Um canto para leitura e reflexão

A expressão “caminhando juntos” encontra-se em Gênesis 22.6 e refere-se à caminhada de Abraão com seu filho Isaque rumo ao monte Moriá, aonde Isaque seria oferecido a Deus em sacrifício. Claro que o sacrifício não se concretizou, pois Deus apenas estava pondo a fé e a fidelidade de Abraão à prova.

Não se pode deixar de notar que no memento mais difícil para Abraão, em que ofereceria seu filho, seu único filho a quem amava (Gn 22.2), ele tenha andado junto a ele. O momento era igualmente difícil para Isaque, as dúvidas lhe atormentavam. Ali estavam a lenha, o cutelo e o fogo, mas cadê o cordeiro (Gn 22.7)? No momento da dúvida, da incerteza, da insegurança, caminhar ao lado do pai era alentador. Como escreveu o profeta: “um ao outro ajudou e ao seu companheiro disse: esforça-te” (Is 41.6).

Discipulado é isto: caminhar juntos! Andar lado a lado nos momentos de alegria e tristeza. Dividir pensamentos, crenças e vida. A frase mais usada em casamentos nada tem a ver com o rito, foi dita por uma nora a uma sogra, no momento de inteiro abandono desta: “Não me instes a que te abandone e deixe de seguir-te. Porque aonde quer que tu fores, irei eu; e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo será o meu povo, o teu Deus será o meu Deus” (Rt 1.16). Não há verdade mais completa no labor discipular do que esta expressa por Rute a Noemi.

Robert E. Coleman, em seu livro “O Plano Mestre de Evangelismo”, afirma que a estratégia de Jesus no discipulado incluiu “selecionar” doze e andar com eles, o que denominou de “associação”. Estar com os discípulos era o princípio central do discipulado de Jesus. “Ele era sua própria escola e seu próprio currículo” (p. 39). Ele os selecionou “…para estarem com ele e para os enviar a pregar” (Mc. 3.14). Andar com Jesus, estar com Ele, conviver com Ele era preponderante na formação do caráter dos discípulos. Mais que “dizer a” eles, “fazer com” eles, era a estratégia.

Falhamos demasiado no processo de discipulado porque nos concentramos mais no “dizer a” do que no “fazer com”. Transformamos o discipulado em um curso de estudo bíblico. O resultado? Homens e mulheres que sabem muito do Cristianismo, mas vivem longe do Cristo. Respondem questões de conhecimento bíblico, mas não sabem como este conhecimento se aplica ao dia-a-dia da vida. Homens que seriam aprovados com nota máxima em uma seleção de conhecimento bíblico, mas que seriam reprovados como cristãos por seus familiares, vizinhos e colegas de trabalho.

O que fazer? Largar o papel e caminhar com o discipulando. Como Abraão, caminhar juntos. Como Rute, não abrir mão do outro e comungar a caminhada, a família, a fé e o Deus que seguimos e cremos.

Entenda que o mundo virtual, as redes sociais são importantes, mas não há discipulado virtual. Discipulado é vida na vida, é caminhar juntos, partilhar princípios de vida e visão de mundo.

Os discípulos de Jesus lhe pediram: “ensina-nos a orar” (Lc 11.1). Por quê? Porque viram sua vida de oração. Eles também imploraram: “aumenta-nos a fé” (Lc 17.5). Por quê? Porque o viram exercer a fé e transformar pessoas e situações. No trabalho de discipulado devemos esperar que aqueles que discipulamos para Jesus nos peçam coisas semelhantes. Paulo não esperou que os coríntios lhe pedissem, ele mesmo disse: “sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co 11.1). Que os que discipulamos olhem para nós e vejam os valores espirituais que temos e os desejem ter também!

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Talvez você esteja a se perguntar: é possível ensinar a amar? Amor se ensina? Difícil pergunta. Mas, se você é liderado pelo pensamento desta geração, que entende amor como sentimento, que facilmente fala em “fazer amor”, referindo-se à relação sexual, com certeza achará a pergunta fácil e, talvez, sem sentido.

O amor bíblico é mais que sentimento. Ele é um compromisso em favor do outro. Ele se origina em Deus (I Jo 4.7,8). Ele é o identificativo do cristão: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.35). Quando alguém encontra outra pessoa que ama com o amor de Deus, logo identifica um cristão.

Como podemos, então, ensinar alguém a amar? E como isto é discipulado?

Um discípulo não é apenas um salvo. Um discípulo não é apenas um membro de igreja. Um discípulo é alguém semelhante a seu mestre. “O Cristo em vós” (Cl 1.27) ou o “até que Cristo seja formado em vós” (Gl 4.19) diz de um trabalho de discipulado, uma caminhada com Cristo, em que Ele vai nos moldando à sua imagem. Este é um trabalho do Espírito Santo, o de formar em nós o caráter de Cristo. Discipulado é investir em uma vida até que ela seja semelhante à vida de Cristo. O amor em nossa forma de viver e agir será o identificativo de Cristo em nós.

Ensinamos alguém a amar quando convivemos com esta pessoa e ela ver nossa forma de amar. Só ensina a amar quem ama. Quem não ama não pode ensinar a amar. O discipulado só se torna real quando o discipulador puder dizer: “sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (I Co 11.1). Quem está sendo discipulado precisa encontrar na vida do discipulador o mesmo amor que moveu nosso salvador a ir à cruz.

Na relação de discipulado com os Gálatas Paulo queria que entendessem que sua dureza em apontar o perigo não era falta de amor, pelo contrário. Ele escreveu: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; eu bem quisera estar presente convosco agora, e mudar o tom da minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito” (Gl 4.19,20). Ele os chama de filhinhos e diz que gostaria muito de poder mudar o tom da voz, para eles perceberem o tamanho amor que lhes tinha. A mesma demonstração de amor vemos na relação discipuladora com Epafrodito: “Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nas lutas, e vosso enviado para me socorrer nas minhas necessidades; porquanto ele tinha saudades de vós todos, e estava angustiado por terdes ouvido que estivera doente (Fp 2.25,26). O amor demonstrado pelo apóstolo se reproduziu na vida de Epafrodito.

Outra forma de ensinar o discípulo a amar é colocá-lo em constante comunhão com Deus. A Bíblia diz que “Deus é amor” (I Jo 4.8). Mais: o amor só é possível em nossas vidas, porque Deus o planta em nós: “amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus” (I Jo 4.7). Na convivência com o Senhor vemos como o seu amor é largo, alto, comprido e profundo, como excede a todo o entendimento humano (Ef 3.18,19), e, então, somos constrangidos a amar (II Co 5.14). Como escreveu João: “Amados, se Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros” (I Jo 4.11). Amamos em consequência de seu amor por nós.

Discipule! Ame! Ensine a amar!

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Claro que o meu desejo, o meu esforço para “discipular um” está diretamente ligado à minha convivência, à minha intimidade com Jesus. Quando olhamos, por exemplo, o texto de João 1.35-51 e percebemos a determinação de André em levar seu irmão Pedro a Jesus. Salta-nos aos olhos o destaque do verso 39, que diz que isto foi fruto de ter ele “passado o dia com Jesus”. Conviver com Jesus, passar tempo com Jesus é a mola propulsora de uma vida discipuladora. Muitos são frios em compartilhar o evangelho da salvação e mais frios ainda em cuidar de vidas para Cristo, porque convivem pouco com Jesus através da leitura da Bíblia e da oração. Não podemos compartilhar Jesus, se não o conhecemos. Conhecer implica em conviver. Ninguém conhece sem conviver.

O registro de Marcos do propósito de Jesus ao escolher os doze, não deixa dúvidas sobre a importância da convivência, da intimidade com Jesus: “Então designou doze para que estivessem com ele, e os mandasse a pregar” (Mc 3.14). Perceba que a convivência (“estivessem com ele”) precede a pregação (“os mandasse a pregar”). O ser precede o fazer. O que eu faço é resultado do que sou com Jesus; o que faço não me tornará alguém especial ou íntimo de Jesus, mas a intimidade com Jesus determinará o que faço e farei.

Vemos em Barnabé um bom exemplo deste princípio. Ele vendeu um campo e trouxe o valor da venda como oferta, para que a igreja pudesse cuidar dos que estavam chegando (At 4.36,37). Afinal, a igreja que começou com “cerca de cento e vinte membros” (At 1.15), chegou em pouco tempo a “quase cinco mil” (At 4.4). Como cuidar de tanta gente? Como aumentar o orçamento da igreja de forma tão rápida para responder às necessidades? Barnabé não esperou que outros fizessem algo, ele se sentiu responsável pela situação e lançou mão do que era seu para abençoar toda a igreja.

Quando pensamos na pregação do evangelho, geralmente, pensamos em alcançar multidões. Olhando o as páginas do Novo Testamento percebemos que o foco não são multidões, mas um, um discípulo. Quando fazemos de alguém um discípulo de Cristo, ele fará outro, então uma corrente de multiplicação se estabelece. A multidão alcançada é resultado do discipulado de um. Multiplicação é resultado, não foco. Foi este o pensamento de Paulo expresso a Timóteo: “e o que de mim ouviste de muitas testemunhas, transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (II Tm 2.2). Waylon Moore diz: “ganhar uma alma, edificar-lhe a vida em Cristo, acompanhá-la com doutrinamento até que a mesma possa ganhar outra alma, ensiná-la e treiná-la para também frutificar, Isto é multiplicação” (ISNT, p. 47). Nosso desafio, portanto, deve ser “eu+1”, não “eu+multidão”.

O Barnabé, que revela liberalidade financeira, é o mesmo que coloca-se ao lado de Paulo para apresenta-lo à igreja (At 4.36,37; 9.27), e o também quem vai em busca de Paulo em Tarso e o discipula por um ano, enquanto fica com ele na liderança da igreja em Antioquia (At 11.26). Sem o discipulado de Barnabé não teríamos Paulo, nem Timóteo, nem a maioria das igrejas que conhecemos nas páginas do Novo Testamento. O processo é sempre longo, mas vale a pena. Invista sua vida em outra vida. Comece a discipular alguém.

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Laranja Kikan em casa, no jarro
Colheita de Kikan

Sou filho de agricultor. Fui criado vendo meu pai brocar, limpar e plantar trinta a sessenta tarefas de roça todo ano. Sei o que é ter alegria por uma boa colheita, mas também sei o que é tristeza por falta de frutos, por uma colheita ruim.

Minha convivência com este ambiente rural, embora nunca tenha trabalhado na roça, me faz amar a natureza. Gosto de plantas, pássaros, do verde, dos rios e riachos. Contemplo a natureza e procuro aprender mais de Deus.

Quando chegamos em Teresina, moramos na casa pastoral da Primeira Igreja Batista em Teresina. O espaço de chão (terra) era pequeno, mas aproveitamos para plantar banana e cuidar do pé de limão, da goiabeira e da seriguela que ali existiam. Estas frutas foram a porta de entrada na casa de nossos vizinhos. Passamos a conhecê-los a partir dos sacos com estes frutos, que lhes presenteávamos.

Mudamos para um apartamento. A área agora é muito menor que a que tínhamos na casa, e espaço para plantas quase impossível. Mas, temos uma pequena sacada. Então fomos à caça de plantas frutíferas enxertadas. Temos algumas, porém só a “laranja kikan” tem frutificado (veja foto). Lógico que a quantidade de laranjas kikans produzidas em nossa sacada do apartamento ficam longe da quantidade que produzia nosso pé de limão, na casa pastoral. A quantidade é muito menor, mas temos frutos frescos no apartamento.

O que quero dizer com isto, ou o que isto tem a ver com a obra missionária?

Penso que existe um paralelismo muito grande entre esta situação e a obra missionária, especialmente de nossa igreja, a Primeira Igreja Batista em Teresina, que planta igrejas primordialmente no sertão piauiense, uma região difícil para a produção de frutos, sejam espirituais ou não.

Aprendo com minha pequena plantação, em meu apartamento, que dar frutos independe da situação da plantação. Em outras palavras: é sempre possível frutificar. Pode ser que em um dado local a produção seja maior que em outro, mas todos os locais podem produzir frutos.

Você que é missionário em uma cidade ou povoado resistente ao evangelho não deve esperar que sua produção de frutos seja igual a de outro obreiro ou pastor. O que você precisa crê é que é possível colher frutos mesmo em um local resistente ao evangelho.

Hoje não tenho a quantidade, nem a variedade de frutos que eu tinha quando morava na casa pastoral, mas tenho frutos e me alegro com eles.

Não só isto: continuo testando e buscando outras plantas para produzir em meu pequeno espaço. Estou esperando encontrar um pé de limão que possa se adaptar ao espaço que tenho.

Em sua realidade, procure diversificar suas ações visando aumentar a produção de frutos. Sempre há uma alternativa que alcance o coração de quem precisa de Jesus.

No início de julho plantamos uma igreja em Alagoinha do Piauí, uma cidade resistente ao evangelho, mas Deus já nos deu dez batismos e o Missionário Rosinaldo tem outro grupo para batizar em outubro próximo.

Em 2015 plantamos uma igreja em Pio IX, uma cidade do século XIX, muito fechada ao evangelho. O Missionário Walton está ali há quase três anos. Pela graça de Deus, em agosto passado, batizou nove.

Precisamos entender que não há lugar aonde o evangelho não possa penetrar e produzir frutos de salvação. Não há coração duro, que a graça do Senhor não possa alcançar. O evangelho é tão penetrante que o livro de Hebreus diz que ele vai até a divisão de alma e espírito (Hb 4.12). Você entendeu? Frutificar é sempre possível, basta você plantar. Se não plantar, não poderá esperar por colheita.

Pr Gilvan Barbosa Sobrinho

Está chegando a hora! No dia 29/6 chegará a Teresina a equipe de Missionários Voluntários da IMHOPE. No dia 30/6 completaremos o time com os Missionários Voluntários da PIB em Teresina; ainda pela manhã do mesmo dia teremos nosso encontro de treinamento e culto de comissionamento, à noite. No dia 1/7, às 6h, seguiremos para Alagoinha do Piauí.

Alagoinha fica localizada no semiárido piauiense (sudeste), a 379 km de Teresina. Tem uma população de 7.349 habitantes, com 91% de não evangélicos e 8,2% declarada sem religião. A taxa de analfabetismo, para a população acima de 15 anos, é de 44,87%. A igreja em Alagoinha será a quarta igreja que plantaremos na região. A primeira foi em Pio IX do Piauí (2015), a segunda em Alegrete do Piauí (2017) e a terceira em Francisco Macedo (2018).

Local onde funcionará a igreja

Este prédio, no centro da cidade, será o local de funcionamento da igreja e residência do casal de missionários. Há um grande envolvimento de nossa igreja, de igrejas no Estados Unidos da América e de muitos irmãos que apoiam a obra missionária no sertão. Nossa oração e expectativa é que a igreja em Alagoinha seja uma agência de salvação e transformação dos Alagoinenses.

O Pr Rosilnaldo e sua esposa, Sandra (foto), serão os obreiros da igreja em Alagoinha. Eles trabalham com plantação de igrejas há mais de dez anos e estão deixando a igreja que plantaram em Muaná (PA). Deixarão um local de muitas águas para uma região de extrema falta de água. Pedimos suas orações pela adaptação deles neste contexto tão diferente de onde vivem.

Pr Rosinaldo e Sandra

O Impacto Missionário que realizaremos para a plantação da igreja em Alagoinha incluirá: Trabalho com crianças; curso de inglês; atendimento médico e odontológico; corte de cabelo; aferição da pressão arterial; dosagem de glicose; visitação para apresentação do plano de salvação; palestras nas escolas e cultos públicos.

Unidade Odontomédica da PIB em Teresina

Nossa Unidade Odontomédica estará a serviço da população de Alagoinha durante toda a semana do impacto.

Eu sei mais sobre como fazer igrejas menores crescerem do que as maiores. Eu pastoreei três delas, e apenas a primeiro das três não cresceu – eu estava recém-saído da faculdade, sem treinamento, inexperiente e sem noção do que estava fazendo. As duas seguintes cresceram bem, e embora eu tenha permanecido em cada uma delas apenas uns três anos, uma quase dobrou e a outra quase triplicou em frequência e ministérios.

Ao usar a palavra “crescer”, não quero dizer em números por números. Eu não subscrevo a falácia de que a grandeza é boa e as pequenas igrejas são fracassos. O que quero dizer com “crescer” é alcançar as pessoas com o evangelho de Jesus Cristo. Por exemplo, se você está localizado em uma cidade que está perdendo população e sua igreja consegue manter o mesmo tamanho, você provavelmente está “crescendo” (isto é, alcançando novas pessoas para o Senhor). Além disso, qualquer igreja – grande ou pequena – que não valorize muito a evangelização de não crentes não pode esperar crescer. Mas, inúmeros artigos e livros foram escritos sobre esse assunto. Agora, depois de trabalhar por anos em meio a centenas de pequenas congregações, falo aqui com as sutis barreiras de crescimento que tendem a passar despercebidas ou não abordadas em igrejas estagnadas.

Eu envio essas observações na esperança de plantar alguma semente na imaginação de um pastor ou outro líder, que será usado pelo Senhor para fazer grandes coisas em uma pequena igreja. As “dez razões” que se seguem não estão necessariamente na ordem de importância ou prevalência, e provavelmente há outras razões pelas quais igrejas individuais podem não estar crescendo, simplesmente porque não há duas igrejas iguais. Mas foi assim que me ocorreram e a ordem parece certa.

1. Querer ficar pequena

“Nós gostamos da nossa igreja do jeito que é agora”. Embora essa atitude geralmente não seja dita – pode nem mesmo ser reconhecida por seus portadores – ela é difundida em muitas igrejas. A prova disso é vista em como os líderes e as congregações rejeitam novas ideias e congelam novas pessoas.

O processo de rejeitar os recém-chegados é sutil, nunca tão evidente quanto desprezá-los. Eles serão recebidos, conversados ​​e entregaram um boletim impresso. Mas, eles ainda serão excluídos: “A PGM de Bob está se reunindo esta semana na casa de Tom e Edna. Venha e traga um prato coberto”. “A juventude terá uma bolsa hoje à noite no Eddie Joe’s. Estamos servindo pizza e você não vai querer perder”. A menos que você saiba quem são Bob, Tom, Edna e Eddie Joe e onde moram, você está sem sorte.

Os pastores que querem incluir novatos e novatos devem usar nomes completos do púlpito. Isso permite que os recém-chegados aprendam quem são as pessoas. “Vou pedir a Bob Evans que venha ao púlpito e nos conduza em oração”. “Para aqueles que precisam de instruções para a casa de Eddie Joe Finham para o companheirismo de jovens, ele é o cara com o corte da tripulação vestindo a camisa roxa. Levante sua mão, Eddie Joe. Ele imprimiu instruções para dar a você”.

Ninguém pode prometer que só porque uma igreja quer crescer, vai crescer. No entanto, posso garantir que, se isso não acontecer, não será.

2. Uma rápida rotatividade de pastores

Um pastor aposentado que serviu sua última igreja cerca de 30 anos estava servindo uma pequena congregação ao sul de Nova Orleans. Ele me contou sobre uma descoberta que ele fez: “No domingo à tarde, eu tinha várias horas para matar antes do culto da noite. No escritório da igreja, eu estava lendo a história deles e descobri que em seus quase 50 anos de existência, eles tiveram 22 pastores”. Ele ficou espantado. “Pense nisso. Se eles tivessem cerca de seis meses entre pastores, isso significa que o mandato médio era de menos de dois anos”. Ele ficou quieto por um momento, depois disse: “Eles não tinham pastores. Eles só tinham pregadores”.

Leva pelo menos dois anos para que um pastor se torne algo real para uma igreja – um pastor que é mais do que o nome, alguém que ganhou o direito de liderar a congregação. Com igrejas maiores, o período de tempo é mais de seis anos.

Novamente, ninguém prometerá que manter um pastor por muito tempo garante que a igreja crescerá. Mas posso assegurar-lhes que ter uma sucessão de pastores de curto prazo evitará que ela cresça tão certamente como se você tivesse votado na congregação para rejeitar toda a expansão.

3. Dominação por alguns membros fortes

O processo pelo qual um homem (quase sempre um homem) se torna um “chefe” da igreja é sutil e raramente, ou nunca, o resultado de uma aquisição hostil.

Diga que o pastor de uma igreja pequena parte para outra cidade. A congregação sem pastor olha dentro de seus membros para os líderes se levantarem e “cuidarem das coisas” até que um novo pastor chegue. Assim, dois ou três membros fiéis e maduros (assumimos) são escolhidos. Eles fazem bem o seu trabalho. Se o próximo pastor sair depois de um período extraordinariamente curto por qualquer motivo, a congregação recorre à posição de reserva: eles alistam os serviços desses mesmos dois ou três líderes maduros – e agora experientes -.

É assim que acontece que um deles – ou possivelmente todos – começam a tomar decisões importantes para o corpo e tudo dá certo. Quando o novo pastor chega, eles o avisam que para qualquer coisa que ele precise saber, ele deve chamá-los. O pastor logo vê que esses homens se estabeleceram como uma camada de autoridade entre o homem contratado (o pregador) e a congregação.

Esses “chefes” explicam que estão protegendo a congregação. “Nós não gostamos de perturbá-los com questões como esta.” “Essas coisas são melhor tratadas por apenas alguns”. Tenha pena do jovem pastor idealista que entra naquela igreja sem suspeitar que eles estão à espera para dar direção ao seu ministério”. Ou, como alguém me disse: “Nós pensamos que você gostaria de ter alguma ajuda em pastorear esta igreja”.

Esses chefes da Igreja, que se auto-nomeiam, tendem a frustrar as iniciativas do pastor, bloquear seus empreendimentos ousados ​​e controlar suas tendências para querer que a igreja aja com algo que ele chama de fé! Resultado: a igreja permanece pequena. Nenhuma família normal que vem para a comunidade gostaria de se juntar a essa igreja.

O remédio: A congregação deve ver que as principais posições leigas na igreja são rotativas, que ninguém permanece como presidente de diáconos por trinta anos ou tesoureiro da igreja por uma geração. Os membros da congregação devem sentir-se livres para fazer perguntas respeitosas sobre porque as decisões são tomadas. Os patrões da igreja não podem suportar a luz do dia mostrada em suas atividades (“Eles não entenderiam”), mesmo que eles se convençam de que o que estão fazendo é do interesse da congregação. Leia sobre Diótrefes na pequena epístola de III João. Ele “gosta de ter a preeminência”.

4. Não confiar nos líderes.

Curiosamente, o fenômeno oposto geralmente ocorre com o mesmo resultado. Eu vi esse fenômeno ocorrer em pequenas igrejas (e nunca em grandes) nas reuniões de negócios mensais. Na igreja pequena e determinada a ficar pequena, a discussão gira em torno do motivo pelo qual 35 centavos foram gastos em encaminhamento de chamadas e R$ 2,00 em papel para o escritório. Líderes e pastores estão sempre frustrados porque a congregação não confia a seus cuidados R$ 20,00, quanto mais R$ 200,00.

A igreja determinada a ficar pequena é muito mais preocupada com os reais e centavos na salva de ofertas do que com as almas perdidas na comunidade. Essa igreja nunca daria um passo de fé e faria algo corajoso para alcançar os perdidos e os sem igreja, e se o fizessem, a menos que sua mentalidade mudasse, eles então perseguiriam seus líderes no túmulo exigindo uma contabilidade de cada centavo gasto. Em vez disso, as pequenas igrejas devem eleger bons líderes e – dentro da razão, como mencionado anteriormente – confiar nesses líderes para fazer seu trabalho.

5. Complexo de inferioridade

Eu era um aluno de seminário quando fui chamado para o meu segundo pastorado, em uma igreja que estava presa aos 40 anos de existência. Descobri que pequenas igrejas muitas vezes são frustradas por complexos de inferioridade. “Não podemos fazer nada porque somos pequenos. Não temos muito dinheiro como as grandes igrejas da cidade”. Então, eles estabelecem pequenos objetivos e pedem pouco de seus membros.

Um dia, eu estava visitando a Primeira Igreja Batista de uma comunidade próxima. De maneira alguma seria o que chamaríamos de grande, mas era três ou quatro vezes maior do que a minha igreja. O pastor e eu estávamos conversando sobre algum programa ou outro. Ele me disse: “Meu povo não tentará nada disso. Eles dirão: ‘Não somos grandes como a Primeira Igreja Batista de Nova Orleans'”.

Foi quando me ocorreu: Sentimentos de inferioridade podem ser encontrados em qualquer igreja de qualquer tamanho. Eu não ficaria surpreso se os membros da FBC-New Orleans estivessem se desculpando por sua inação dizendo: “Não somos a Bellevue em Memphis ou a FBC de Dallas”.

O remédio é colocar os olhos em Jesus Cristo e perguntar: “Senhor, o que você quer que façamos?” Pedro disse: “Senhor, que tal João aqui? O que você quer que ele faça?” Nosso Senhor disse – e assim estabeleceu um padrão maravilhoso para todos nós pelo resto do tempo – “O que é você tem com isso? Você me segue!”

Quer que sua igreja alcance pessoas e se expanda e cresça? Tire os olhos do que os outros estão fazendo. Muitos deles, para dizer a verdade, estão diminuindo a uma taxa tão rápida que dificilmente pode ser medida. Você não quer tirar suas sugestões deles. Pergunte ao Senhor: “O que você quer que façamos?” Então faça.

6. Nenhum plano

A pequena igreja típica e estagnada é pequena de outras formas além de números. Eles tendem a ser pequenos em visão, em programas, em divulgação e em quase tudo o mais. Talvez o pior de tudo, eles têm pequenos planos. Ou nenhum plano.

A igreja sem plano – isto é, sem direção específica para o que eles estão tentando fazer e se tornar – se contentará em se arrastar, passando pelos movimentos de “todas as igrejas em todos os lugares”. Eles têm a Escola Dominical e cultos de adoração e algumas atividades. De vez em quando, eles agendarão um jantar de companheirismo ou um renascimento. Mas pergunte à liderança: “Qual é a sua visão para esta igreja?” e você receberá olhares em branco para uma resposta.

Quando Pedro e João foram ameaçados pelas autoridades religiosas que os advertiram para que parassem de pregar Jesus, eles voltaram à congregação para informá-los desse acontecimento. Imediatamente, todos caíram de joelhos e começaram a orar. Observe o coração de sua oração, o que eles pediram: “Agora, Senhor, considere suas ameaças e capacite seus servos para … (o quê? Como eles terminaram é como nós sabemos o plano deles, o foco principal deles para falar a sua palavra com grande ousadia” (Atos 4:29). Quando o Espírito Santo encheu aquela sala, os discípulos “ficaram cheios do Espírito Santo e falaram a palavra de Deus ousadamente” (v. 31). Claramente, isso significa que eles falaram para a comunidade, o mundo ao seu redor e não apenas um para o outro.

Diversos líderes compartilharam comigo porque acham que muitas igrejas pequenas não crescem: “Eles precisam se concentrar nas duas ou três coisas que fazem melhor – não tentar ser tudo para todos”. Algumas igrejas precisam se concentrar no ministério infantil, outras em jovens ou jovens adultos, famílias jovens ou até mesmo os mais velhos. Alguns se concentrarão no ensino, outros no ministério na comunidade, alguns nos ministérios da prisão, e alguns na música ou no trabalho das mulheres ou dos homens. Isso não quer dizer que a igreja deveria fechar todo o resto para fazer uma ou duas coisas. Em vez disso, eles vão querer continuar fazendo o básico, mas lançam suas energias e recursos, suas promoções, orações e planos, para ampliar e aperfeiçoar dois ou três ministérios nos quais eles sentem que o Senhor os chamou exclusivamente.

7. Má saúde

Qualquer pessoa que tenha passado algum tempo em algumas igrejas, pode ver que algumas não são saudáveis. E com isso, não queremos dizer que elas são pequenas porque estão doentes. Você pode ser pequeno e saudável; eis o beija-flor.

Uma igreja doente é mais conhecida pelo que faz do que por uma lista de características e atributos. Uma igreja que administra seus pregadores todos os anos é insalubre. Uma igreja que está constantemente brigando não é saudável. Uma igreja que não pode tomar uma decisão simples como escolher a cor do tapete, adotar o orçamento do próximo ano ou aceitar mudanças em uma ordem de adoração, pode não ser saudável.

Então, o que é uma igreja saudável? Bibliotecas inteiras podem ser preenchidas com livros escritos sobre a igreja saudável, e consultores são abundantes, prontos para ajudar as congregações para esse propósito. Mas Romanos 12 é o projeto de Deus para uma igreja saudável: os versículos 1-2 exigem que cada indivíduo faça um compromisso pessoal com Cristo (“apresente seus corpos como sacrifício vivo”); os versículos 3-8 chamam cada um para encontrar seu local de serviço onde possam usar seus dons espirituais; e o verso 9 até o final do capítulo descreve as relações dentro de uma saudável e amorosa comunhão de crentes.

Mostre-me uma congregação onde os membros estão totalmente comprometidos com Jesus Cristo, cada um está usando (ou aprendendo a usar) os dons espirituais dados por Deus ao serviço do Senhor, e sua comunhão é doce e ativa – e eu lhes mostrarei uma igreja saudável.

8. Companheirismo ruim

Isso se sobrepõe ao último ponto, mas merece um lugar por si só. Pelo meu dinheiro, a melhor coisa que uma igreja tem a oferecer aos indivíduos e famílias da comunidade – além do evangelho salvador em si – é um lugar onde serão amados e acolhidos e farão parte de uma família ativa e saudável. É o que queremos dizer com “companheirismo”.

Existem maneiras de dizer se a comunhão em sua igreja não é saudável: os visitantes são basicamente ignorados, até ressentidos em algumas áreas. Ninguém acompanha os visitantes para que eles saibam que são procurados ou para dar informações sobre a igreja. Não há nenhuma tentativa de levar as pessoas a visitar sua igreja em primeiro lugar. Tudo é ordenado no culto de adoração, mas é a mesma ordem que você usou desde sempre. O canto é sem vida, e qualquer desvio da norma é é rejeitado. Um novo hino ou coro, um tipo diferente de instrumento musical, um testemunho aqui, uma entrevista lá, um pequeno drama ou vídeo – não senhor, não em nossa igreja. Não há risadas, nada espontâneo. O tempo do convite é adicionado, sem vida e sem qualquer resposta – nunca. As orações são obsoletas e cheias de superficialidades.

Quando os profetas do Antigo Testamento conclamaram o povo de Deus a “quebrar o solo em descanso” – Oséias 10:12 e Jeremias 4: 3, eles queriam ver evidências de quebrantamento, disposição para mudar, desejo de dar novos frutos. Pousio é o solo que se tornou improdutivo por várias estações. A crosta dura requer um arado de giro profundo para abri-la e, mesmo assim, o solo pode exigir mais trabalho preparatório antes que seja produtivo.

Uma igreja com companheirismo pobre não está deixando de ter bastante social e jantares. A igreja está falhando na área mais básica do discipulado: um fracasso em amar. Jesus disse: “Todos saberão que são meus discípulos e que vocês se amam” (João 13:35).

O discípulo que está próximo de Cristo ama os irmãos. Como tal, pode-se dizer que uma congregação que não tem amor uns pelos outros está muito distante do Senhor e num estado de apostasia. É uma dedução simples. “Aproxime-se do Senhor e Ele se aproximará de você” (Tiago 4: 8).

9. Um estado de negligência permeia a igreja

Nem sempre, mas muitas vezes, uma igreja moribunda mostra sinais de sua condição de enfraquecimento pelo abandono de seus edifícios e a negligência de sua aparência. As paredes interiores não são pintadas há anos e exibem as impressões digitais coletivas de uma geração de crianças. O carpete é surrado, as teclas do piano grudam, as cadeiras do púlpito precisam ser estofadas e o sinal externo é tão feio que seria uma melhoria se alguém o derrubasse.

Igrejas moribundas não cuidam de seus negócios. Elas deixam os problemas supurar e as divisões não são abordadas. Ouça atentamente e você ouvirá um líder falar aquelas palavras infames: “Essas coisas têm um jeito de se resolver”. E assim eles não fazem nada, e a igreja caminha em direção ao túmulo. Ninguém é salvo, ninguém se junta, pessoas se afastam, a comunidade se torna cada vez menos consciente da existência daquela pequena igreja, e os membros remanescentes reclamam que as pessoas simplesmente não amam o Senhor como costumavam fazer.

10. Nenhuma oração

É tentador fazer uma piada aqui e dizer: “Tais igrejas não têm uma oração”, mas poderiam fazê-lo se quisessem. Quando o Rei Saul estava lamentando as desgraças que lhe haviam surgido como resultado de sua rebelião contra Deus, uma de suas principais queixas foi que Deus não mais ouvia sua oração. “Ele perguntou ao Senhor, mas o Senhor não respondeu …” (I Samuel 28: 6). Lucas nos diz: “Então Jesus disse aos seus discípulos uma parábola para mostrar-lhes que eles deveriam orar sempre e não desistir” (Lucas 18: 1). Orem ou desistam. Essas parecem ser as alternativas.

Quer dar a sua congregação um pequeno teste, pastor? No próximo domingo, chame seu povo para encontrá-lo no altar para um momento de oração. Não os implore ou persuada. Apenas anuncie, então ande até lá, ajoelhe-se e comece a orar. Veja se alguém se junta a você. Observe quem vem e preste muita atenção em quem não vem. Não lhe dirá tudo o que você gostaria de saber sobre sua igreja, mas dirá muito.

Um amigo no Facebook solicitou oração por seu novo ministério. Quando perguntei sobre isso, ele respondeu em particular que, além de pastorear sua igreja, estava trabalhando para a convenção estadual em sua região. Ele disse: “Quase todas as nossas igrejas nesta parte do estado estão morrendo. Temos prédios que foram construídos para centenas, agora com 15 ou 20”. O plano, segundo ele, é fazer com que os sistemas sejam postos de volta para evangelizar essas regiões, à medida que as antigas igrejas morrem. Espero que eles não esperem até que essas igrejas realmente fechem suas portas; uma igreja sem vida pode levar muito tempo para desistir do fantasma.

A melhor solução seria que essas congregações estagnadas e moribundas despertassem e levassem a sério a possibilidade de se tornarem vibrantes novamente. Isso significaria tomar o passo sem precedentes de fazer o que for preciso para restabelecer seu testemunho e presença na comunidade. Infelizmente, em quase todos os casos que conheço pessoalmente, isso não acontece. Os líderes preferem ver a igreja desaparecer da terra do que fazer algo novo ou diferente.

Essa é uma frase tão triste quanto a escrevi há muito tempo.

Oremos: “Pai, gostamos de nossas rotinas e buracos. Perdoe-nos por nos limitar a pedir que você se adapte a nós em vez do contrário. Senhor, nas palavras do velho hino e do Salmo mais antigo,” Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se regozije em ti?” (Salmo 85: 6). Nós pedimos isso por amor de Jesus. 

Fonte: https://www.sermoncentral.com/pastors-preaching-articles/joe-mckeever-10-reasons-small-churches-tend-to-stay-small-722?ref=PreachingArticleDetails

Tradução: Google Translate

Autor: O Dr. Joe McKeever é pregador, cartunista e diretor aposentado de missões da Associação Batista da Grande Nova Orleans. Atualmente, ele gosta de servir como palestrante/púlpito para reavivamentos, conferências de oração, treinamentos diáconos, encontros de liderança e outros eventos da igreja. Visite-o e aproveite suas ideias sobre quase 50 anos de ministério no JoeMcKeever.com .

FELIZ PÁSCOA!

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Quando desejamos “Feliz Páscoa!” a alguém, o que de fato desejamos? O que vai implícito em nosso desejo? O que é de fato uma Páscoa Feliz?

Precisamos lembrar que a Páscoa que comemoramos tem sua origem no Velho Testamento, quando da saída do povo de Israel do Egito, depois de 430 anos de escravidão.

Quando Deus mandou Moisés a Faraó, para que libertasse o povo de Israel, Deus mesmo endureceu o coração de Faraó, para exercer juízo sobre todos os deuses egípcios. Deus mandou sobre a nação 10 pragas. Deus queria que seu povo, e o povo egípcio entendessem que não há outro Deus além de Jeová. A décima praga foi a morte dos primogênitos. O povo de Deus foi orientado a se reunir em famílias, todos prontos para partir. Deveriam, naquela noite, matar um cordeiro sem defeito, e comer sua carne com ervas amargas e pão sem fermento, para lembrar os anos de sofrimento passados na escravidão. O sangue do cordeiro deveria ser passado nos umbrais das portas, para que o anjo da morte não entrasse em suas casas.

Naquela noite o anjo da morte entrou no palácio e na choupana, na mata e no curral. Todos os primogênitos na terra do Egito morreram, com exceção dos filhos do povo de Deus. Por causa do sangue do cordeiro o anjo da morte passou por cima (daí a palavra Páscoa) das casas dos israelitas. Seus filhos foram livres da morte pelo sangue do cordeiro.

Perceba que na Páscoa judaica estão presentes muitos elementos figurativos: o cordeio, o sangue e a mensagem principal a ser recordada na celebração: a libertação da escravidão egípcia.

Páscoa é saída, é liberdade da escravidão, é salvação da morte.

A Páscoa cristã tem os mesmos elementos da Páscoa judaica: o cordeiro, o Cristo imolado na cruz, o sangue e a mensagem a ser recordada: nossa libertação da escravidão do pecado, o Egito que nos dominava.

Por isso a Palavra de Deus diz que “Cristo é a nossa Páscoa” (I Co 5.7). Ele é o cordeiro de Deus oferecido como sacrifício por nossos pecados (Jo 1.29; I Pe 3.18). Por seu sangue saímos do mundo do pecado, fomos libertos da escravidão e salvos da morte eterna (Jo 8.34,36; 11.35; 5.24). O pecado, embora presente em nossas vidas, não nos escraviza mais. Somos livres!

Ninguém pode experimentar a Páscoa se continua escravo do pecado. Se você não consegue ficar um mês sem sua garrafa de vinho, sem a sua cervejinha gelada, sem a sua tragada ou “cheirada”, você é escravo, portanto, não experimentou a Páscoa.

Se você não é casado e não pode viver sem sexo, você é escravo, portanto não foi livre pelo sangue, não tem Páscoa. Se você é casado, mas não vive sem trair, sem enganar, escravo é, Páscoa não tem.

Feliz Páscoa é para quem está liberto, para quem, embora pecador, não vive no pecado, não é escravo. Então meu desejo é que você tenha de fato uma FELIZ PÁSCOA!

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