Um canto para leitura e reflexão

SEGREDO!

O sábio escreveu: “Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo” (Pv 11.13). Saber guardar segredo não é tarefa fácil e revela o caráter de alguém. Esta é a razão que o sábio também recomenda que não nos envolvamos com quem fala demais (Pv 20.19).

Neste mundo da comunicação digital e das redes sociais a revelação de segredos alheios virou pandemia. Famílias são destroçadas, casamentos desfeitos, por conta de segredos revelados. Não há limite para esta praga! Quando você fala com alguém em uma rede social, nunca sabe se sua conversa está sendo gravada, ou simplesmente será “printada” e repassada a outros. Instalou-se a desconfiança generalizada! Aonde este mundo vai parar?

Quando escreveu sobre o perigo da língua, do falar descontrolado, Tiago faz a comparação com uma pequena fagulha que destrói uma floresta inteira. Ele afirma que o que sabe guardar segredos – controlar a língua – tem o domínio sobre sua vida, como um pequeno leme domina um grande navio. Ele nos manda por freios na boca, pois a falta de controle, o revelar segredos, o falar demasiadamente contamina a pessoa inteira e incendeia o curso de sua vida (Tg 3.1-6).

Como é triste conviver com pessoas que não são de confiança! Como é terrível lidar com alguém medindo as palavras, porque você não confia em expor algo mais íntimo, mais sério! Esta geração está perdida porque se tornou uma “geração dedo-duro”, uma geração de delatores, de traidores da confiança alheia. A situação é tão diabólica que tem gente que se orgulha de ser o primeiro a revelar algo – de primeira mão.

Neste afã de ser o primeiro, de ser o revelador da situação, foi que o Amalequita que levou a notícia, em primeira mão, da morte de Saul a Davi, perdeu a própria vida. Ele até se vestiu de roupas rotas e jogou terra sobre a cabeça para passar a ideia de empatia com a tristeza da notícia, mas de fato o que queria era ser o revelador. Quem sabe esperasse receber um prêmio, mas o que ganhou foi a morte (II Sm 1.1-16).

Morte de relacionamentos, morte da harmonia familiar, morte de relacionamentos conjugais e paternos por conta do desejo da revelação. “Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo” (Lv 19.16), é a recomendação do Senhor.

Até que ponto alguém pode confiar em mim para contar algo de sua intimidade? Como tenho guardado os segredos de meus filhos, de meu(minha) esposo(a)? Quando você quebra o relacionamento com alguém, tem a tendência de revelar segredos que ele lhe confiou, quando havia um bom relacionamento entre vocês? Se você quebrar o relacionamento com alguém, qualquer que seja o motivo, seus segredos continuarão guardados?

Em tempos de internet e globalização ficamos temerosos que um hacker invada nossa conta bancária, nosso computador e exponha ou subtraia o que temos guardado. Você é um hacker de sua família, ou de seus amigos? Tem invadido a privacidade deles para subtrair ou expor?

“Não revele o segredo de outra pessoa. Caso contrário, todos ficarão sabendo que você não consegue guardar segredos” (Pv 25.9,10)

Pr Gilvan Barbosa

O dito popular diz “que de médico e louco todos nós temos um pouco”. Mas esta pandemia tem mostrado que tem “médico e louco’ demais nesta terra varonil. Todo mundo passou a dar palpite sobre dados de saúde e a interpretar e fazer as mais loucas projeções de propagação ou não do vírus. Isto tem levado a população à pandemia da (des)informação. Por quê? Porque simplesmente os dados e situações são manipulados e apresentados com objetivos nem sempre honestos e sérios. Prevalecendo-se do medo instaurado os espertalhões do poder e da mídia estão acuando a população e deixando todos semelhantes a “cão caído de caminhão de mudança”.

Como igreja temos refletido este mês, diariamente, sobre o tema “Famílias vitoriosas diante das tempestades da vida”, tendo como paralelo a tempestade enfrentada por Paulo em sua viagem a Roma, onde seria julgado pelo imperador. No verso 15 do capítulo 27, o registro é: “O navio foi arrastado pela tempestade, sem poder resistir ao vento; assim, cessamos as manobras e ficamos à deriva”. Vejo nossa gente como o navio que Paulo viajava: à deriva. Não sei se os líderes desta nação, em todos os níveis, estão assim, ou apenas estão nos fazendo ficar à deriva.

Ninguém precisa ser médico, ou da área da saúde, nem intérprete de estatísticas, para saber que o vírus é uma realidade e que sua propagação é rápida. Da mesma forma, ninguém precisa ter um QI fora do normal para perceber que a letalidade do vírus não é alta. Que ninguém quer encará-lo é outro fato notório, embora, se é vírus, vamos ter que fazer isto, mais cedo ou mais tarde.

O apóstolo Paulo escrevendo sobre a confusão criada pelo dom de línguas na igreja de Corinto, disse: “se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?” (I Co 14.8). Imagine um exército no campo de batalha e o corneteiro dando um toque que o exército não entenda, que não saiba se é para avançar ou recuar. O que você acha que vai acontecer com este exército? É nesta mesma situação que nos encontramos.

Ao invés de a população ser estimulada a se precaver, a pensar, a saber lidar com o vírus, estão usando os dados do vírus, especialmente os relacionados à morte, a maior inimiga do homem, para amedrontar, gerar pânico e prender todos na gaiola do medo e do terror.

As informações são desencontradas. Elas desinformam. Elas se chocam, se opõem propositadamente, para gerar insegurança e desconfiança. A verdade é que elas sempre buscam mostrar que “a” ou “b”” está mentindo. O clima é: quem de fato está dizendo algo verdadeiro? Os interesses econômicos e políticos se sobrepõem ao bem estar da sociedade. O “estado de calamidade” leva muitos a fraudarem na venda e compra, e ainda os espertalhões criam e manipulam, tirando lucro da desgraça e da morte. Aves de rapina que descem sobre os cadáveres!

“Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os sepultasse. Até quando, Senhor?… Derrama o teu furor sobre as nações que não te conhecem, e sobre os reinos que não invocam o teu nome; porque eles devoraram a Jacó, e assolaram a sua morada” (Sl 79.4-7). Cumpra-se o teu juízo sobre os exploradores de nossa gente!

O que você pode fazer? Proteja sua família desta pandemia de (des)informação. Leve sua família ao altar do Senhor! Ore! Clame por justiça! Ela virá!

Pr Gilvan Barbosa

É sexta-feira, oito horas da manhã. A cidade de Jerusalém está transtornada. Jesus de Nazaré foi condenado a ser crucificado. Muitos estão nas ruas! Muitos não entendem o que está acontecendo! Uma minoria está satisfeita e parece aliviada com a condenação, mas o povo simples lamenta, porque só via em Jesus bondade e misericórdia. O cortejo começa a cortar as ruas, rumo ao Gólgota. Jesus vai à frente, levando a cruz, e mais dois condenados igualmente o seguem. Barulho, gritaria… uma cidade transtornada!

E a igreja, onde está? Onde estão os seguidores de Jesus? Eles de dispersaram! Pedro, que era tido como líder do grupo, negou Jesus publicamente; não quis se comprometer! Todos se sentiam derrotados! Todos se trancaram em suas casas, com exceção de João e algumas das mulheres que creram em Jesus e o seguiram até o Gólgota.

Era sexta-feira! Às nove da manhã houve um silencia sepulcral. Os pregos estavam sendo fincados nas mãos e pés de Jesus. A multidão silenciosa acompanhava tudo, e o único e terrível barulho ouvido era o do martelo sobre os pregos. Terrível som! Horrenda dor! Mas, ele não abiu a sua boca, era como um cordeiro mudo levado ao matadouro! (Is.53.7)

Quando a cruz foi levantada o dia tornou-se noite. O sol escureceu. “A terra tremeu, as pedras se fenderam, os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham dormido foram ressuscitados (Mt 27.51-52). O pavor tomou conta da multidão! O centurião, designado para a guarda dos crucificados, gritou: “Na verdade este era o filho de Deus” (Mt 27.54). A multidão em desespero batia no peito (Lc 23.48). Os que estavam no templo viram o véu que separava o lugar santo do santo dos santos rasgar-se de alto a baixo (Lc 23.45). Aquela sexta-feira nunca mais seria esquecida!

Era sexta-feira! A igreja não conseguia ver além da cruz e do sepulcro! Só restava ficarem juntos, trancados e orar! Como entender tudo aquilo? Como aceitar que seu Mestre tenha morrido de forma tão cruel e trágica? Onde estava Deus naquela hora? Por quê?

O sábado foi de reclusão. Sentimento de derrota! Domingo cedo se reuniram. As mulheres foram ao sepulcro para ungir o corpo de Jesus com especiarias aromáticas, como era o costume (Mt 24.1). Não havia dado tempo de fazer isto na sexta-feira. Ao chegarem ao sepulcro descobriram que Jesus havia ressuscitado, não estava lá o seu corpo. Os anjos que lhes apareceram confirmaram a ressurreição e as mandaram dizer à igreja. Elas foram correndo, mas ao dizer, eles não acreditaram em suas palavras, acharam que estavam loucas (Lc 24.11).

A sexta-feira passou! As trevas de dissiparam! O domingo começou com um brado de vitória. A morte foi vencida! Eles não creram! A boa nova chegou, mas a igreja continuava “lamentando e chorando” (Mc 19.10). Jesus, então aprece para eles no culto e diz “paz seja convosco” (Lc 24.36). E Jesus os censura “a incredulidade e a dureza de coração, porque não acreditaram nos que o tinham visto depois de ressurreto” (Mc 16.14).

A nossa sexta-feira está passando! Que esperemos o domingo! Mas, que tiremos a incredulidade e a dureza de nossos corações, a fim de que, quando o domingo chegar e a vitória for anunciada, creiamos e celebremos. Que a tristeza e o lamento não nos ceguem. Que saibamos que a sexta-feira vai passar. Ela será vencida e poderemos então deixar de olhar para o céu e, então, recebermos a mensagem: “Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11), e diremos a toda a igreja e ao mundo: “convém que se cumpra a Escritura” (At 1.16). Maranata!

Pr Gilvan Barbosa

A expressão “caminhando juntos” encontra-se em Gênesis 22.6 e refere-se à caminhada de Abraão com seu filho Isaque rumo ao monte Moriá, aonde Isaque seria oferecido a Deus em sacrifício. Claro que o sacrifício não se concretizou, pois Deus apenas estava pondo a fé e a fidelidade de Abraão à prova.

Não se pode deixar de notar que no memento mais difícil para Abraão, em que ofereceria seu filho, seu único filho a quem amava (Gn 22.2), ele tenha andado junto a ele. O momento era igualmente difícil para Isaque, as dúvidas lhe atormentavam. Ali estavam a lenha, o cutelo e o fogo, mas cadê o cordeiro (Gn 22.7)? No momento da dúvida, da incerteza, da insegurança, caminhar ao lado do pai era alentador. Como escreveu o profeta: “um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: esforça-te” (Is 41.6).

Discipulado é isto: caminhar juntos! Andar lado a lado nos momentos de alegria e tristeza. Dividir pensamentos, crenças e vida. A frase mais usada em casamentos nada tem a ver com o rito, foi dita por uma nora a uma sogra, no momento de inteiro abandono desta: “Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus” (Rt 1.16). Não há verdade mais completa no labor discipular do que esta expressa por Rute a Noemi.

Robert E. Coleman, em seu livro “O Plano Mestre de Evangelismo”, afirma que a estratégia de Jesus no discipulado incluiu “selecionar” doze e andar com eles, o que denominou de “associação”. Estar com os discípulos era o princípio central do discipulado de Jesus. “Ele era sua própria escola e seu próprio currículo” (p. 39). Ele os selecionou “…para estarem com ele e para os enviar a pregar” (Mc. 3.14). Andar com Jesus, estar com Ele, conviver com Ele era preponderante na formação do caráter dos discípulos. Mais que “dizer a” eles, “fazer com” eles, era a estratégia.

Falhamos demasiado no processo de discipulado porque nos concentramos mais no “dizer a” do que no “fazer com”. Transformamos o discipulado em um curso de estudo bíblico. O resultado? Homens e mulheres que sabem muito do Cristianismo, mas vivem longe do Cristo. Respondem questões de conhecimento bíblico, mas não sabem como este conhecimento se aplica ao dia-a-dia da vida. Homens que seriam aprovados com nota máxima em uma seleção de conhecimento bíblico, mas que seriam reprovados como cristãos por seus familiares, vizinhos e colegas de trabalho.

O que fazer? Largar o papel e caminhar com o discipulando. Como Abraão, caminhar juntos. Como Rute, não abrir mão do outro e comungar a caminhada, a família, a fé e o Deus que seguimos e cremos.

Entenda que o mundo virtual, as redes sociais são importantes, mas não há discipulado virtual. Discipulado é vida na vida, é caminhar juntos, partilhar princípios de vida e visão de mundo.

Os discípulos de Jesus lhe pediram: “ensina-nos a orar” (Lc 11.1). Por quê? Porque viram sua vida de oração. Eles também imploraram: “aumenta-nos a fé” (Lc 17.5). Por quê? Porque o viram exercer a fé e transformar pessoas e situações. No trabalho de discipulado devemos esperar que aqueles que discipulamos para Jesus nos peçam coisas semelhantes. Paulo não esperou que os coríntios lhe pedissem, ele mesmo disse: “sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co 11.1). Que os que discipulamos olhem para nós e vejam os valores espirituais que temos e os desejem ter também!

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Vivemos dias de pânico mundial. Não há um telejornal ou veículo de comunicação que você acesse, que não tenha como notícia principal a propagação do coronavírus. Cidades estão em quarentena, eventos públicos sendo cancelados, igrejas passando a ter cultos apenas online, uma onda de temor e medo se instalou no homem.

Naturalmente todas as medidas de precaução à propagação do vírus são uteis e necessárias. Mas, esta pandemia nos traz algumas lições preciosas para reflexão e tomada de decisões.

A primeira lição é da fragilidade do ser humano. O homem tão cheio de si, tão dominador da tecnologia, tão poderoso e arrogante, tão autossuficiente, a ponto de dispensar Deus, foge, isola-se e amedronta-se diante de um vírus (ou da morte iminente). Lembra-nos bem o salmista com sua indagação inquietante: “que é o homem…?” (Sl 8.4). E a Palavra de Deus responde categoricamente que somos como um sopro, como a vigília da noite, como um breve pensamento, como a flor da erva. Não somos nada e precisamos ter ciência disto.

A segunda lição é que estamos no fim. O mundo caminha para um fim. O homem marcha para um acerto de contas final. Quer você goste ou não, quer concorde ou não, o ser humano terá um fim, e este vírus é apenas um alerta de que esta hora se aproxima. Jesus disse que no fim dos tempos “haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu” (Lc 21.11). E João, em sua visão do Apocalipse, escreveu: “E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra” (Ap 6.8). O que posso dizer? Apenas o que disse o profeta Amós ao povo de Israel: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am 4.12).

A terceira lição, e esta especialmente à igreja de Cristo, é: precisamos continuar salvando vidas. É fato que corremos riscos, os mesmos de todos os homens mortais, mas temos conosco aquele que dá e mantém a vida. E a promessa Dele é clara: “ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa…mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido… nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda (Sl 91.3,7,10). Sei que você poderá indagar: “e se Ele não livrar?”. E nossa resposta deve ser a mesma dos amigos jogados na fogueira: “nosso Deus pode nos livrar, mas se não o fizer não deixaremos de servi-lo” (Dn 3.17,18).

Neste mês em que celebramos a campanha de Missões Mundiais, que desafiamos os Batista brasileiros a evangelizarmos o mundo, precisamos ratificar nossa determinação de pregar em tempo e fora de tempo, quer seja oportuno ou não, quer a vida esteja calma, ou em meio à tempestade, quer vivamos ou morramos, quer estejamos são ou doentes… “em nada temos a vida por preciosa para nós mesmos, contanto que completemos a carreira e o ministério que recebemos do Senhor Jesus” (At 20.24). TRANSFORMEMOS O MUNDO COM A ALEGRIA DE JESUS!

Pr Gilvan Barbosa

Por:  Paul Kendall

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista jogou panfletos pornográficos do céu sobre o território inimigo. O motivo: distrair as mentes dos soldados com fascinações, fazendo com que eles ignorem a linha de frente. Essa tem sido a estratégia do pornô desde o início; enquanto lutamos contra a tática diversificada da pornografia, o inimigo entra pelas costas e destrói nossas casas. É hora de mudar nosso plano de batalha.

Imagine conquistar uma nação inteira em menos de sessenta anos simplesmente plantando uma semente destrutiva na mente de alguns homens e vendo-a se espalhar para as massas. Foi o que Satanás fez com pessoas como Hugh Heffner e Bob Guccione nos anos 50, quando a Playboy e a Penthouse se tornaram revistas de distribuição nacional. Ao longo dos anos, imagens de mulheres e homens nus envolvidos em atos sexuais saltaram das páginas embaraçosas de revistas para a privacidade de nossas próprias telas de computador pessoal. Hoje, a receita de pornografia nos EUA excede as receitas da ABC, CBS e NBC combinadas e, ao contrário do grupo anterior de consumidores, na maioria homens adultos; seu maior grupo demográfico atualmente é de homens e mulheres de 12 a 17 anos.

Jesus sabia que algo tão pequeno quanto olhar para a isca levaria ao aprisionamento total (Mateus 5:27-28), e estudos de pastores e pornografia certamente provam que isso é verdade para muitos. As estatísticas indicam que quase metade do clero americano admite assistir pornografia (Barna Research). Alguns ministros admitiram assistir pornografia durante os intervalos de sua preparação para o sermão. Estudos mostram que os pastores podem ser particularmente vulneráveis ​​ao vício em pornografia, em parte devido à natureza de seu trabalho. Administrar uma igreja pode ser um trabalho solitário, de alta demanda e profundamente pessoal, com pouca recompensa tangível, e os pastores são notoriamente sem amigos íntimos. Especialmente no mundo de hoje, os pastores passam cada vez mais tempo isolados na frente de um computador – certamente para pesquisa e composição de sermões. Mas como o computador é facilmente acessível e normalmente isolado de outros, um pastor poderia começar a procurar por diversão. Os pastores que permitem que qualquer raiva não resolvida, tédio, solidão ou outro problema apodreçam dentro deles podem sentir uma forte necessidade de “anestesiar” a si mesmos, e a pornografia oferece uma solução secreta rapidamente disponível. Em suma, a pornografia pode oferecer uma resposta efetiva – embora muito pecaminosa – a uma necessidade verdadeiramente legítima dentro do pastor que precisa de companhia, excitação e conexão com algo fora de sua rotina diária.

As igrejas podem até capacitar pastores viciados com o que William White chama de “incesto organizacional”. O termo é definido em um artigo publicado na edição de julho/agosto de 2007 do Rev! revista:

As igrejas propensas a essa dinâmica geralmente colocam um estresse intenso em seus funcionários do clero com expectativas quase impossíveis. Geralmente, eles fornecem suporte pessoal mínimo. Existem fortes regras de não falar sobre sexualidade, enquanto outros limites são violados. Quanto mais rigoroso o sistema se contrai, mais esgotados e sufocados os participantes se tornam e mais provavelmente os limites sexuais serão violados. O passo final para o clérigo isolado, empobrecido e rígido de um sistema como esse é uma violação sexual dos limites da igreja. Mesmo que os limites profissionais não sejam violados, o relacionamento duplo interrompe cataliticamente a organização, concentrando e concentrando sentimentos ferventes de ressentimento, alienação e privação entre outros membros da equipe. Por fim, a instituição incestuosa da igreja entra em colapso e implode. *

Como a anestesia, a pornografia parece amortecer o senso de razão de suas vítimas, substituindo sabedoria por justificativa. As desculpas para ver pornografia online variam quase tanto quanto os métodos usados ​​para encobri-la. Para uma pessoa solteira, pode ser “algo que me prenda até o casamento”, sem perceber que isso está destruindo sutilmente sua capacidade de manter a intimidade adequada. Para o usuário casado, as desculpas variam de “Minha esposa não atende às minhas necessidades” a “Meu desejo sexual é muito maior do que o de minha esposa e a pornografia fornece um equilíbrio”. Os pastores podem usar várias desculpas, como “Certamente Deus me permitirá ver pornografia para permanecer casado; certamente meu casamento é mais importante”, “acho que Deus entende minha situação, e Sua graça é suficiente para cobri-la”. Alguns pastores chegam a dizer: “Eu sei que está errado, mas não estou apoiando ou espalhando pornografia porque não compro conteúdo adulto – só vejo o que é gratuito na Internet” (No entanto, a maioria das pornografias on-line agora opera sob um modelo baseado em publicidade, ou seja, comerciantes pagam aos proprietários de sites para tráfego derivado de seus sites por meio de banners e anúncios de texto. Basicamente, toda vez que um usuário abre um site pornográfico, ele/ela faz uma contribuição ao fundo de guerra de Satanás). De qualquer forma, a pornografia é uma distração a longo prazo, mantendo seus usuários de lidar com os problemas reais em questão. Sem isso, eles podem ser forçados a encontrar soluções adequadas, mas com isso correm o risco de passar o resto de suas vidas em relacionamentos disfuncionais e na tirania do isolamento.

Os ministros que se envolvem no uso de pornografia raramente pregam sobre o assunto, obviamente porque se sentem hipócritas. Quão esperto para o inimigo – capture o pastor e você poderá obter toda a igreja. Pense nisso: se as estatísticas são verdadeiras, pelo menos metade das igrejas na América ouve pouco ou nada sobre os perigos da pornografia. Não é de admirar que esteja se espalhando como fogo. De fato, os ministros se esforçam ao máximo para esconder seus problemas com a pornografia, na esperança de chegar a seus túmulos sem exposição. Mas aqui está um fato preocupante: todo momento gasto no uso de pornografia tem consequências que exigirão um acerto de contas – nesta vida por exposição embaraçosa ou na abertura de todas as coisas quando prestamos contas a Cristo. Você permitirá que isso aconteça?

Vamos resolver algo de uma vez por todas: assistir pornô é um pecado, e o uso de pornografia por um pastor é a responsabilidade final do pastor, que deveria abordar e corrigir o problema dos que pastoreiaMas, há uma opção melhor do que a exposição terrena ou o julgamento final: libertação. É absolutamente possível ser liberto das garras da pornografia e do pecado sexual.

Infelizmente, uma única e simples oração normalmente não será suficiente, nem um “amigo da responsabilidade” ou um filtro da Internet. Qualquer pessoa inteligente o suficiente para esconder seu hábito pornô do mundo é conhecedora de tecnologia o suficiente para enganar seu amigo ou um sistema de filtragem. Existem duas etapas eficazes para a libertação, e ambas são absolutamente necessárias para o sucesso:

1. Perceba a plenitude do seu pecado e o dano que está causando a você, sua família e sua igreja. Admita que você é impotente por causa de um pecado que tomou conta de sua vida. Faça um compromisso solene, nunca retorne a ele e se distancie imediatamente de qualquer coisa que permita seu uso (inclusive tarde da noite sozinho com seu computador ou dispositivo móvel, bate-papo inadequado etc.).

2. Encontre um programa de recuperação da pornografia que funcione para você. Se o vício em pornografia era algo que um pastor poderia facilmente acabar sozinho, não haveria necessidade de estudos que produzissem essas estatísticas impressionantes de uso. Embora certamente seja uma questão espiritual, em parte, mostramos que o vício em pornografia geralmente é o resultado da má escolha de um pastor para lidar com seus problemas pessoais mais profundos. Agora, existem vários programas de recuperação online especificamente para pastores que permitem que eles permaneçam anônimos, enquanto são tratados. Um pastor simplesmente precisa digitar as palavras “programa de recuperação de pornografia para pastores” em um mecanismo de busca para encontrar um desses programas. Um programa apropriado deve incluir opções de aconselhamento para o viciado e para o cônjuge. Seu cônjuge na vida real não pode (e não deveria) competir com uma fantasia.

Enquanto luta, lembre-se da estratégia do pornô. Satanás não quer a sua vida de fantasia – ele quer o seu lar e o lar dos seus paroquianos. Comece um contra-ataque ao seu inimigo e use todos os meios à sua disposição. Recuse-se a ser destruído. Pastores que abordam o uso de pornografia com honestidade desesperada, avançando bravamente para a responsabilidade, podem experimentar o “bom” que Deus deseja para essas circunstâncias (Gênesis 50:20). E percorrer a distância para a recuperação e a cura completas pode transformar o problema em um renascimento dado por Deus do coração, saúde e casamento de um pastor.

Ministérios de Recursos e Apoio

Comemore a Recuperação , um ministério de 12 etapas, baseado nas Escrituras, da Igreja de Saddleback e autor John Baker.

New Life Ministries , um ministério de aconselhamento on-line e nacional que lida com problemas de dependência, iniciado por Steve Arterburn, autor da série de livros Every Man.
Rede de Recuperação de Clérigos , um ministério de recuperação de pornografia especificamente para clérigos.

Sexaholics Anonymous , um programa de 12 etapas para quem luta com pornografia e dependência sexual.

Viciados em sexo anônimo , outro programa de 12 etapas para quem luta com pornografia e dependência sexual.

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Paul S. Kendall é ministro, administrador universitário, autor e fundador da Kendall Family Network , uma organização dedicada a “construir pontes para famílias melhores”. Ele é o apresentador do Family Matters, um programa diário de rádio que oferece “uma aparência no mundo real dos pais e dos filhos. ”Faça o download gratuito do primeiro capítulo do novo livro de Paul, Family Matters: 100 Short Stories para ajudar você a construir uma família melhor , em KendallFamilyNetwork.com.

Artigo publicado no site: https://www.sermoncentral.com/pastors-preaching-articles/paul-kendall-pastors-and-pornography-721?ref=PreachingArticleDetails. Acesso: 4/2/2020

Tradução: Google Translate

No Evangelho de Marcos, capítulo 9, versículos trinta e trinta e um lemos: “Depois, tendo partido dali, passavam pela Galileia, e ele não queria que ninguém o soubesse; porque ensinava a seus discípulos, e lhes dizia: o Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, que o matarão; e morto ele, depois de três dias ressurgirá”. Por este registro entendemos que Jesus evitava as multidões porque desejava ensinar mais amiúde seus discípulos. Esta prática de ensinar os discípulos em particular foi uma constante no ministério de Jesus (Mt 17.19; 24.3; Mc 4.34; 13.3; Lc 10.23).

Discipulado é ensinar. Mas, ensinar o que? No texto de Marcos 9.31 vemos que Jesus ensinava o cerne do evangelho: morte e ressurreição do cordeiro de Deus. No sermão do monte Ele fez uma releitura da lei e ensinou como um discípulo seu deve viver e ser.

Quando ensinamos, precisamos pensar no que queremos com o ensino. Não apenas uma questão de o que ensinar, mas o objetivo do ensino. Ensinar implicar em objetivar mudanças. As mudanças podem ser de três formas: cognitivas, psicomotoras e afetivas. Mesmo no aspecto cognitivo devemos esperar mudanças que sejam além do mero saber, memorizar e repetir. É preciso que o aprendiz seja capaz de refletir, interpretar e expressar. Mas, no discipulado, isto não será suficiente, pois o ensino precisa causar mudanças nas habilidades e no ser. O ensino no discipulado deve resultar não só em um homem de melhor conhecimento, mas em um melhor homem, o tipo de homem que Deus quer (Jo.15.14, 14.15, 15.7).

Há um alvo supremo no discipulado, que só alcançaremos na glória, mas que devemos buscar a todo instante: “até que todos cheguemos… ao pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.13). E isto se realiza na relação discipulador discípulo em que os dois são aperfeiçoados (EF 4.12) pela aplicação da Palavra de Deus através da ação do Espírito Santo. Quando Paulo usa a expressão “aperfeiçoamento dos santos” está implícito um processo artesanal e contínuo de colocar o discípulo em forma.

Paulo diz que se afadigava nesta tarefa (Cl 1.29). A palavra aqui tem o sentido de trabalho corporal exaustivo. Paulo estava na prisão em Roma, aguardando o juízo de Nero, e quase certo (como de fato o foi) de sua condenação e morte. Ele sofria naquela situação, vendo a igreja enfrentando ensinos heréticos. Sua agonia era em oração e ao mesmo tempo de não poder estar presente com os irmãos para orientá-los. Mas, ele diz que se valia de várias formas de ensino, para que homens perfeitos em Cristo fossem formados: “o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28).

Para Paulo o propósito de seu ensino no discipulado era claramente estabelecido: “Ora, assim como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele RADICADOS E EDIFICADOS, E CONFIRMADOS NA FÉ, tal como fostes instruídos, CRESCENDO EM AÇÕES DE GRAÇAS” (Cl 2.6,7). Três metáforas definem seu propósito: RADICADOS – é a figura da floresta. É a palavra empregada para a árvore que tem suas raízes profundas na terra, de onde se sustenta e tira seus nutrientes; EDIFICADOS – é a figura da construção civil. É a palavra empregada para o edifício levantado sobre um alicerce seguro. CONFIRMADOS – é a figura jurídica. É a palavra que vem do contrato assinado, ratificado e tornado obrigatório.

Como discipulador almejo ver os discípulos do Senhor, que cuido, RADICADOS EM CRISTO. Cristo sendo o seu sustento, mas também o seu alimento. Cristo sendo o seu “pão da vida”, mas também a sua “água da vida”. Busco que Cristo seja o seu alicerce, a sua fundação. Meu alvo é que meu discipulando, passando por qualquer situação, o faça sem cair, porque está firmado no Senhor, na rocha.

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Sou um professor que não gosta de avaliações de curso e um pregador que não gosta de críticas de sermão. Portanto, tenho receio de dizer aos outros como melhorar a pregação ou o ensino. No entanto, aqui estão 15 maneiras (algumas que talvez sejam surpreendentes) de melhorar sua comunicação do evangelho:

  1. Suponha que você precise melhorar . Se você realmente acredita que não tem espaço para melhorias, pergunte a outras pessoas até encontrar alguém honesto o suficiente para ajudá-lo (na verdade, essa pessoa pode dizer que às vezes você se vê arrogante).
  2. Considere a última vez que você intencionalmente melhorou sua abordagem . Se o seu último aprimoramento intencional ocorreu anos atrás, ou se você não consegue se lembrar de quando, pode ter ficado estagnado como comunicador.
  3. Leia a Bíblia e ore todos os dias . Essa sugestão é básica, mas importa. Pregadores e professores que leem as Escrituras apenas para preparar uma lição reduziram a Bíblia a um livro didático para outras pessoas. Aqueles que se comunicam sem orar regularmente estão operando em seu próprio poder.
  4. Abandone o pecado em sua vida . Novamente, é fundamental, mas imperativo. O pecado drena nossa paixão por Deus e nos rouba nosso poder de comunicar o evangelho. Abra as Escrituras com um coração limpo, porém, e é pura alegria.
  5. Passe mais tempo com sua congregação . Seu trabalho é ensinar a Palavra, mas é mais do que isso: é ensinar a Palavra às pessoas . De fato, é um povo em particular: sua classe ou sua congregação. Conheça-os tão bem que você poderá ajudá-los a aplicar a Palavra à vida deles.
  6. Aliste uma equipe de oração . Não pense que outras pessoas estão orando regularmente por você enquanto prega ou ensina. Recrute guerreiros de oração que intercederão especificamente por sua santidade, sua preparação e seu ensino. Saiba que você estará proclamando a Palavra sob o poder de Deus.
  7. Estude pregação e ensino . Pesquise aulas de pregação ou ensino on-line (por exemplo, meu presidente do Southeastern Seminary, Danny Akin, oferece um curso gratuito sobre “Interpretação e ensino da Bíblia: http://goo.gl/4M6rtv ). Leia livros sobre pregação e ensino (por exemplo, http://goo.gl/s4KAGH ). Mesmo pregadores e professores veteranos geralmente podem aprender revisando esses materiais.
  8. Ouça outros pregadores . Se você pensa que prega ou ensina por muito tempo, ouça alguém que seja mais conciso. Aprenda o valor das histórias e ilustrações considerando o que você lembra de um sermão. Tome nota de boas apresentações e conclusões. Absorva os outros sem tentar se tornar outra pessoa.
  9. Convide outras pessoas para ajudá-lo a se preparar . Peça a outras pessoas que andem com você enquanto você prepara seu sermão ou lição. Convide-os a criticar sua exegese e seu esboço proposto. Pregue o sermão para eles primeiro. Se o tempo não permitir que você faça essa abordagem toda semana, tente pelo menos uma vez por mês.
  10. Responda de forma simples e clara às perguntas do tipo “o que”, “e daí” e “e agora” . O que diz o texto bíblico? Por que essa verdade importa? Como ouvinte, o que devo fazer com esse ensino? Se você, como pregador ou professor, não puder responder a essas perguntas, seus ouvintes também não.
  11. Prática . Leia seu manuscrito ou esboço repetidamente. Ensine na sua cabeça – ou na parede. . . ou seu bebê. . . ou o seu cachorro. . . ou para o ar – várias vezes. Conheça o material tão bem que você poderá se conectar facilmente ao seu público ao ensiná-lo.
  12. Faça reflexão imediata . Assim que possível, depois de ensinar ou pregar, faça algumas anotações. O que funcionou bem? O que precisa ser mudado? Faça anotações enquanto seu ensino está quente em sua mente.
  13. Ouça e assista seus próprios sermões ou lições . A fim de comunicar melhor o evangelho, torne-se o público para seu próprio ensino ou pregação. E, se você não encontrar espaço para melhorias, volte para a sugestão nº 1 acima e convide outras pessoas para ouvir sua mensagem com você.
  14. Convide pessoas sem igreja para ouvir seus sermões ou lições . Peça a um amigo sem igreja ou incrédulo que critique seu ensino. Descubra se ele ou ela entende seus pontos. Determine com que frequência você usa o jargão cristão. Veja se seu amigo vê seu ensino como aplicável. Experimente – seu amigo pode até se voltar para Jesus!
  15. Cuide-se fisicamente . Comer adequadamente. Dorma bem. Tire seus dias de folga. Vá de férias. Um pregador ou professor exausto e fora de forma não é uma boa testemunha do poder transformador do evangelho.

Que outras sugestões você faria?


Chuck Lawless 
(site: ChuckLawless.com )Veja todos os artigos por Chuck Lawless

O Dr. Chuck Lawless é decano e vice-presidente de estudos de pós-graduação e centros de ministério do Southeastern Seminary em Wake Forest, Carolina do Norte, onde também atua como professor de evangelismo e missões. Além disso, ele é consultor global em educação teológica para o Conselho Internacional de Missões da Convenção Batista do Sul. O Dr. Lawless também é presidente do Lawless Group , uma empresa de consultoria de igrejas. Ele e sua esposa, Pam, estão casados ​​há mais de 20 anos e moram em Wake Forest, Carolina do Norte. Você pode se conectar com o Dr. Lawless no Twitter @Clawlessjr e no Facebook.com/CLawless.

Este é um texto do site: https://www.sermoncentral.com/pastors-preaching-articles/chuck-lawless-15-excellent-and-simple-ways-to-improve-your-preaching-2224?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_content=button&utm_campaign=scbpu20200125&maropost_id=714552693&mpweb=256-8557930-714552693
Tradução: Google

Talvez você esteja a se perguntar: é possível ensinar a amar? Amor se ensina? Difícil pergunta. Mas, se você é liderado pelo pensamento desta geração, que entende amor como sentimento, que facilmente fala em “fazer amor”, referindo-se à relação sexual, com certeza achará a pergunta fácil e, talvez, sem sentido.

O amor bíblico é mais que sentimento. Ele é um compromisso em favor do outro. Ele se origina em Deus (I Jo 4.7,8). Ele é o identificativo do cristão: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35). Quando alguém encontra outra pessoa que ama com o amor de Deus, logo identifica um cristão.

Como podemos, então, ensinar alguém a amar? E como isto é discipulado?

Um discípulo não é apenas um salvo. Um discípulo não é apenas um membro de igreja. Um discípulo é alguém semelhante a seu mestre. “O Cristo em vós” (Cl 1.27) ou o “até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19) diz de um trabalho de discipulado, uma caminhada com Cristo, em que Ele vai nos moldando à sua imagem. Este é um trabalho do Espírito Santo, o de formar em nós o caráter de Cristo. Discipulado é investir em uma vida até que ela seja semelhante à vida de Cristo. O amor em nossa forma de viver e agir será o identificativo de Cristo em nós.

Ensinamos alguém a amar quando convivemos com esta pessoa e ela ver nossa forma de amar. Só ensina a amar quem ama. Quem não ama não pode ensinar a amar. O discipulado só se torna real quando o discipulador puder dizer: “sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co 11.1). Quem está sendo discipulado precisa encontrar na vida do discipulador o mesmo amor que moveu nosso salvador a ir à cruz.

Na relação de discipulado com os Gálatas Paulo queria que entendessem que sua dureza em apontar o perigo não era falta de amor, pelo contrário. Ele escreveu: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; eu bem quisera estar presente convosco agora, e mudar o tom da minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito” (Gl 4.19,20). Ele os chama de filhinhos e diz que gostaria muito de poder mudar o tom da voz, para eles perceberem o tamanho amor que lhes tinha. A mesma demonstração de amor vemos na relação discipuladora com Epafrodito: “Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado para me socorrer nas minhas necessidades; porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente (Fp 2.25,26). O amor demonstrado pelo apóstolo se reproduziu na vida de Epafrodito.

Outra forma de ensinar o discípulo a amar é colocá-lo em constante comunhão com Deus. A Bíblia diz que “Deus é amor” (I Jo 4.8). Mais: o amor só é possível em nossas vidas, porque Deus o planta em nós: “amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus” (I Jo 4.7). Na convivência com o Senhor vemos como o seu amor é largo, alto, comprido e profundo, como excede a todo o entendimento humano (Ef 3.18,19), e, então, somos constrangidos a amar (II Co 5.14). Como escreveu João: “Amados, se Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros” (I Jo 4.11). Amamos em consequência de seu amor por nós.

Discipule! Ame! Ensine a amar!

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Claro que o meu desejo, o meu esforço para “discipular um” está diretamente ligado à minha convivência, à minha intimidade com Jesus. Quando olhamos, por exemplo, o texto de João 1.35-51 e percebemos a determinação de André em levar seu irmão Pedro a Jesus. Salta-nos aos olhos o destaque do verso 39, que diz que isto foi fruto de ter ele “passado o dia com Jesus”. Conviver com Jesus, passar tempo com Jesus é a mola propulsora de uma vida discipuladora. Muitos são frios em compartilhar o evangelho da salvação e mais frios ainda em cuidar de vidas para Cristo, porque convivem pouco com Jesus através da leitura da Bíblia e da oração. Não podemos compartilhar Jesus, se não o conhecemos. Conhecer implica em conviver. Ninguém conhece sem conviver.

O registro de Marcos do propósito de Jesus ao escolher os doze, não deixa dúvidas sobre a importância da convivência, da intimidade com Jesus: “Então designou doze para que estivessem com ele, e os mandasse a pregar” (Mc 3.14). Perceba que a convivência (“estivessem com ele”) precede a pregação (“os mandasse a pregar”). O ser precede o fazer. O que eu faço é resultado do que sou com Jesus; o que faço não me tornará alguém especial ou íntimo de Jesus, mas a intimidade com Jesus determinará o que faço e farei.

Vemos em Barnabé um bom exemplo deste princípio. Ele vendeu um campo e trouxe o valor da venda como oferta, para que a igreja pudesse cuidar dos que estavam chegando (At 4.36,37). Afinal, a igreja que começou com “cerca de cento e vinte membros” (At 1.15), chegou em pouco tempo a “quase cinco mil” (At 4.4). Como cuidar de tanta gente? Como aumentar o orçamento da igreja de forma tão rápida para responder às necessidades? Barnabé não esperou que outros fizessem algo, ele se sentiu responsável pela situação e lançou mão do que era seu para abençoar toda a igreja.

Quando pensamos na pregação do evangelho, geralmente, pensamos em alcançar multidões. Olhando o as páginas do Novo Testamento percebemos que o foco não são multidões, mas um, um discípulo. Quando fazemos de alguém um discípulo de Cristo, ele fará outro, então uma corrente de multiplicação se estabelece. A multidão alcançada é resultado do discipulado de um. Multiplicação é resultado, não foco. Foi este o pensamento de Paulo expresso a Timóteo: “e o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (II Tm 2.2). Waylon Moore diz: “ganhar uma alma, edificar-lhe a vida em Cristo, acompanhá-la com doutrinamento até que a mesma possa ganhar outra alma, ensiná-la e treiná-la para também frutificar, Isto é multiplicação” (ISNT, p. 47). Nosso desafio, portanto, deve ser “eu+1”, não “eu+multidão”.

O Barnabé, que revela liberalidade financeira, é o mesmo que coloca-se ao lado de Paulo para apresenta-lo à igreja (At 4.36,37; 9.27), e o também quem vai em busca de Paulo em Tarso e o discipula por um ano, enquanto fica com ele na liderança da igreja em Antioquia (At 11.26). Sem o discipulado de Barnabé não teríamos Paulo, nem Timóteo, nem a maioria das igrejas que conhecemos nas páginas do Novo Testamento. O processo é sempre longo, mas vale a pena. Invista sua vida em outra vida. Comece a discipular alguém.

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

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