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É MELHOR SOFRER

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Olhando a igreja no Novo Testamento a vemos em constante sofrimento e perseguição. A igreja sofre por causa de sua natureza, ela é luz. Luz e trevas terão sempre uma zona de atrito, não há convivência pacífica entre estas. Por isto Jesus disse que “bem-aventurados são os que sofrem…” (Mt 5.10), exatamente porque o sofrimento decorre de viverem de acordo com sua natureza. Sofrem incorretamente por viverem corretamente; sofrem injustamente por viverem de forma justa. Uma igreja ou um crente sem sofrimento indica que não estão vivendo de acordo com sua nova natureza em Cristo. Paulo escreve: “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (II Tm 3.12). Cristianismo autêntico implica em sofrimento.

Pedro diz que o sofrimento por causa da fé é agradável a Deus e que fomos chamados para isto, para sofrer pela fé (I Pe 2.20-23). Ele toma como exemplo o sofrimento de Cristo Jesus, nosso Senhor e Salvador. Paulo conclama Timóteo a sofrer com ele como bom soldado de Cristo (II Tm 2.3), e diz de si: “quantas perseguições suportei!” (II Tm 3.11). O Senhor Jesus diz que somos bem-aventurados quando sofremos por amor ao seu nome (Mt 5.11). O autor aos Hebreus diz dos heróis da fé que foram maltratados, apedrejados, serrados ao meio, viveram sem casas pelos desertos e cavernas da terra (Hb 11.37-38). Não há como viver o evangelho sem sofrimento.

Ao escrever à igreja em Esmirna, o Senhor a reconhece como uma igreja em sofrimento (Ap 2.8-11). O sofrimento daquela igreja era externo, a perseguição, mas agravava-se porque era uma igreja pobre, seus membros não tinham poder, nem posição na sociedade. Talvez a maior manifestação de sofrimento externo da igreja em Esmirna tenha sido o martírio de seu pastor, Policarpo, que foi queimado vivo. Todavia o Senhor a anima, dizendo que sabia o que ela estava passando, que conhecia seu sofrimento e diz que ela receberia a coroa da vida e não passaria pela segunda morte. Mas, mesmo a confortando, a animando o Senhor não a engana, diz que sofrimentos ainda viriam: “eis que o Diabo está para lançar alguns de vós na prisão, para que sejais provados” (Ap 2.10). A palavra do Senhor a Esmirna é a mesma a todos nós: “no mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16.33); “Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome” (Mt 24.9); “Um irmão entregará à morte a seu irmão, e um pai a seu filho; e filhos se levantarão contra os pais e os matarão. E sereis odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mc 13.12,13).

O sofrimento, a perseguição, o insulto, a zombaria, a prisão e até a morte por amor ao evangelho e a Cristo Jesus são distintivos do verdadeiro discípulo. Igreja que não é perseguida, que se adapta ao mundo, não é igreja de Cristo. Uma igreja autêntica, no embate com as trevas, na vivência do evangelho sempre sofrerá. Sua postura e decisões serão afronta para uma sociedade apodrecida pelo pecado.

Diante do quadro aqui apresentado é importante nos indagarmos: Queremos receber a coroa da vida, ou a coroa da glória dos homens? Queremos a condenação do mundo, ou a condenação de Cristo? Queremos sofrimento neste mundo por amor a Cristo, ou sofrimento na eternidade sem Cristo?

 

Pr Gilvan Barbosa

 

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