Um canto para leitura e reflexão

A expressão “caminhando juntos” encontra-se em Gênesis 22.6 e refere-se à caminhada de Abraão com seu filho Isaque rumo ao monte Moriá, aonde Isaque seria oferecido a Deus em sacrifício. Claro que o sacrifício não se concretizou, pois Deus apenas estava pondo a fé e a fidelidade de Abraão à prova.

Não se pode deixar de notar que no memento mais difícil para Abraão, em que ofereceria seu filho, seu único filho a quem amava (Gn 22.2), ele tenha andado junto a ele. O momento era igualmente difícil para Isaque, as dúvidas lhe atormentavam. Ali estavam a lenha, o cutelo e o fogo, mas cadê o cordeiro (Gn 22.7)? No momento da dúvida, da incerteza, da insegurança, caminhar ao lado do pai era alentador. Como escreveu o profeta: “um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: esforça-te” (Is 41.6).

Discipulado é isto: caminhar juntos! Andar lado a lado nos momentos de alegria e tristeza. Dividir pensamentos, crenças e vida. A frase mais usada em casamentos nada tem a ver com o rito, foi dita por uma nora a uma sogra, no momento de inteiro abandono desta: “Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus” (Rt 1.16). Não há verdade mais completa no labor discipular do que esta expressa por Rute a Noemi.

Robert E. Coleman, em seu livro “O Plano Mestre de Evangelismo”, afirma que a estratégia de Jesus no discipulado incluiu “selecionar” doze e andar com eles, o que denominou de “associação”. Estar com os discípulos era o princípio central do discipulado de Jesus. “Ele era sua própria escola e seu próprio currículo” (p. 39). Ele os selecionou “…para estarem com ele e para os enviar a pregar” (Mc. 3.14). Andar com Jesus, estar com Ele, conviver com Ele era preponderante na formação do caráter dos discípulos. Mais que “dizer a” eles, “fazer com” eles, era a estratégia.

Falhamos demasiado no processo de discipulado porque nos concentramos mais no “dizer a” do que no “fazer com”. Transformamos o discipulado em um curso de estudo bíblico. O resultado? Homens e mulheres que sabem muito do Cristianismo, mas vivem longe do Cristo. Respondem questões de conhecimento bíblico, mas não sabem como este conhecimento se aplica ao dia-a-dia da vida. Homens que seriam aprovados com nota máxima em uma seleção de conhecimento bíblico, mas que seriam reprovados como cristãos por seus familiares, vizinhos e colegas de trabalho.

O que fazer? Largar o papel e caminhar com o discipulando. Como Abraão, caminhar juntos. Como Rute, não abrir mão do outro e comungar a caminhada, a família, a fé e o Deus que seguimos e cremos.

Entenda que o mundo virtual, as redes sociais são importantes, mas não há discipulado virtual. Discipulado é vida na vida, é caminhar juntos, partilhar princípios de vida e visão de mundo.

Os discípulos de Jesus lhe pediram: “ensina-nos a orar” (Lc 11.1). Por quê? Porque viram sua vida de oração. Eles também imploraram: “aumenta-nos a fé” (Lc 17.5). Por quê? Porque o viram exercer a fé e transformar pessoas e situações. No trabalho de discipulado devemos esperar que aqueles que discipulamos para Jesus nos peçam coisas semelhantes. Paulo não esperou que os coríntios lhe pedissem, ele mesmo disse: “sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co 11.1). Que os que discipulamos olhem para nós e vejam os valores espirituais que temos e os desejem ter também!

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Vivemos dias de pânico mundial. Não há um telejornal ou veículo de comunicação que você acesse, que não tenha como notícia principal a propagação do coronavírus. Cidades estão em quarentena, eventos públicos sendo cancelados, igrejas passando a ter cultos apenas online, uma onda de temor e medo se instalou no homem.

Naturalmente todas as medidas de precaução à propagação do vírus são uteis e necessárias. Mas, esta pandemia nos traz algumas lições preciosas para reflexão e tomada de decisões.

A primeira lição é da fragilidade do ser humano. O homem tão cheio de si, tão dominador da tecnologia, tão poderoso e arrogante, tão autossuficiente, a ponto de dispensar Deus, foge, isola-se e amedronta-se diante de um vírus (ou da morte iminente). Lembra-nos bem o salmista com sua indagação inquietante: “que é o homem…?” (Sl 8.4). E a Palavra de Deus responde categoricamente que somos como um sopro, como a vigília da noite, como um breve pensamento, como a flor da erva. Não somos nada e precisamos ter ciência disto.

A segunda lição é que estamos no fim. O mundo caminha para um fim. O homem marcha para um acerto de contas final. Quer você goste ou não, quer concorde ou não, o ser humano terá um fim, e este vírus é apenas um alerta de que esta hora se aproxima. Jesus disse que no fim dos tempos “haverá em vários lugares grandes terremotos, e pestes e fomes; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu” (Lc 21.11). E João, em sua visão do Apocalipse, escreveu: “E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra” (Ap 6.8). O que posso dizer? Apenas o que disse o profeta Amós ao povo de Israel: “Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus” (Am 4.12).

A terceira lição, e esta especialmente à igreja de Cristo, é: precisamos continuar salvando vidas. É fato que corremos riscos, os mesmos de todos os homens mortais, mas temos conosco aquele que dá e mantém a vida. E a promessa Dele é clara: “ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa…mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido… nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda (Sl 91.3,7,10). Sei que você poderá indagar: “e se Ele não livrar?”. E nossa resposta deve ser a mesma dos amigos jogados na fogueira: “nosso Deus pode nos livrar, mas se não o fizer não deixaremos de servi-lo” (Dn 3.17,18).

Neste mês em que celebramos a campanha de Missões Mundiais, que desafiamos os Batista brasileiros a evangelizarmos o mundo, precisamos ratificar nossa determinação de pregar em tempo e fora de tempo, quer seja oportuno ou não, quer a vida esteja calma, ou em meio à tempestade, quer vivamos ou morramos, quer estejamos são ou doentes… “em nada temos a vida por preciosa para nós mesmos, contanto que completemos a carreira e o ministério que recebemos do Senhor Jesus” (At 20.24). TRANSFORMEMOS O MUNDO COM A ALEGRIA DE JESUS!

Pr Gilvan Barbosa

Por:  Paul Kendall

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista jogou panfletos pornográficos do céu sobre o território inimigo. O motivo: distrair as mentes dos soldados com fascinações, fazendo com que eles ignorem a linha de frente. Essa tem sido a estratégia do pornô desde o início; enquanto lutamos contra a tática diversificada da pornografia, o inimigo entra pelas costas e destrói nossas casas. É hora de mudar nosso plano de batalha.

Imagine conquistar uma nação inteira em menos de sessenta anos simplesmente plantando uma semente destrutiva na mente de alguns homens e vendo-a se espalhar para as massas. Foi o que Satanás fez com pessoas como Hugh Heffner e Bob Guccione nos anos 50, quando a Playboy e a Penthouse se tornaram revistas de distribuição nacional. Ao longo dos anos, imagens de mulheres e homens nus envolvidos em atos sexuais saltaram das páginas embaraçosas de revistas para a privacidade de nossas próprias telas de computador pessoal. Hoje, a receita de pornografia nos EUA excede as receitas da ABC, CBS e NBC combinadas e, ao contrário do grupo anterior de consumidores, na maioria homens adultos; seu maior grupo demográfico atualmente é de homens e mulheres de 12 a 17 anos.

Jesus sabia que algo tão pequeno quanto olhar para a isca levaria ao aprisionamento total (Mateus 5:27-28), e estudos de pastores e pornografia certamente provam que isso é verdade para muitos. As estatísticas indicam que quase metade do clero americano admite assistir pornografia (Barna Research). Alguns ministros admitiram assistir pornografia durante os intervalos de sua preparação para o sermão. Estudos mostram que os pastores podem ser particularmente vulneráveis ​​ao vício em pornografia, em parte devido à natureza de seu trabalho. Administrar uma igreja pode ser um trabalho solitário, de alta demanda e profundamente pessoal, com pouca recompensa tangível, e os pastores são notoriamente sem amigos íntimos. Especialmente no mundo de hoje, os pastores passam cada vez mais tempo isolados na frente de um computador – certamente para pesquisa e composição de sermões. Mas como o computador é facilmente acessível e normalmente isolado de outros, um pastor poderia começar a procurar por diversão. Os pastores que permitem que qualquer raiva não resolvida, tédio, solidão ou outro problema apodreçam dentro deles podem sentir uma forte necessidade de “anestesiar” a si mesmos, e a pornografia oferece uma solução secreta rapidamente disponível. Em suma, a pornografia pode oferecer uma resposta efetiva – embora muito pecaminosa – a uma necessidade verdadeiramente legítima dentro do pastor que precisa de companhia, excitação e conexão com algo fora de sua rotina diária.

As igrejas podem até capacitar pastores viciados com o que William White chama de “incesto organizacional”. O termo é definido em um artigo publicado na edição de julho/agosto de 2007 do Rev! revista:

As igrejas propensas a essa dinâmica geralmente colocam um estresse intenso em seus funcionários do clero com expectativas quase impossíveis. Geralmente, eles fornecem suporte pessoal mínimo. Existem fortes regras de não falar sobre sexualidade, enquanto outros limites são violados. Quanto mais rigoroso o sistema se contrai, mais esgotados e sufocados os participantes se tornam e mais provavelmente os limites sexuais serão violados. O passo final para o clérigo isolado, empobrecido e rígido de um sistema como esse é uma violação sexual dos limites da igreja. Mesmo que os limites profissionais não sejam violados, o relacionamento duplo interrompe cataliticamente a organização, concentrando e concentrando sentimentos ferventes de ressentimento, alienação e privação entre outros membros da equipe. Por fim, a instituição incestuosa da igreja entra em colapso e implode. *

Como a anestesia, a pornografia parece amortecer o senso de razão de suas vítimas, substituindo sabedoria por justificativa. As desculpas para ver pornografia online variam quase tanto quanto os métodos usados ​​para encobri-la. Para uma pessoa solteira, pode ser “algo que me prenda até o casamento”, sem perceber que isso está destruindo sutilmente sua capacidade de manter a intimidade adequada. Para o usuário casado, as desculpas variam de “Minha esposa não atende às minhas necessidades” a “Meu desejo sexual é muito maior do que o de minha esposa e a pornografia fornece um equilíbrio”. Os pastores podem usar várias desculpas, como “Certamente Deus me permitirá ver pornografia para permanecer casado; certamente meu casamento é mais importante”, “acho que Deus entende minha situação, e Sua graça é suficiente para cobri-la”. Alguns pastores chegam a dizer: “Eu sei que está errado, mas não estou apoiando ou espalhando pornografia porque não compro conteúdo adulto – só vejo o que é gratuito na Internet” (No entanto, a maioria das pornografias on-line agora opera sob um modelo baseado em publicidade, ou seja, comerciantes pagam aos proprietários de sites para tráfego derivado de seus sites por meio de banners e anúncios de texto. Basicamente, toda vez que um usuário abre um site pornográfico, ele/ela faz uma contribuição ao fundo de guerra de Satanás). De qualquer forma, a pornografia é uma distração a longo prazo, mantendo seus usuários de lidar com os problemas reais em questão. Sem isso, eles podem ser forçados a encontrar soluções adequadas, mas com isso correm o risco de passar o resto de suas vidas em relacionamentos disfuncionais e na tirania do isolamento.

Os ministros que se envolvem no uso de pornografia raramente pregam sobre o assunto, obviamente porque se sentem hipócritas. Quão esperto para o inimigo – capture o pastor e você poderá obter toda a igreja. Pense nisso: se as estatísticas são verdadeiras, pelo menos metade das igrejas na América ouve pouco ou nada sobre os perigos da pornografia. Não é de admirar que esteja se espalhando como fogo. De fato, os ministros se esforçam ao máximo para esconder seus problemas com a pornografia, na esperança de chegar a seus túmulos sem exposição. Mas aqui está um fato preocupante: todo momento gasto no uso de pornografia tem consequências que exigirão um acerto de contas – nesta vida por exposição embaraçosa ou na abertura de todas as coisas quando prestamos contas a Cristo. Você permitirá que isso aconteça?

Vamos resolver algo de uma vez por todas: assistir pornô é um pecado, e o uso de pornografia por um pastor é a responsabilidade final do pastor, que deveria abordar e corrigir o problema dos que pastoreiaMas, há uma opção melhor do que a exposição terrena ou o julgamento final: libertação. É absolutamente possível ser liberto das garras da pornografia e do pecado sexual.

Infelizmente, uma única e simples oração normalmente não será suficiente, nem um “amigo da responsabilidade” ou um filtro da Internet. Qualquer pessoa inteligente o suficiente para esconder seu hábito pornô do mundo é conhecedora de tecnologia o suficiente para enganar seu amigo ou um sistema de filtragem. Existem duas etapas eficazes para a libertação, e ambas são absolutamente necessárias para o sucesso:

1. Perceba a plenitude do seu pecado e o dano que está causando a você, sua família e sua igreja. Admita que você é impotente por causa de um pecado que tomou conta de sua vida. Faça um compromisso solene, nunca retorne a ele e se distancie imediatamente de qualquer coisa que permita seu uso (inclusive tarde da noite sozinho com seu computador ou dispositivo móvel, bate-papo inadequado etc.).

2. Encontre um programa de recuperação da pornografia que funcione para você. Se o vício em pornografia era algo que um pastor poderia facilmente acabar sozinho, não haveria necessidade de estudos que produzissem essas estatísticas impressionantes de uso. Embora certamente seja uma questão espiritual, em parte, mostramos que o vício em pornografia geralmente é o resultado da má escolha de um pastor para lidar com seus problemas pessoais mais profundos. Agora, existem vários programas de recuperação online especificamente para pastores que permitem que eles permaneçam anônimos, enquanto são tratados. Um pastor simplesmente precisa digitar as palavras “programa de recuperação de pornografia para pastores” em um mecanismo de busca para encontrar um desses programas. Um programa apropriado deve incluir opções de aconselhamento para o viciado e para o cônjuge. Seu cônjuge na vida real não pode (e não deveria) competir com uma fantasia.

Enquanto luta, lembre-se da estratégia do pornô. Satanás não quer a sua vida de fantasia – ele quer o seu lar e o lar dos seus paroquianos. Comece um contra-ataque ao seu inimigo e use todos os meios à sua disposição. Recuse-se a ser destruído. Pastores que abordam o uso de pornografia com honestidade desesperada, avançando bravamente para a responsabilidade, podem experimentar o “bom” que Deus deseja para essas circunstâncias (Gênesis 50:20). E percorrer a distância para a recuperação e a cura completas pode transformar o problema em um renascimento dado por Deus do coração, saúde e casamento de um pastor.

Ministérios de Recursos e Apoio

Comemore a Recuperação , um ministério de 12 etapas, baseado nas Escrituras, da Igreja de Saddleback e autor John Baker.

New Life Ministries , um ministério de aconselhamento on-line e nacional que lida com problemas de dependência, iniciado por Steve Arterburn, autor da série de livros Every Man.
Rede de Recuperação de Clérigos , um ministério de recuperação de pornografia especificamente para clérigos.

Sexaholics Anonymous , um programa de 12 etapas para quem luta com pornografia e dependência sexual.

Viciados em sexo anônimo , outro programa de 12 etapas para quem luta com pornografia e dependência sexual.

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Paul S. Kendall é ministro, administrador universitário, autor e fundador da Kendall Family Network , uma organização dedicada a “construir pontes para famílias melhores”. Ele é o apresentador do Family Matters, um programa diário de rádio que oferece “uma aparência no mundo real dos pais e dos filhos. ”Faça o download gratuito do primeiro capítulo do novo livro de Paul, Family Matters: 100 Short Stories para ajudar você a construir uma família melhor , em KendallFamilyNetwork.com.

Artigo publicado no site: https://www.sermoncentral.com/pastors-preaching-articles/paul-kendall-pastors-and-pornography-721?ref=PreachingArticleDetails. Acesso: 4/2/2020

Tradução: Google Translate

No Evangelho de Marcos, capítulo 9, versículos trinta e trinta e um lemos: “Depois, tendo partido dali, passavam pela Galileia, e ele não queria que ninguém o soubesse; porque ensinava a seus discípulos, e lhes dizia: o Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, que o matarão; e morto ele, depois de três dias ressurgirá”. Por este registro entendemos que Jesus evitava as multidões porque desejava ensinar mais amiúde seus discípulos. Esta prática de ensinar os discípulos em particular foi uma constante no ministério de Jesus (Mt 17.19; 24.3; Mc 4.34; 13.3; Lc 10.23).

Discipulado é ensinar. Mas, ensinar o que? No texto de Marcos 9.31 vemos que Jesus ensinava o cerne do evangelho: morte e ressurreição do cordeiro de Deus. No sermão do monte Ele fez uma releitura da lei e ensinou como um discípulo seu deve viver e ser.

Quando ensinamos, precisamos pensar no que queremos com o ensino. Não apenas uma questão de o que ensinar, mas o objetivo do ensino. Ensinar implicar em objetivar mudanças. As mudanças podem ser de três formas: cognitivas, psicomotoras e afetivas. Mesmo no aspecto cognitivo devemos esperar mudanças que sejam além do mero saber, memorizar e repetir. É preciso que o aprendiz seja capaz de refletir, interpretar e expressar. Mas, no discipulado, isto não será suficiente, pois o ensino precisa causar mudanças nas habilidades e no ser. O ensino no discipulado deve resultar não só em um homem de melhor conhecimento, mas em um melhor homem, o tipo de homem que Deus quer (Jo.15.14, 14.15, 15.7).

Há um alvo supremo no discipulado, que só alcançaremos na glória, mas que devemos buscar a todo instante: “até que todos cheguemos… ao pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef 4.13). E isto se realiza na relação discipulador discípulo em que os dois são aperfeiçoados (EF 4.12) pela aplicação da Palavra de Deus através da ação do Espírito Santo. Quando Paulo usa a expressão “aperfeiçoamento dos santos” está implícito um processo artesanal e contínuo de colocar o discípulo em forma.

Paulo diz que se afadigava nesta tarefa (Cl 1.29). A palavra aqui tem o sentido de trabalho corporal exaustivo. Paulo estava na prisão em Roma, aguardando o juízo de Nero, e quase certo (como de fato o foi) de sua condenação e morte. Ele sofria naquela situação, vendo a igreja enfrentando ensinos heréticos. Sua agonia era em oração e ao mesmo tempo de não poder estar presente com os irmãos para orientá-los. Mas, ele diz que se valia de várias formas de ensino, para que homens perfeitos em Cristo fossem formados: “o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28).

Para Paulo o propósito de seu ensino no discipulado era claramente estabelecido: “Ora, assim como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele RADICADOS E EDIFICADOS, E CONFIRMADOS NA FÉ, tal como fostes instruídos, CRESCENDO EM AÇÕES DE GRAÇAS” (Cl 2.6,7). Três metáforas definem seu propósito: RADICADOS – é a figura da floresta. É a palavra empregada para a árvore que tem suas raízes profundas na terra, de onde se sustenta e tira seus nutrientes; EDIFICADOS – é a figura da construção civil. É a palavra empregada para o edifício levantado sobre um alicerce seguro. CONFIRMADOS – é a figura jurídica. É a palavra que vem do contrato assinado, ratificado e tornado obrigatório.

Como discipulador almejo ver os discípulos do Senhor, que cuido, RADICADOS EM CRISTO. Cristo sendo o seu sustento, mas também o seu alimento. Cristo sendo o seu “pão da vida”, mas também a sua “água da vida”. Busco que Cristo seja o seu alicerce, a sua fundação. Meu alvo é que meu discipulando, passando por qualquer situação, o faça sem cair, porque está firmado no Senhor, na rocha.

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Sou um professor que não gosta de avaliações de curso e um pregador que não gosta de críticas de sermão. Portanto, tenho receio de dizer aos outros como melhorar a pregação ou o ensino. No entanto, aqui estão 15 maneiras (algumas que talvez sejam surpreendentes) de melhorar sua comunicação do evangelho:

  1. Suponha que você precise melhorar . Se você realmente acredita que não tem espaço para melhorias, pergunte a outras pessoas até encontrar alguém honesto o suficiente para ajudá-lo (na verdade, essa pessoa pode dizer que às vezes você se vê arrogante).
  2. Considere a última vez que você intencionalmente melhorou sua abordagem . Se o seu último aprimoramento intencional ocorreu anos atrás, ou se você não consegue se lembrar de quando, pode ter ficado estagnado como comunicador.
  3. Leia a Bíblia e ore todos os dias . Essa sugestão é básica, mas importa. Pregadores e professores que leem as Escrituras apenas para preparar uma lição reduziram a Bíblia a um livro didático para outras pessoas. Aqueles que se comunicam sem orar regularmente estão operando em seu próprio poder.
  4. Abandone o pecado em sua vida . Novamente, é fundamental, mas imperativo. O pecado drena nossa paixão por Deus e nos rouba nosso poder de comunicar o evangelho. Abra as Escrituras com um coração limpo, porém, e é pura alegria.
  5. Passe mais tempo com sua congregação . Seu trabalho é ensinar a Palavra, mas é mais do que isso: é ensinar a Palavra às pessoas . De fato, é um povo em particular: sua classe ou sua congregação. Conheça-os tão bem que você poderá ajudá-los a aplicar a Palavra à vida deles.
  6. Aliste uma equipe de oração . Não pense que outras pessoas estão orando regularmente por você enquanto prega ou ensina. Recrute guerreiros de oração que intercederão especificamente por sua santidade, sua preparação e seu ensino. Saiba que você estará proclamando a Palavra sob o poder de Deus.
  7. Estude pregação e ensino . Pesquise aulas de pregação ou ensino on-line (por exemplo, meu presidente do Southeastern Seminary, Danny Akin, oferece um curso gratuito sobre “Interpretação e ensino da Bíblia: http://goo.gl/4M6rtv ). Leia livros sobre pregação e ensino (por exemplo, http://goo.gl/s4KAGH ). Mesmo pregadores e professores veteranos geralmente podem aprender revisando esses materiais.
  8. Ouça outros pregadores . Se você pensa que prega ou ensina por muito tempo, ouça alguém que seja mais conciso. Aprenda o valor das histórias e ilustrações considerando o que você lembra de um sermão. Tome nota de boas apresentações e conclusões. Absorva os outros sem tentar se tornar outra pessoa.
  9. Convide outras pessoas para ajudá-lo a se preparar . Peça a outras pessoas que andem com você enquanto você prepara seu sermão ou lição. Convide-os a criticar sua exegese e seu esboço proposto. Pregue o sermão para eles primeiro. Se o tempo não permitir que você faça essa abordagem toda semana, tente pelo menos uma vez por mês.
  10. Responda de forma simples e clara às perguntas do tipo “o que”, “e daí” e “e agora” . O que diz o texto bíblico? Por que essa verdade importa? Como ouvinte, o que devo fazer com esse ensino? Se você, como pregador ou professor, não puder responder a essas perguntas, seus ouvintes também não.
  11. Prática . Leia seu manuscrito ou esboço repetidamente. Ensine na sua cabeça – ou na parede. . . ou seu bebê. . . ou o seu cachorro. . . ou para o ar – várias vezes. Conheça o material tão bem que você poderá se conectar facilmente ao seu público ao ensiná-lo.
  12. Faça reflexão imediata . Assim que possível, depois de ensinar ou pregar, faça algumas anotações. O que funcionou bem? O que precisa ser mudado? Faça anotações enquanto seu ensino está quente em sua mente.
  13. Ouça e assista seus próprios sermões ou lições . A fim de comunicar melhor o evangelho, torne-se o público para seu próprio ensino ou pregação. E, se você não encontrar espaço para melhorias, volte para a sugestão nº 1 acima e convide outras pessoas para ouvir sua mensagem com você.
  14. Convide pessoas sem igreja para ouvir seus sermões ou lições . Peça a um amigo sem igreja ou incrédulo que critique seu ensino. Descubra se ele ou ela entende seus pontos. Determine com que frequência você usa o jargão cristão. Veja se seu amigo vê seu ensino como aplicável. Experimente – seu amigo pode até se voltar para Jesus!
  15. Cuide-se fisicamente . Comer adequadamente. Dorma bem. Tire seus dias de folga. Vá de férias. Um pregador ou professor exausto e fora de forma não é uma boa testemunha do poder transformador do evangelho.

Que outras sugestões você faria?


Chuck Lawless 
(site: ChuckLawless.com )Veja todos os artigos por Chuck Lawless

O Dr. Chuck Lawless é decano e vice-presidente de estudos de pós-graduação e centros de ministério do Southeastern Seminary em Wake Forest, Carolina do Norte, onde também atua como professor de evangelismo e missões. Além disso, ele é consultor global em educação teológica para o Conselho Internacional de Missões da Convenção Batista do Sul. O Dr. Lawless também é presidente do Lawless Group , uma empresa de consultoria de igrejas. Ele e sua esposa, Pam, estão casados ​​há mais de 20 anos e moram em Wake Forest, Carolina do Norte. Você pode se conectar com o Dr. Lawless no Twitter @Clawlessjr e no Facebook.com/CLawless.

Este é um texto do site: https://www.sermoncentral.com/pastors-preaching-articles/chuck-lawless-15-excellent-and-simple-ways-to-improve-your-preaching-2224?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_content=button&utm_campaign=scbpu20200125&maropost_id=714552693&mpweb=256-8557930-714552693
Tradução: Google

Talvez você esteja a se perguntar: é possível ensinar a amar? Amor se ensina? Difícil pergunta. Mas, se você é liderado pelo pensamento desta geração, que entende amor como sentimento, que facilmente fala em “fazer amor”, referindo-se à relação sexual, com certeza achará a pergunta fácil e, talvez, sem sentido.

O amor bíblico é mais que sentimento. Ele é um compromisso em favor do outro. Ele se origina em Deus (I Jo 4.7,8). Ele é o identificativo do cristão: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35). Quando alguém encontra outra pessoa que ama com o amor de Deus, logo identifica um cristão.

Como podemos, então, ensinar alguém a amar? E como isto é discipulado?

Um discípulo não é apenas um salvo. Um discípulo não é apenas um membro de igreja. Um discípulo é alguém semelhante a seu mestre. “O Cristo em vós” (Cl 1.27) ou o “até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19) diz de um trabalho de discipulado, uma caminhada com Cristo, em que Ele vai nos moldando à sua imagem. Este é um trabalho do Espírito Santo, o de formar em nós o caráter de Cristo. Discipulado é investir em uma vida até que ela seja semelhante à vida de Cristo. O amor em nossa forma de viver e agir será o identificativo de Cristo em nós.

Ensinamos alguém a amar quando convivemos com esta pessoa e ela ver nossa forma de amar. Só ensina a amar quem ama. Quem não ama não pode ensinar a amar. O discipulado só se torna real quando o discipulador puder dizer: “sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co 11.1). Quem está sendo discipulado precisa encontrar na vida do discipulador o mesmo amor que moveu nosso salvador a ir à cruz.

Na relação de discipulado com os Gálatas Paulo queria que entendessem que sua dureza em apontar o perigo não era falta de amor, pelo contrário. Ele escreveu: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; eu bem quisera estar presente convosco agora, e mudar o tom da minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito” (Gl 4.19,20). Ele os chama de filhinhos e diz que gostaria muito de poder mudar o tom da voz, para eles perceberem o tamanho amor que lhes tinha. A mesma demonstração de amor vemos na relação discipuladora com Epafrodito: “Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado para me socorrer nas minhas necessidades; porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente (Fp 2.25,26). O amor demonstrado pelo apóstolo se reproduziu na vida de Epafrodito.

Outra forma de ensinar o discípulo a amar é colocá-lo em constante comunhão com Deus. A Bíblia diz que “Deus é amor” (I Jo 4.8). Mais: o amor só é possível em nossas vidas, porque Deus o planta em nós: “amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus” (I Jo 4.7). Na convivência com o Senhor vemos como o seu amor é largo, alto, comprido e profundo, como excede a todo o entendimento humano (Ef 3.18,19), e, então, somos constrangidos a amar (II Co 5.14). Como escreveu João: “Amados, se Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros” (I Jo 4.11). Amamos em consequência de seu amor por nós.

Discipule! Ame! Ensine a amar!

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Claro que o meu desejo, o meu esforço para “discipular um” está diretamente ligado à minha convivência, à minha intimidade com Jesus. Quando olhamos, por exemplo, o texto de João 1.35-51 e percebemos a determinação de André em levar seu irmão Pedro a Jesus. Salta-nos aos olhos o destaque do verso 39, que diz que isto foi fruto de ter ele “passado o dia com Jesus”. Conviver com Jesus, passar tempo com Jesus é a mola propulsora de uma vida discipuladora. Muitos são frios em compartilhar o evangelho da salvação e mais frios ainda em cuidar de vidas para Cristo, porque convivem pouco com Jesus através da leitura da Bíblia e da oração. Não podemos compartilhar Jesus, se não o conhecemos. Conhecer implica em conviver. Ninguém conhece sem conviver.

O registro de Marcos do propósito de Jesus ao escolher os doze, não deixa dúvidas sobre a importância da convivência, da intimidade com Jesus: “Então designou doze para que estivessem com ele, e os mandasse a pregar” (Mc 3.14). Perceba que a convivência (“estivessem com ele”) precede a pregação (“os mandasse a pregar”). O ser precede o fazer. O que eu faço é resultado do que sou com Jesus; o que faço não me tornará alguém especial ou íntimo de Jesus, mas a intimidade com Jesus determinará o que faço e farei.

Vemos em Barnabé um bom exemplo deste princípio. Ele vendeu um campo e trouxe o valor da venda como oferta, para que a igreja pudesse cuidar dos que estavam chegando (At 4.36,37). Afinal, a igreja que começou com “cerca de cento e vinte membros” (At 1.15), chegou em pouco tempo a “quase cinco mil” (At 4.4). Como cuidar de tanta gente? Como aumentar o orçamento da igreja de forma tão rápida para responder às necessidades? Barnabé não esperou que outros fizessem algo, ele se sentiu responsável pela situação e lançou mão do que era seu para abençoar toda a igreja.

Quando pensamos na pregação do evangelho, geralmente, pensamos em alcançar multidões. Olhando o as páginas do Novo Testamento percebemos que o foco não são multidões, mas um, um discípulo. Quando fazemos de alguém um discípulo de Cristo, ele fará outro, então uma corrente de multiplicação se estabelece. A multidão alcançada é resultado do discipulado de um. Multiplicação é resultado, não foco. Foi este o pensamento de Paulo expresso a Timóteo: “e o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (II Tm 2.2). Waylon Moore diz: “ganhar uma alma, edificar-lhe a vida em Cristo, acompanhá-la com doutrinamento até que a mesma possa ganhar outra alma, ensiná-la e treiná-la para também frutificar, Isto é multiplicação” (ISNT, p. 47). Nosso desafio, portanto, deve ser “eu+1”, não “eu+multidão”.

O Barnabé, que revela liberalidade financeira, é o mesmo que coloca-se ao lado de Paulo para apresenta-lo à igreja (At 4.36,37; 9.27), e o também quem vai em busca de Paulo em Tarso e o discipula por um ano, enquanto fica com ele na liderança da igreja em Antioquia (At 11.26). Sem o discipulado de Barnabé não teríamos Paulo, nem Timóteo, nem a maioria das igrejas que conhecemos nas páginas do Novo Testamento. O processo é sempre longo, mas vale a pena. Invista sua vida em outra vida. Comece a discipular alguém.

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

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