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FRUTIFICAR É POSSÍVEL

Laranja Kikan em casa, no jarro
Colheita de Kikan

Sou filho de agricultor. Fui criado vendo meu pai brocar, limpar e plantar trinta a sessenta tarefas de roça todo ano. Sei o que é ter alegria por uma boa colheita, mas também sei o que é tristeza por falta de frutos, por uma colheita ruim.

Minha convivência com este ambiente rural, embora nunca tenha trabalhado na roça, me faz amar a natureza. Gosto de plantas, pássaros, do verde, dos rios e riachos. Contemplo a natureza e procuro aprender mais de Deus.

Quando chegamos em Teresina, moramos na casa pastoral da Primeira Igreja Batista em Teresina. O espaço de chão (terra) era pequeno, mas aproveitamos para plantar banana e cuidar do pé de limão, da goiabeira e da seriguela que ali existiam. Estas frutas foram a porta de entrada na casa de nossos vizinhos. Passamos a conhecê-los a partir dos sacos com estes frutos, que lhes presenteávamos.

Mudamos para um apartamento. A área agora é muito menor que a que tínhamos na casa, e espaço para plantas quase impossível. Mas, temos uma pequena sacada. Então fomos à caça de plantas frutíferas enxertadas. Temos algumas, porém só a “laranja kikan” tem frutificado (veja foto). Lógico que a quantidade de laranjas kikans produzidas em nossa sacada do apartamento ficam longe da quantidade que produzia nosso pé de limão, na casa pastoral. A quantidade é muito menor, mas temos frutos frescos no apartamento.

O que quero dizer com isto, ou o que isto tem a ver com a obra missionária?

Penso que existe um paralelismo muito grande entre esta situação e a obra missionária, especialmente de nossa igreja, a Primeira Igreja Batista em Teresina, que planta igrejas primordialmente no sertão piauiense, uma região difícil para a produção de frutos, sejam espirituais ou não.

Aprendo com minha pequena plantação, em meu apartamento, que dar frutos independe da situação da plantação. Em outras palavras: é sempre possível frutificar. Pode ser que em um dado local a produção seja maior que em outro, mas todos os locais podem produzir frutos.

Você que é missionário em uma cidade ou povoado resistente ao evangelho não deve esperar que sua produção de frutos seja igual a de outro obreiro ou pastor. O que você precisa crê é que é possível colher frutos mesmo em um local resistente ao evangelho.

Hoje não tenho a quantidade, nem a variedade de frutos que eu tinha quando morava na casa pastoral, mas tenho frutos e me alegro com eles.

Não só isto: continuo testando e buscando outras plantas para produzir em meu pequeno espaço. Estou esperando encontrar um pé de limão que possa se adaptar ao espaço que tenho.

Em sua realidade, procure diversificar suas ações visando aumentar a produção de frutos. Sempre há uma alternativa que alcance o coração de quem precisa de Jesus.

No início de julho plantamos uma igreja em Alagoinha do Piauí, uma cidade resistente ao evangelho, mas Deus já nos deu dez batismos e o Missionário Rosinaldo tem outro grupo para batizar em outubro próximo.

Em 2015 plantamos uma igreja em Pio IX, uma cidade do século XIX, muito fechada ao evangelho. O Missionário Walton está ali há quase três anos. Pela graça de Deus, em agosto passado, batizou nove.

Precisamos entender que não há lugar aonde o evangelho não possa penetrar e produzir frutos de salvação. Não há coração duro, que a graça do Senhor não possa alcançar. O evangelho é tão penetrante que o livro de Hebreus diz que ele vai até a divisão de alma e espírito (Hb 4.12). Você entendeu? Frutificar é sempre possível, basta você plantar. Se não plantar, não poderá esperar por colheita.

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

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