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IGREJA, O EQUÍVOCO

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Há um interesse exacerbado do homem em ser reconhecido como igreja. A religiosidade humana é tão forte que qualquer grupo que se reúne com fins religiosos se autodenomina de igreja. No contexto do cristianismo este é um equívoco tremendo.

Só para ilustrar o que frisei acima, as principais manchetes da mídia brasileira, especialmente a televisiva, há pouco tempo foram: 1. A morte do fundador (e seu filho) de uma “igreja” no interior paulista por um frequentador da respectiva “igreja”; 2. A prisão de três “pastores” de uma “igreja”, em Campo Grande (MS), por contrabando de armas pesadas, de uso exclusivo do exército. Em ambos os casos, as manchetes sempre trataram o assunto como de “igreja”. Confesso que isso me incomodou, pois demonstra um desconhecimento bíblico profundo da sociedade e daqueles que formam a opinião pública. Nos assuntos referidos não tínhamos e não temos igrejas envolvidas. Podemos até ter grupos religiosos, mas não igreja. Senão vejamos.

Embora a palavra ekklesia (igreja) fosse uma palavra comum na época de Jesus, ao utilizá-la ele acrescentou o pronome possessivo: “edificarei a minha igreja (ekklesia)” (Mt. 16.18). Igreja, portanto, é um grupo de pessoas vinculadas, ligadas, pertencentes a Cristo, fora disso não existe igreja. Esta premissa é por demais importante para o entendimento do que seja igreja. Não existe igreja que não pertença a Jesus, pode existir grupo religioso, mas não igreja.

O pertencer a Jesus leva o Novo Testamento a conceituar igreja como “corpo de Cristo” (I Co 12.27). A igreja, para o Novo Testamento, é Cristo em corpo atuando na terra. Da forma como Cristo tocou as pessoas, da forma como viveu, assim é a igreja. Algo diferente disso não pode ser igreja, não é igreja. O que a mídia tem chamado de “igreja” nas últimas semanas, e em muitas outras ocasiões, não é igreja.

Igreja são pessoas que pertencem a Cristo, que encarnaram o corpo de Cristo, portanto, agem e reagem como Cristo. O que passar desse conceito é grupo religioso, não igreja. “Igreja” armada não é igreja.  “Igreja” com práticas místicas, bebidas alucinógenas, não é igreja. “Igreja” que não persevera na doutrina dos apóstolos (At. 2.42) não é igreja. Nossa prática missiológica aponta para igreja no sentido bíblico: de Cristo e seu corpo.

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

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