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Como Pastores Feridos podem encontrar a cura

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Por Charles Stone

Feridas. Uma condição deste lado do céu que todos teremos de enfrentar de vez em quando. Pastores não são imunes.

Eu tenho sido ferido, e você provavelmente tenha sido também. Se você está ferido agora por causa do que alguém em sua igreja ou de uma, o que você deve fazer?

Considere estas cinco escolhas críticas que podem ajudá-lo a lidar com sua dor.

1. Reconheça sua resposta comportamental básica quando você é ameaçado

Deus fez os nossos cérebros para agir rapidamente quando nos sentimos ameaçados. Quando nos sentimos diante do perigo ou ameaça nossos neurônios nos permitem responder rapidamente. Apesar de serem rápidos a responder, eles não diferenciam muito bem entre um tigre de verdade na floresta (perigo real quando precisamos correr para não sermos comidos) e um tigre de papel (alguém em sua igreja que disse algo doloroso para você).

Aqui estão as quatro respostas básicas que podemos apresentar diante da dor. Quando nos tornamos conscientes de qual é a nossa reação predominante, podemos então nos tornar mais pró-ativos.

Luta: Nós reagimos, ficamos na defensiva, gritamos, nos recusamos a ceder.

Fuga: Cortamos fisicamente ou emocionalmente a nós mesmos, nos tornamos passivos-agressivos, paramos de falar, desligamos.

Congelar: Não tomamos qualquer posição, ficamos neutros e não fazemos nada quando deveríamos fazer alguma coisa.

Apaziguar: Tentamos manter a paz a qualquer preço, comprometemos nossas convicções, mesmo que a pessoa a continue em seu comportamento prejudicial.

2. Aja com amor

Jesus disse em Lucas 6.27 que devemos amar nossos inimigos. A palavra amor é a palavra ágape, um amor que não se baseia nos méritos da outra pessoa.

Este amor não é algo que acontece com você (ou seja, como alguém que “cai” no amor). Pelo contrário, o amor ágape é uma escolha de nossa vontade à superintendência do Espírito Santo, que nos permite amar o agressor mesmo quando não sentimos isto.

É um “agir como se” tipo de amor.

3. Guarde sua língua

Quando alguém nos machuca, é fácil perder o controle sobre o que dizemos em troca. Jesus diz em Lucas 6.28 que devemos abençoar os que nos maldizem.

Abençoar é o oposto de amaldiçoar. Usamos nossas palavras de maneira que honre a Deus, em vez de sermos vingativos.

4. Deseje o melhor para o seu ofensor

Mais uma vez em Lucas 6, Jesus faz algumas declarações surpreendentes sobre como devemos tratar aqueles que nos feriram: Virar a outra face, abençoá-los, orar por eles.

Quando Jesus faz estas declarações ele não proibiu a autodefesa. Isto também não significa que devemos orar para que o nosso inimigo continue em suas formas prejudiciais. Pelo contrário, Ele está dizendo que quando oramos, oramos para o melhor de Deus para essa pessoa. Muitas vezes a sua maior necessidade é para o verdadeiro arrependimento, para que possam experimentar o perdão de Deus.

John Piper adequadamente explica o que significa orar e desejar o melhor para os nossos ofensores:

“Oração para os seus inimigos é uma das formas mais profundas de amor, porque isso significa que você quer que algo de bom aconteça com eles. Você pode fazer coisas boas para o seu inimigo, sem qualquer desejo genuíno de que as coisas vão bem com eles. Mas, a oração por eles é na presença de Deus, que conhece o seu coração e em oração você está intercedendo a Deus com seu nome. Pode ser para a sua conversão. Pode ser para o seu arrependimento. Pode ser que eles sejam despertados para a inimizade que há em seus corações. Pode ser que eles vão ser parados em sua espiral descendente de pecado, mesmo que leve doença ou calamidade para fazê-lo. Mas a oração que Jesus tem em mente aqui é sempre para o bem deles”.

5. Incline-se para Jesus

Os mandamentos de Jesus em Lucas 6 podem parecer declarações sem sentido. Se você foi profundamente magoado, estas primeiras quatro opções são impossíveis de se realizarem somente por sua força de vontade. É preciso ter força sobrenatural para responder de uma forma piedosa para aqueles que nos magoam profundamente. Quando nos inclinamos para Jesus e respondemos adequadamente a tal mágoa, agimos mais como Deus.

Quando nos inclinamos para Ele, o Espírito Santo nos dará a força que precisamos para não ceder às nossas respostas padrões. Ao contrário, Ele nos dará a sabedoria, resistência e força para responder ao nosso ofensor de forma que honre a Deus.

Fonte: http://www.churchleaders.com/pastors/pastor-articles/174927-charles-stone-wounded-pastors-find-healing.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=clpastors_newsletter&utm_content=6/11/2014+4:02:11+PM. Tradução livre.

 

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É MELHOR SOFRER

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Olhando a igreja no Novo Testamento a vemos em constante sofrimento e perseguição. A igreja sofre por causa de sua natureza, ela é luz. Luz e trevas terão sempre uma zona de atrito, não há convivência pacífica entre estas. Por isto Jesus disse que “bem-aventurados são os que sofrem…” (Mt 5.10), exatamente porque o sofrimento decorre de viverem de acordo com sua natureza. Sofrem incorretamente por viverem corretamente; sofrem injustamente por viverem de forma justa. Uma igreja ou um crente sem sofrimento indica que não estão vivendo de acordo com sua nova natureza em Cristo. Paulo escreve: “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (II Tm 3.12). Cristianismo autêntico implica em sofrimento.

Pedro diz que o sofrimento por causa da fé é agradável a Deus e que fomos chamados para isto, para sofrer pela fé (I Pe 2.20-23). Ele toma como exemplo o sofrimento de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. Paulo conclama Timóteo a sofrer com ele como bom soldado de Cristo (II Tm 2.3), e diz de si: “quantas perseguições suportei!” (II Tm 3.11). O Senhor Jesus diz que somos bem-aventurados quando sofremos por amor ao seu nome (Mt 5.11). O autor aos Hebreus diz dos heróis da fé que foram maltratados, apedrejados, serrados ao meio, viveram sem casas pelos desertos e cavernas da terra (Hb 11.37-38). Não há como viver o evangelho sem sofrimento.

Ao escrever à igreja em Esmirna, o Senhor a reconhece como uma igreja em sofrimento (Ap 2.8-11). O sofrimento daquela igreja era externo, a perseguição, mas agravava-se porque era uma igreja pobre, seus membros não tinham poder, nem posição na sociedade. Talvez a maior manifestação de sofrimento externo da igreja em Esmirna tenha sido o martírio de seu pastor, Policarpo, que foi queimado vivo. Todavia o Senhor a anima, dizendo que sabia o que ela estava passando, que conhecia seu sofrimento e diz que ela receberia a coroa da vida e não passaria pela segunda morte. Mas, mesmo a confortando, a animando o Senhor não a engana, diz que sofrimentos ainda viriam: “eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados” (Ap 2.10). A palavra do Senhor a Esmirna é a mesma a todos nós: “no mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33); “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome” (Mt 24.9); “Um irmão entregará à morte a seu irmão, e um pai a seu filho; e filhos se levantarão contra os pais e os matarão. E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mc 13.12,13).

O sofrimento, a perseguição, o insulto, a zombaria, a prisão e até a morte por amor ao evangelho e a Cristo Jesus são distintivos do verdadeiro discípulo. Igreja que não é perseguida, que se adapta ao mundo, não é igreja de Cristo. Uma igreja autêntica, no embate com as trevas, na vivência do evangelho sempre sofrerá. Sua postura e decisões serão afronta para uma sociedade apodrecida pelo pecado.

Diante do quadro aqui apresentado é importante nos indagarmos: Queremos receber a coroa da vida, ou a coroa da glória dos homens? Queremos a condenação do mundo, ou a condenação de Cristo? Queremos sofrimento neste mundo por amor a Cristo, ou sofrimento na eternidade sem Cristo?

 

Pr Gilvan Barbosa

 

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