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MISSÕES E A IGREJA SEM TETO

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Quando vi a foto de nossa congregação em Caraúbas, em culto, no último domingo à noite (25/11), com o templo sem teto, por conta da reforma, pensei: -igreja sem teto, precisamos disso. Talvez você me diga: -pastor, ficou maluco? –Não, fiquei não, posso lhe responder. Raciocine comigo. Temos o Estados menos evangélico do Brasil, com igrejas pequenas e fracas, e quase sempre estamos atribuindo isto a falta de recursos, falta de obreiros, povo idólatra, etc. Moral: culpamos os outros, quando a culpa é nossa. Pior: a culpa está no teto. Explico:

 Como igreja, perdemos a visão do céu, limitamos nossos olhos ao telhado, ao teto do templo. Deixamos de amar o céu e de desejar que outros se destinem a ele. Nossa visão ficou atrofiada, só enxergamos perto. A Bíblia nos aconselha a pensar nas coisas do alto (Cl 3.2), mas nos concentramos nas de baixo. Nossos sonhos deixaram de ser divinos para serem humanos.  Temos um Deus de milagres, mas não esperamos que eles aconteçam.

 O triste e trágico é que o teto limitou nossas orações. Sem fé, sem ardor no coração elas não chegam ao trono da graça, param no teto. Oramos por hábito, por cortesia, mas não como quem deseja abalar o céu e fazer tremer a terra (At. 4.31). Talvez um templo sem teto nos fizesse orar com mais fervor e desejar tocar o céu com nossas súplicas.

 Não, não creio que nossas igrejas são pequenas porque o povo tem o coração duro. Não, não creio que nosso Estado é o menos evangélico porque nos faltam recursos. Não, não creio que a falta de obreiros é porque eles não existam. Não, não creio que nosso povo não contribua para a obra porque é pobre. Não creio. Creio sim, que o povo é duro porque não oramos para que Deus lhe quebre o coração. Creio sim, que somos o Estado menos evangélico porque não oramos incessantemente pedindo a salvação de nossa gente, suplicando a Deus para que o Espírito produza arrependimento em seus corações. Creio que nosso povo é pobre porque não experimentou as riquezas de Deus. Creio sim que a dureza não é dos perdidos, mas dos salvos. Somos duros para orar e para crê que Deus ainda age e transforma.

 Nunca seremos diferentes do que somos sem oração. Nunca alcançaremos este Estado sem intercessão.

 Precisamos sair da limitação do teto. Se não fôssemos limitados pelo teto mais orações seriam respondidas e nossos sonhos seriam mais largos e altos. Quer uma ideia? Saia do templo, deixe de olhar o teto e olhe o céu.

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

AVANÇAR É PRECISO

As 57 cidades sem a presença Batista

Quando Moisés libertou o povo de Israel do Egito, e quando se detiveram diante do Mar Vermelho, e o exército egípcio se aproximava, a ordem do Senhor foi: “dize aos filhos de Israel que marchem” (Ex 14.15). Apesar da reclamação do povo, do medo de morrer nas mãos do exército que se aproximava, a ordem era para avançar. O mar não era impedimento. Na caminhada de libertação não era possível recuar, nem ficar parado. Avançar era preciso.

Nossa caminhada de libertação continua. Olhando a trajetória para plantar uma congregação em cada cidade do Piauí, em agosto de 2010, quando fizemos o mapeamento do Estado, eram 80 cidades não alcançadas. Hoje, dois anos depois, são apenas 57. Avançamos muito! Todavia, não dá para ficar parado contemplando o avanço. Também não é possível recuar, mesmo que o mar à frente pareça impossível de atravessar. A ordem é inequívoca: “dize aos filhos de Israel que marchem”. Deus tem se mostrado presente para que não haja dúvidas que a ordem é Dele. Quer ver como? Explica, como foi possível alcançar 23 cidades em dois anos? Se isto ocorreu é porque Deus nos deu as condições e abriu as portas. Humanamente não faríamos isto. Em nosso caso pessoal, da PIB, em pouco mais de três anos entramos em 7 cidades, construímos templos em duas e estamos reformando de mais uma. Com as condições econômicas que temos isto seria impossível, não fosse o suprimento do Senhor. Deus está conosco e está mostrando de forma indubitável!

Depois da construção do templo em Nazaré e do impacto evangelístico que fizemos na cidade, dos dias 11 a 17 de agosto passado, voltamos os olhares para Santa Cruz dos Milagres, onde iniciamos a Congregação há pouco mais de dois meses. Visitamos a cidade para estudar uma estratégia de ação. Na equipe de visitação estavam: Pr Gilvan Barbosa, Pr Aías de Souza, Pr Alben Gaston, David Paulo e Roberval Nascimento. Fomos à Prefeitura, aos locais de atividades religiosas e à nossa Congregação. Discutimos muitas possibilidades de ação. Há uma expectativa de participação direta da Missão Internacional da Esperança (IMHOPE) e da Semmes First Baptist Church. Ore para que o Senhor nos direcione na concretização das parcerias e para que nos dê sabedoria e discernimento para sabermos que estratégias usar para libertação daquela população da idolatria.

Que desafios são percebidos em Santa Cruz dos Milagres? Primeiro, os que vivem na cidade, uma população de 3.334 habitantes, cuja existência social e econômico-financeira gira em torno da religiosidade. Segundo, a população flutuante, isto é, aqueles que ali passam anualmente, indo de várias cidades do Estado, bem como do Maranhão e Ceará. Alcançados pelo evangelho serão como os dispersos que “iam por toda parte, anunciando a Palavra” (At. 8.4). Terceiro, as cidades da circunvizinhança sem a presença Batista, como Aroazes (6.025 habitantes), Beneditinos (9.860 habitantes), Prata (3.117 habitantes), São Felix (3.397 habitantes) e São Miguel da Baixa Grande (2.030 habitantes). Todos estes desafios juntos podem nos parecer um mar intransponível, mas a ordem continua: “dize ao povo que marche”. O Projeto Extreme Impacto está arregimentando jovens para um mutirão de evangelização, em Santa Cruz, de 11 a 14 de setembro. Queremos ver nossa juventude envolvida neste projeto. Já conseguimos recursos para a inscrição de três pessoas, e podemos fazer mais. Nossa Congregação será a base de apoio ao projeto. Vamos marchar!

Avançar é preciso, recuar, jamais!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

ATÉ A ÚLTIMA CIDADE

Na caminhada para plantar uma igreja em cada cidade do estado, demos dois passos fundamentais, nos últimos dias: iniciamos a Congregação em Santa Cruz dos Milagres e compramos o terreno para a construção do templo definitivo da congregação em Caxingó do Piauí.

Como quem olha através de uma mira, não podemos perder o foco: a última cidade.

O evangelista Lucas mostra que este era o foco de Jesus: “andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (Lc 8.1). Os termos “cidade” e “aldeia” mostram que Jesus desejava alcançar cada aglomerado humano, por menor que o fosse. O verbo “andava”, neste texto, designa uma maneira lenta e demorada de viajar. Significa que Jesus reservava tempo para deter-se em todos os lugares. Ele não tinha pressa, o que desejava mesmo era evangelizar, anunciar “o evangelho do reino de Deus” (Lc 8.1).

Esta visão de alcançar até a última cidade é mostrada por Jesus em vários momentos de sua vida. O mesmo Lucas, no capítulo 4, versos 42 e 43, diz que as multidões procuravam pelo Senhor, mas Ele não as atendeu; sua resposta foi: “é necessário que também às outras cidades eu anuncie o evangelho do reino de Deus”. Jesus demonstra uma clara determinação de não perder o foco de alcançar todas as cidades, e acrescenta: “porque para isso é que eu fui enviado”.

Quando treinou setenta discípulos, e os enviou de dois em dois a pregar, orientou que fossem a “todas as cidades e lugares (aldeias)” (Lc 10.1). E Ele mesmo, escreve Mateus: “percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35).

Olhando as atitudes do Senhor, acima expostas, constrange-nos saber que 72 cidades do Piauí não têm uma igreja ou congregação batista. É bem verdade que, na maioria destas, existem igrejas denominadas de evangélicas. Todavia o índice de não evangélicos, nestas cidades, ultrapassa a casa dos 90%. Não podemos cruzar os braços, transferindo a responsabilidade que o Senhor nos entregou para outros grupos. Até porque o evangelho que cremos e pregamos é o que temos como bíblico, precisamos, portanto, fazê-lo conhecido de nossa gente.

Algumas lições do exemplo do Senhor podem ser anotadas aqui: 1. Até a última cidade deve ser nosso foco; não devemos nos desviar desta meta; 2. Mesmo que as multidões nos procurem (e elas também precisam da mensagem), não devemos nos deter pela “síndrome dos números”; “é necessário que também anunciemos às cidades e povoados”; 3. Precisamos fazer essa obra sem pressa, gastando tempo para anunciar, pregar e ensinar; não queremos seguidores da igreja, mas discípulos de Cristo. Não se forma discípulo com pressa; 4. Temos que treinar pessoas e enviá-las com o mesmo propósito: “todas as cidades e lugares (aldeias)”; 5. Jesus entendia que havia sido enviado ao mundo para alcançar todas as cidades e povoados. Você também foi enviado por Deus a este mundo com o mesmo propósito. Esta é a razão de sua salvação (I Pe 2.9). Avencemos enquanto é dia!

P.S. Esta mensagem foi escrita para os membros da Primeira Igreja Batista em Teresina, que aceitaram o desafio de plantar uma igreja em cada cidade do Estado do Piauí nos próximos dez anos. Se você, de alguma forma, deseja nos ajudar nesta caminhada; se Deus falou ao seu coração e está lhe movendo neste sentido, entre em contato conosco pelo e-mail pibdeteresina@gmail.com. Só para sua anotação em oração: o Piauí AINDA É (oro e trabalho para que deixe de ser) o Estado menos evangelizado do Brasil, apenas 9,7% de evangélicos.

Pr Gilvan Barbosa

QUANDO A UNIÃO FAZ A FORÇA

 “Batistas, juntos na evangelização do Piauí” é o tema de Missões Estaduais 2012. Tema propício. Reflete o tamanho dos desafios: somos o estado mais católico do Brasil – 90,02%; o menos evangélico – 6,02%; 34,2% da população vive na zona rural; os batistas são apenas 0,7% da população; são 71 cidades sem a presença batista; 53 igrejas da CBPI têm menos de 100 membros; 46 igrejas da CBPI nunca plantaram outra igreja. Diante de tão alarmante quadro, você concorda que nossos desafios são gigantescos e que não poderemos vencê-los sem união, sem estarmos juntos?

O dito popular afirma: “a união faz a força”. Pergunto: quando a união se torna força? Quando a união redunda em vitória? Para responder a estas perguntas quero me deter no exemplo dos quatro homens, que se dispuseram levar um amigo a Jesus. O texto se encontra em Marcos 2.1-5, confira.

Aqueles homens nos ensinam que, quando o alvo é comum, a união faz a força. O alvo dos quatro era levar o amigo a Jesus. Eles acreditavam que Jesus poderia curá-lo. Eles fizeram deste alvo a motivação. Um desafio tão grande como a evangelização de nosso estado, deve ser o alvo de todo crente e de toda igreja. Temos que acreditar que a cura física, emocional e espiritual de nossa gente está em Jesus; isto deve nos unir, isto deve nos motivar.

A união faz a força quando cada um entende que sua tarefa é importante. Aqueles amigos sabiam disto. Eles não se esquivaram, deixando o trabalho a cargo de um ou de três. Todos participaram por igual. Todos enfrentaram os obstáculos sem queixa. A obra missionária precisa ser encarada assim. Cada um precisa saber que sua participação é importante. É importante a missão do que vai para a linha de frente, o missionário, mas igualmente do que fica em oração, ou do que contribui financeiramente, ou dos que visitam e apoiam o missionário no campo. Todos precisam trabalhar com o mesmo empenho e alegria, sem murmurar ou reclamar.

A união faz a força quando todos estão dispostos a pagar o preço da missão. Você já imaginou o preço pago por aqueles quatro homens? Imagine a distância percorrida levando o amigo em uma maca! Pense em como deve ter sido difícil içar o amigo até o telhado! Visualize o grupo escavando um buraco no telhado para descer o amigo! E a descida do corpo telhado abaixo! Imaginou? O preço foi alto. Estava envolvido tempo, esforço físico e cansaço. Para eles todo este esforço era prazeroso; a vida de um amigo estava em jogo. Obra missionária não é feita sem sacrifício, sem preço. Todos precisam estar dispostos a meter a mão no bolso, a dobrar os joelhos, a visitar os missionários, a enfrentar os obstáculos sem reclamar e sem desistir. Todos precisam realizar a obar missionária com prazer; a vida de muitos amigos está em jogo.

Quando estamos unidos pelo mesmo foco, quando nos responsabilizamos e consideramos a tarefa de cada um importante, quando nos dispomos a pagar o preço, então a união faz a força. Uma união assim receberá do Senhor bênção dobrada: “Filho, perdoados são os teus pecados… a ti te digo, levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa” (Mc 2.5,11). Quando a união faz a força advirão bênçãos físicas e espirituais. Vidas transformadas, eis o resultado final.

Pr Gilvan Barbosa

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