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CONSTRANGIMENTO RELIGIOSO

 

Fui procurado por uma aluna de cursinho que, muito constrangida, queria a resposta para uma pergunta feita por um professor em sala de aula. A situação foi a seguinte: um professor de literatura, no meio da aula, sem mais nem menos, virou-se para a turma e perguntou: “esta é para vocês que são evangélicos, que dizem que conhecem a Bíblia: qual o nome do discípulo de Jesus que foi soldado e tornou-se um santo?”. Os alunos evangélicos, constrangidos pela posição de autoridade do professor, e envergonhados diante dos colegas ficaram em silêncio buscando uma resposta que não sabiam, porque de fato não existe. Este professora, como a maioria dos que se colocam na posição de constrangedores, não conhece o sentido de “santo” nos ensinos do Novo Testamente, e vergonhosamente não leem as escrituras para saber seu conteúdo e história. Usam a posição de autoridade apenas para constranger, humilhar, sem o propósito claro do educador: ensinar, ajudar. Situações como esta se repetem todos os dias em escolas e repartições. São pessoas que desejam de alguma forma constranger e humilhar aqueles que se declaram seguidores de Jesus e observadores dos ensinos bíblicos; parecem ter alegria e prazer em vê-los em constrangimento e dificuldade.

O profeta Miquéias se refere a este tipo de atitude dizendo: “Não te alegres, inimiga minha, a meu respeito; quando eu cair, levantar-me-ei; quando me sentar nas trevas, o Senhor será a minha luz” (Mq 7.8). Naturalmente a referência do profeta era às nações vizinhas de Israel que se alegravam por causa de seu sofrimento. Israel responde dizendo que não deveriam se alegrar porque olharia para o Senhor, esperaria no Deus de sua salvação e Ele o ouviria (7.7). Mesmo que caísse, o Senhor o levantaria, mesmo que fosse parar nas trevas, o Senhor seria sua luz nas trevas. Em outras palavras, o povo de Deus estava dizendo: – não se alegre no meu constrangimento, não fique feliz pelo meu sofrimento, pois o Senhor julgará a minha causa, me trará para a luz e “verei a sua justiça” (7.9).

O servo de Deus não deve sentir-se constrangido, nem mesmo humilhado diante destas situações. Embora aqueles que as provocam almejem isto, precisamos esperar pelo Senhor; entender que isto ocorre porque não somos deste mundo, nossos padrões são outros, nossos alvos de vida também.  O Senhor Jesus diz: “Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”. Perseguições e constrangimentos fazem e farão parte de nosso viver diário. O Senhor deixou claro: “no mundo tereis aflições” (Jo 16.33). Quando todos ao nosso redor começarem nos elogiar e aplaudir é bom verificarmos se não estamos perdendo o sabor de sal deste mundo ou o brilho de luz desta sociedade decadente.

O Senhor Jesus nos anima: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguiram e, mentindo, disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós” (Mt 5.11,12). Pedro acrescenta: “Porque melhor é sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal” (I Pd 3.17). Não nos sintamos constrangidos, permaneçamos firmes!

Pr Gilvan Barbosa

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