. Jesus disse que no fim dos tempos “haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu” (Lc 21.11). E João, em sua visão do Apocalipse, escreveu: “E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra” (Ap 6.8). O que posso dizer? Apenas o que disse o profeta Amós ao povo de Israel: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am 4.12).

A terceira lição, e esta especialmente à igreja de Cristo, é: precisamos continuar salvando vidas. É fato que corremos riscos, os mesmos de todos os homens mortais, mas temos conosco aquele que dá e mantém a vida. E a promessa Dele é clara: “ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa…mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido… nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda (Sl 91.3,7,10). Sei que você poderá indagar: “e se Ele não livrar?”. E nossa resposta deve ser a mesma dos amigos jogados na fogueira: “nosso Deus pode nos livrar, mas se não o fizer não deixaremos de servi-lo” (Dn 3.17,18).

Neste mês em que celebramos a campanha de Missões Mundiais, que desafiamos os Batista brasileiros a evangelizarmos o mundo, precisamos ratificar nossa determinação de pregar em tempo e fora de tempo, quer seja oportuno ou não, quer a vida esteja calma, ou em meio à tempestade, quer vivamos ou morramos, quer estejamos são ou doentes… “em nada temos a vida por preciosa para nós mesmos, contanto que completemos a carreira e o ministério que recebemos do Senhor Jesus” (At 20.24). TRANSFORMEMOS O MUNDO COM A ALEGRIA DE JESUS!

Pr Gilvan Barbosa

FÉ CIDADÃ

Clamor pelo Brasil

Neemias, o homem usado por Deus para a reconstrução dos muros de Jerusalém é um bom exemplo de uma fé cidadã. Ele trabalhava no Palácio do rei Artaxerxes. Sua situação era confortável. Estava a mil quilômetros distante de Jerusalém. Mesmo assim, quando toma conhecimento do estado de destruição da cidade, ele chora, pranteia e ora por quarenta dias, pedindo a Deus as condições para fazer algo para mudar o quadro de vida de seu povo.

O povo de Jerusalém estava há quase cem anos vivendo no meio de escombros. Para eles a situação era normal. Para Neemias tudo aquilo depunha contra sua fé e o nome de seu Deus. Após chegar à cidade, e pessoalmente fazer o diagnóstico da situação, ele desafia o povo a mudar de atitude, a abraçar a mudança necessária. Era o desafio de levantar um muro de 12 metros de altura, por 7 de largura e um perímetro de cerca de 500 metros. Bastou a palavra do servo de Deus para que o povo recobrasse o ânimo e colocasse “a mão na massa”. Governadores, filhos de governadores, ourives, perfumistas, comerciantes, sacerdotes, não importava a classe ou posição social, todos consideraram a obra de construção uma questão de fé. Aquilo não era algo secular, era uma intervenção de Deus na vida social do povo.

Não podemos fechar os olhos diante do quadro de destruição ética, moral e social em que vive nossa gente. Agir diante deste quadro é uma questão de fé cidadã. Quando leio o Palavra de Deus dizendo que “bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33.12), não encontro uma interpretação neotestamentária para um Estado teocrático, mas vejo nas palavras do salmista um desafio para um Estado, cujos cidadãos sejam servos do Senhor. Uma nação onde servos de Deus ajam com justiça, retidão e acima de tudo vendo-se como ministros de Deus em benefício de salvos e perdidos.

Quando leio meu Senhor dizendo que somos sal e luz deste mundo (Mt 5.13,14), vejo em suas Palavras a verdade que fomos salvos com a finalidade de mudarmos o ambiente, a sociedade em que vivemos, dando-lhe valores cristãos, como também direção para encontrar saídas para seus males. Estes sempre existirão até a vinda de Jesus, pois são consequência de uma humanidade corrompida pelo pecado. O que não pode, nesta sociedade corrompida, é o sal perder o sabor e a luz o seu brilho. O servo de Deus não pode acostumar-se a um mundo sem valores dignos, um mundo de destruição, como o povo de Jerusalém havia se acostumado.

Eu e você somos desafiados a viver uma fé cidadã. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cr 7.14). A partícula “se” é uma condição de fé em um Deus que ouve, perdoa e sara a terra. Ele muda a realidade da terra, da sociedade, mas isso condicionado a uma fé cidadã, uma fé que espera e busca a mudança.

 Pr Gilvan Barbosa

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