Um canto para leitura e reflexão

FÉ CIDADÃ

Clamor pelo Brasil

Neemias, o homem usado por Deus para a reconstrução dos muros de Jerusalém é um bom exemplo de uma fé cidadã. Ele trabalhava no Palácio do rei Artaxerxes. Sua situação era confortável. Estava a mil quilômetros distante de Jerusalém. Mesmo assim, quando toma conhecimento do estado de destruição da cidade, ele chora, pranteia e ora por quarenta dias, pedindo a Deus as condições para fazer algo para mudar o quadro de vida de seu povo.

O povo de Jerusalém estava há quase cem anos vivendo no meio de escombros. Para eles a situação era normal. Para Neemias tudo aquilo depunha contra sua fé e o nome de seu Deus. Após chegar à cidade, e pessoalmente fazer o diagnóstico da situação, ele desafia o povo a mudar de atitude, a abraçar a mudança necessária. Era o desafio de levantar um muro de 12 metros de altura, por 7 de largura e um perímetro de cerca de 500 metros. Bastou a palavra do servo de Deus para que o povo recobrasse o ânimo e colocasse “a mão na massa”. Governadores, filhos de governadores, ourives, perfumistas, comerciantes, sacerdotes, não importava a classe ou posição social, todos consideraram a obra de construção uma questão de fé. Aquilo não era algo secular, era uma intervenção de Deus na vida social do povo.

Não podemos fechar os olhos diante do quadro de destruição ética, moral e social em que vive nossa gente. Agir diante deste quadro é uma questão de fé cidadã. Quando leio o Palavra de Deus dizendo que “bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33.12), não encontro uma interpretação neotestamentária para um Estado teocrático, mas vejo nas palavras do salmista um desafio para um Estado, cujos cidadãos sejam servos do Senhor. Uma nação onde servos de Deus ajam com justiça, retidão e acima de tudo vendo-se como ministros de Deus em benefício de salvos e perdidos.

Quando leio meu Senhor dizendo que somos sal e luz deste mundo (Mt 5.13,14), vejo em suas Palavras a verdade que fomos salvos com a finalidade de mudarmos o ambiente, a sociedade em que vivemos, dando-lhe valores cristãos, como também direção para encontrar saídas para seus males. Estes sempre existirão até a vinda de Jesus, pois são consequência de uma humanidade corrompida pelo pecado. O que não pode, nesta sociedade corrompida, é o sal perder o sabor e a luz o seu brilho. O servo de Deus não pode acostumar-se a um mundo sem valores dignos, um mundo de destruição, como o povo de Jerusalém havia se acostumado.

Eu e você somos desafiados a viver uma fé cidadã. “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (II Cr 7.14). A partícula “se” é uma condição de fé em um Deus que ouve, perdoa e sara a terra. Ele muda a realidade da terra, da sociedade, mas isso condicionado a uma fé cidadã, uma fé que espera e busca a mudança.

 Pr Gilvan Barbosa

Caminahda de oração 20

O maior desafio da igreja moderna é alcançar o mundo com o evangelho de Cristo. Esta é a ordem do Senhor (Mt 28.19,20). Estamos longe deste alvo, especialmente quando pensamos em lugarejos, povoados e ilhas espalhadas pelo mundo. Não é uma questão apenas de ter Bíblias traduzidas nos vários idiomas, mas de ter crentes espalhados por todos os lugares.

Quando Neemias terminou a construção dos muros de Jerusalém, sua constatação foi: “a cidade era larga e grande, mas o povo dentro dela era pouco” (Neemias 7.4). Esta é também nossa constatação em relação à obra missionária: as cidades são largas e grandes e são poucos para “habitá-las com o evangelho de Cristo”. O Senhor Jesus fez a mesma observação: “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mt 9.37).

Quando a perseguição chegou à igreja de Jerusalém, “os que foram dispersos iam por toda parte, anunciando a Palavra” (At 8.4). Crentes espalhados pelas cidades e países vizinhos foi a chave do crescimento. A questão da grande comissão não é tanto de espalhar Bíblias, mas de espalhar “os Bíblias”, os crentes. Não é uma questão de levar a mensagem, mas levar mensageiros. Uma família cristã em uma cidade ou povoado é a estratégia de Deus. Quando um salvo chega a uma comunidade, ele faz diferença e causa impacto nas vidas das pessoas.

O evangelho é gente salva, ganhando gente, discipulando gente. Evangelho é gente. Evangelho é gente em movimento; é gente indo, pregando, ensinando, salvando, batizando, discipulando, mas é gente. Muitos crentes não gostam desta ideia, porque preferem contribuir para que alguém vá. Muitos querem o evangelho do conforto: eu fico, você vai; eu mando bíblias, folhetos, materiais…, mas fico… não vou… não me envolvo.

Vejo Neemias preocupado com uma cidade vazia de gente para cuidar. Vejo o Senhor Jesus nos mandando ir e ir a todos os lugares. Não o vejo mandando ficar. Não o vejo mandando enviar a Palavra, mas, sim, o pregador da Palavra. Quando alguém foi e os convidados não quiseram aceitar o convite, ele mandou que voltassem e fossem aos becos e valados para encontrar gente que aceitasse o convite. Gente! Gente que obedece e vai. Gente que é encontrado, e obedece e crê. Gente que acha gente.

O evangelho é você! Quem tem que ser espalhado, levado aos quatro cantos do mundo, é você. “O vento sopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo 3.8). Quem é nascido do Espírito vive para seguir a direção do Espírito. Por isto mesmo Pedro disse que somos peregrinos e forasteiros nesta terra (I Pe 2.11). Não temos direção, nem paradeiro certo, o Espírito é quem nos guia.

Espelhemos crentes pelas cidades, especialmente nos bairros sem igrejas. Espalhemos crentes pelos povoados. Espalhemo-nos para salvar vidas, enquanto é tempo.

 Pr Gilvan Barbosa

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Nos dias da última copa do mundo de futebol lemos e ouvirmos muitas e muitas vezes a expressão “padrão FIFA”. A expressão era uma alusão aos padrões de exigências da FIFA para os estádios de futebol e o aparato para a realização da copa no Brasil.

Sendo hoje o dia dos pais, gostaria de falar-lhes sobre pai padrão bíblia. Se o “padrão FIFA” era uma referência à excelência, o “padrão bíblia” diz de pais que fazem dos valores e princípios bíblicos a referência para a paternidade.

Olhando os dados de referência aos pais no Brasil, percebemos que estamos longe do padrão bíblico. Segundo o UNICEF a cada hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos pais.  O mesmo UNICEF criou um aplicativo denominada “Proteja Brasil”, com o objetivo de facilitar as denúncias de violência contra as crianças no Brasil. Segundo a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, só no primeiro semestre deste ano, foram registradas cinquenta mil denúncias de agressões, uma média de duzentas e setenta e uma por dia, quase onze por hora. Infelizmente a maioria absoluta destas violências ocorrem dentro de casa, por alguém da família.

O que fazer, então, para mudar este quadro caótico, que mancha profundamente a figura da paternidade e da família? Como ser, ou o que é um “pai padrão bíblia”?

Cremos que a única maneira de reverter esta triste situação, e ter um pai padrão bíblia no lar, é colocar a Palavra de Deus dentro de casa, na vida dos que constituem a família. Cremos assim, porque a Palavra de Deus é “divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”, fazendo com que “o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra” (II Tm 3.16,17). E só a Palavra de Deus “é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê” (Rm 1.16).

Vejamos, então, o que é um “pai padrão Bíblia”:

Um pai padrão Bíblia tem a Palavra de Deus como “lâmpada para os seus pés e luz para o seu caminho” (Sl 119.105). Não adianta querer passar ensinos bíblicos à família e aos filhos, se estes ensinos não são vividos e seguidos por você. 

Um pai padrão Bíblia preocupa-se com a vida espiritual de seus filhos e os coloca diante de Deus diariamente (Jó 1.5).

Um pai padrão Bíblia abençoa seus filhos, desejando que a graça e a bênção de Deus os alcance (Hb 11.20,21). 

Um pai padrão Bíblia ensina a Palavra a seus filhos em casa, andando com eles, assentado com eles e mesmo ao deitar e ao levantar (Dt 6.7).

Mas, também, um pai padrão Bíblia saberá perdoar o filho e restituir-lhe ao convívio familiar, quando, por algum motivo, se afastar do caminho ensinado pelo pai (Lc 15.11-24)

Um pai que segue os padrões da Bíblia promoverá a reconciliação entre os filhos, quando estes se desentenderem e brigarem (Lc 15.25-32).

Um pai padrão Bíblia disciplinará seu filho segundo os parâmetros da Palavra de Deus (Ef 6.4). Filho sem disciplina será um homem sem limites.

Um pai padrão Bíblia fará da salvação de seus filhos a prioridade de sua vida, pois entende a vida de Jesus foi dada na cruz com este objetivo. Se Jesus morreu na cruz para salvar seus filhos, haverá algo grande demais para você que é pai realizar para que a salvação deles?

Agora pare um pouco. Leia novamente os oito itens apresentados acima como princípios caracterizadores de um pai padrão Bíblia. Avalie-se. Em uma nota de 0 (zero) a 10 (dez), onde 10 é o valor maior, qual sua nota como pai cristão? Qual sua nota como “pai padrão Bíblia”?

Que neste dia dos pais você faça um compromisso, um alvo de fé, de ser um pai padrão Bíblia!

Pr Gilvan Barbosa

Doi ser brasileiro

Após a massacrante derrota do Brasil, nas semifinais da copa 2014, para a Alemanha por 7×1, o clima no país era de luto. Jogadores e torcedores choravam copiosamente. Vendo tanto choro e tristeza, pensei: dói ser brasileiro. E a dor não é apenas pela desclassificação em uma copa sediada pelo Brasil e tida como conquista certa. Não! A dor de ser brasileiro é por motivos muito mais sérios (não que a copa não seja).

Dói ser brasileiro por ver nossos governantes decidirem sediar uma copa bilionária ao invés de investir em saúde, educação e segurança. Estes itens dizem do futuro da nação, copa teremos uma a cada quatro anos.

Dói saber que nosso país, segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em um ranking da educação em 36 países, ocupa a penúltima posição, à frente somente do México.

É doloroso ser brasileiro e ver nosso país, em uma pesquisa divulgada pela agência de notícias Bloomberg, entre 48 países do mundo, ficar na última posição entre os sistemas de saúde do mundo inteiro.

É pra chorar com os olhos e o bolso ver um estudo realizado com os 30 países do mundo com maior carga tributária, apresentar o Brasil como a 12ª maior carga tributária do mundo, a maior carga tributária do mundo sobre a folha de pagamento e ter o pior desempenho em retorno de serviços públicos à população. Dói ou não dói isto?

Ah! Como dói! E é de chorar duas copas seguidas saber que o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de consumo de material de pedofilia.

Como dói ser brasileiro e viver em um país que ocupa o 94º lugar no índice de 162 países no trabalho escravo.

Completo o meu balde de lágrimas lembrando que, segundo a OCDE o Brasil tem a segunda pior distribuição de renda do mundo.

Já que você chorou pela perda da conquista da copa, chore mais, pois ela custou mais que as três últimas copas juntas. Este gasto exorbitante, e nem sempre empregado com a qualidade que deveria, vai redundar em um aperto econômico ainda maior para nosso povo sofrido.

O que fazer? Continuar chorando? Ficar lamentando tantos desmandos? Como brasileiro cristão tomo uma decisão e lhe convido a segui-la:

1. Vou orar mais pelo Brasil, nossa gente e nossos líderes. A oração possibilita a ação de Deus para a salvação das pessoas, mas também para mudança de proceder das lideranças. E aqui não é uma questão de um líder ser cristão, mas de uma intervenção de Deus para mudanças no rumo da história. É só olhar o Velho Testamento e ver como Deus agiu com reis ímpios para permitir, por exemplo, o retorno de seu povo a Jerusalém, após o cativeiro babilônico. Diz a Palavra: “Como corrente de águas é coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer” (Pv 21.1)

2. Vou pregar mais o evangelho a minha gente. Não há mudança de caráter sem o evangelho. O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo o que crê (Rm, 1.16). É pelo evangelho que Deus faz nascer novos homens em velhos corpos. A corrupção brasileira precisa ser confrontada com o evangelho. Preguemos em tempo e fora de tempo, para que um Brasil novo ressurja das cinzas deste Brasil velho e o nosso choro se transforme em cântico de alegria!

 Pr. Gilvan Barbosa

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Ao longo de minha vida como pastor tenho aprendido que é importante avaliar o ministério da igreja. Assim como os crentes bereanos avaliaram as pregações de Paulo para ver se estavam de acordo com as escritura, precisamos aprender a avaliar as ações da igreja em uma comunidade. E falo de avaliação escrita, não apenas expressão de sentimentos verbais.

Avaliar algo é apreciar seu valor. O dicionário online Michaelis diz que avaliar é “calcular ou determinar o valor, o preço ou o merecimento de. Reconhecer a grandeza, a intensidade, a força de”. Quando, por exemplo, o Senhor concluiu sua criação e disse “eis que era muito bom” (Gn 1.31), estava ali sua apreciação, sal avaliação da obra feita e concluída.

Jesus certa vez disse a seus discípulos que alguém que vai construir uma torre deve primeiro calcular se tem condições de concluí-la, para que a iniciando não a deixe pela metade e sirva de zombaria para os demais. Ele também falou que um rei que vai à guerra com dez mil guerreiros contra outro rei que vem ao seu encontro com vinte mil, precisa avaliar as condições desta batalha, ou então pedir condições de paz ao inimigo (Lc 14.28-32). Nestas duas parábolas Jesus nos dá preciosas lições sobre o processo de avaliação.

Quando avaliamos estamos pensando em nossos recursos, bem como em nossas estratégias. Nosso objetivo não precisa mudar, ele é a razão de nossa organização, mas os recursos para que o objetivo seja alcançado precisam ser avaliados. Igualmente nossas estratégias de ação. Se vamos a uma batalha com dez mil soldados, contra alguém que tem o dobro, só venceremos se nossas estratégias de luta forem surpreendentes. Como igreja, temos o objetivo de adorar a Deus e fazer com que esta adoração alcance os que ainda não são conhecedores do evangelho de Cristo. Este é nosso objetivo primário. Esta é a razão de nossa existência como igreja. Para concretizar este objetivo, necessário se faz avaliar os recursos que temos, bem como as estratégias utilizadas em sua consecução.

Algumas perguntas podem nos ajudar no processo de avaliação. Os recursos que temos – materiais, humanos, financeiros e espirituais – são suficientes para funcionarmos bem como igreja e avançarmos com a proclamação do evangelho? Claro que, quando tratamos de igreja, estamos sempre aquém em termos de recursos. Todavia, é preciso saber a razão e buscar alternativas para que os recursos não faltem e a obra não seja prejudicada. Podemos ainda perguntar: as estratégias que estamos adotando na proclamação do evangelho são bíblicas, estão contextualizadas e são relevantes ao homem moderno? Uma estratégia usada para proclamação do evangelho no século XIX dificilmente será relevante ao homem do século XXI. Uma estratégia pode ser relevante em uma comunidade e completamente inútil em outra. É preciso conhecer o público alvo, a população onde a igreja está inserida, para definirmos as estratégias de ação. O evangelho não muda, o alvo de salvar o homem também não, mas a forma de apresentá-lo a este homem, sim.

Às vezes, o “pedir condições de paz”, é um tempo necessário para refazer as forças, alocar recursos, definir estratégias, para que a batalha seja finalmente vencida. Assim sendo, no processo de avaliação, não estamos avaliando pessoas, mas suas ações e (in)eficiência para dada função. Avaliar não é criticar. A avaliação busca o diagnóstico da situação, as razões desta, e a tomada de providências para que ela seja mudada e adequada ao objetivo principal da instituição (igreja). Pode ser que alguém não seja adequado a uma função, ou simplesmente que necessite de treinamento para exercê-la, como o guerreiro precisa de treinamento para ir à batalha, especialmente se vai combater contra o dobro de inimigos. Treinar liderança adequadamente é fundamental no processo de avaliação.

Avaliar é salutar. Paulo disse que se nós nos avaliássemos a nós mesmos, não haveria necessidade de sermos avaliados pelos outros (I Co 11.31). Todavia, é bom lembrar que avaliação precisa, exata, o Senhor faz de todos nós. Ele passa com o prumo no meio de seu povo para ver a construção que estamos fazendo (Am 7.7,8). Ele nos pesa na balança, e esperamos que não sejamos achados em falta (Dn 5.27). Ele nos perscruta com seus olhos que tudo veem (Ap 5.6).

Que a avaliação que fazemos de nós mesmos seja uma forma de melhorarmos na avaliação do Senhor nosso Deus!

Pr. Gilvan Barbosa

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Por Charles Stone

Feridas. Uma condição deste lado do céu que todos teremos de enfrentar de vez em quando. Pastores não são imunes.

Eu tenho sido ferido, e você provavelmente tenha sido também. Se você está ferido agora por causa do que alguém em sua igreja ou de uma, o que você deve fazer?

Considere estas cinco escolhas críticas que podem ajudá-lo a lidar com sua dor.

1. Reconheça sua resposta comportamental básica quando você é ameaçado

Deus fez os nossos cérebros para agir rapidamente quando nos sentimos ameaçados. Quando nos sentimos diante do perigo ou ameaça nossos neurônios nos permitem responder rapidamente. Apesar de serem rápidos a responder, eles não diferenciam muito bem entre um tigre de verdade na floresta (perigo real quando precisamos correr para não sermos comidos) e um tigre de papel (alguém em sua igreja que disse algo doloroso para você).

Aqui estão as quatro respostas básicas que podemos apresentar diante da dor. Quando nos tornamos conscientes de qual é a nossa reação predominante, podemos então nos tornar mais pró-ativos.

Luta: Nós reagimos, ficamos na defensiva, gritamos, nos recusamos a ceder.

Fuga: Cortamos fisicamente ou emocionalmente a nós mesmos, nos tornamos passivos-agressivos, paramos de falar, desligamos.

Congelar: Não tomamos qualquer posição, ficamos neutros e não fazemos nada quando deveríamos fazer alguma coisa.

Apaziguar: Tentamos manter a paz a qualquer preço, comprometemos nossas convicções, mesmo que a pessoa a continue em seu comportamento prejudicial.

2. Aja com amor

Jesus disse em Lucas 6.27 que devemos amar nossos inimigos. A palavra amor é a palavra ágape, um amor que não se baseia nos méritos da outra pessoa.

Este amor não é algo que acontece com você (ou seja, como alguém que “cai” no amor). Pelo contrário, o amor ágape é uma escolha de nossa vontade à superintendência do Espírito Santo, que nos permite amar o agressor mesmo quando não sentimos isto.

É um “agir como se” tipo de amor.

3. Guarde sua língua

Quando alguém nos machuca, é fácil perder o controle sobre o que dizemos em troca. Jesus diz em Lucas 6.28 que devemos abençoar os que nos maldizem.

Abençoar é o oposto de amaldiçoar. Usamos nossas palavras de maneira que honre a Deus, em vez de sermos vingativos.

4. Deseje o melhor para o seu ofensor

Mais uma vez em Lucas 6, Jesus faz algumas declarações surpreendentes sobre como devemos tratar aqueles que nos feriram: Virar a outra face, abençoá-los, orar por eles.

Quando Jesus faz estas declarações ele não proibiu a autodefesa. Isto também não significa que devemos orar para que o nosso inimigo continue em suas formas prejudiciais. Pelo contrário, Ele está dizendo que quando oramos, oramos para o melhor de Deus para essa pessoa. Muitas vezes a sua maior necessidade é para o verdadeiro arrependimento, para que possam experimentar o perdão de Deus.

John Piper adequadamente explica o que significa orar e desejar o melhor para os nossos ofensores:

“Oração para os seus inimigos é uma das formas mais profundas de amor, porque isso significa que você quer que algo de bom aconteça com eles. Você pode fazer coisas boas para o seu inimigo, sem qualquer desejo genuíno de que as coisas vão bem com eles. Mas, a oração por eles é na presença de Deus, que conhece o seu coração e em oração você está intercedendo a Deus com seu nome. Pode ser para a sua conversão. Pode ser para o seu arrependimento. Pode ser que eles sejam despertados para a inimizade que há em seus corações. Pode ser que eles vão ser parados em sua espiral descendente de pecado, mesmo que leve doença ou calamidade para fazê-lo. Mas a oração que Jesus tem em mente aqui é sempre para o bem deles”.

5. Incline-se para Jesus

Os mandamentos de Jesus em Lucas 6 podem parecer declarações sem sentido. Se você foi profundamente magoado, estas primeiras quatro opções são impossíveis de se realizarem somente por sua força de vontade. É preciso ter força sobrenatural para responder de uma forma piedosa para aqueles que nos magoam profundamente. Quando nos inclinamos para Jesus e respondemos adequadamente a tal mágoa, agimos mais como Deus.

Quando nos inclinamos para Ele, o Espírito Santo nos dará a força que precisamos para não ceder às nossas respostas padrões. Ao contrário, Ele nos dará a sabedoria, resistência e força para responder ao nosso ofensor de forma que honre a Deus.

Fonte: http://www.churchleaders.com/pastors/pastor-articles/174927-charles-stone-wounded-pastors-find-healing.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=clpastors_newsletter&utm_content=6/11/2014+4:02:11+PM. Tradução livre.

 

DANÇA NO CULTO

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Por Rolando de Nassau

(Dedicado à leitora Eneida Soares Ribeiro, do Rio de Janeiro, RJ)

“For you and I are past our dancing days” (Shakespeare)

“Um erro não se torna verdade por muitos o aceitarem,e nem uma verdade se torna erro por poucos a seguirem” (Gandhi)

Algumas passagens da Bíblia referem-se à dança. São comentadas a seguir:

1. Êxodo 15.20 – Se Miriã, irmã de Arão, seguida de mulheres, dançou (dependendo da tradução), deu o exemplo, pois, alguns dias depois, o povo dançou diante do bezerro de ouro feito por Arão. Indignado, Moisés, vendo o bezerro de ouro e as danças, arremessou as tábuas da lei, queimou o ídolo e ordenou aos levitas a matança dos idólatras (Êxodo 32.1-35).

2. Juízes 11.34 – Tendo Jefté vencido os amonitas, sua filha saiu-he ao encontro com danças. Se ela dançou (dependendo da tradução), não foi no culto.

3. I Samuel 18.6, 7 – As mulheres cantaram e dançaram (dependendo da tradução) diante do rei Saul, por ocasião do retorno triunfal de Davi, mas não foi durante um culto.

4. II Samuel 6.14, 15 – O rei Davi levou a Arca para uma tenda em Jerusalém, e dançou acrobaticamente, dando enormes saltos, mas não foi no culto. Entrando a Arca em Jerusalém, Mical, filha de Saul, vendo as cambalhotas do rei Davi, o desprezou, por ter se portado como um simples acrobata (II Samuel 6.16 e I Crônicas 15.29).

5. Salmos 149.3 e 150.4 – O salmista ordena que o povo louve o nome de Deus “com danças”, mas não no templo e durante o culto. A tradução mais adequada ao contexto musical (louvor com canto e música instrumental) seria “com flauta” (Ver Tradução de Almeida – Revista e Corrigida).

6. Lucas 15.25 – Numa parábola, Jesus, contando a estória do filho pródigo, notou que o filho mais velho, ao voltar para casa, ouviu a música de dança, mas não no templo e durante o culto.

Diferentemente da arte musical, cultivada desde os primórdios (Gn 4.21), as artes plásticas (desenho, pintura, escultura) são taxativamente condenadas no Decálogo (Êx 20.4), quanto ao seu uso religioso. A igreja primitiva colocou os cristãos em guarda contra os prazeres mundanos, mas houve quem animasse suas festas com danças, alegando que era “para honrar a Deus”.

Durante a Idade Média, houve a dança ritual no templo. No século 17, começou a desenvolver-se a coreografia. Jean Boiseul, em 1606, confessou-se assustado ante o fato de que se pretendia “introduzir a dança nas igrejas”.

A dança volta a rondar as portas dos templos evangélicos. Como se não bastasse, a profanidade da música instrumental, a sensualidade da dança conspurca a reverência do culto. A coreografia distrai a atenção da congregação. Vendo as evoluções dos que dançam, diminui o interesse da congregação em ouvir a mensagem pastoral. Se o culto se transforma num “show”, torna-se secundária a pregação.

Por que o canto coral e a pregação estão perdendo sua antiga importância? Vivemos na era do espetáculo e do entretenimento.

Até a década de 90, as denominações evangélicas no Brasil conseguiram manter afastadas de seus filiados as artes mundanas. Alguns crentes, não suportando a sã doutrina denominacional, procuraram introduzir a dança em suas igrejas (II Tm 4.3, 4).

Recentemente, lemos reportagem sobre projeto coreográfico que vem sendo desenvolvido desde 2008, com a participação de milhares de pessoas, representando dezenas de igrejas evangélicas.O propósito declarado dos promotores dos eventos é apresentar diferentes modalidades de técnicas coreográficas: balé (forma de dança teatral com uma técnica codificada desde o século 17), dança moderna(dança de concerto), dança contemporânea (praticada depois de 1950),“street dance” (“jazz” dos EUA no princípio do século 20; “hip hop” de New York, em meados desse século; “krumping” de Los Angeles na década de 80). Nada impede que os dançarinos evangélicos sejam influenciados pela “free dance” de Ruth St. Denis (1879-1968), que propôs um estilo de dança religiosa a ser adotado por cristãos e não cristãos.

 O que seriamente nos preocupa é que esses aficionados da dança pretendem apresentá-la nos templos, durante cultos de adoração. A princípio, em salas de espetáculo; depois, nos templos evangélicos! (Ezequiel 8.6). Querem que a arte da adoração fique a serviço da arte da dança!

Fonte: O Jornal Batista de 4/5/2014, p. 3

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