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“COMO SERÁ O FUTURO DO NOSSO PAÍS?”

Caminahda de oração 20

João Alexandre escreveu a música “pra cima Brasil”, onde indaga: “como será o futuro do nosso Brasil?”. Na letra apresenta o quadro de fome e miséria dos menos afortunados e indaga novamente: “onde andará a justiça outrora perdida?”. E acrescenta: “Some a resposta na voz e na vez de quem manda. Homens com tanto poder e nenhum coração. Gente que compra e que vende a moral da nação”. O poeta, no final, apela: “Brasil olha pra cima Existe uma chance de ser novamente feliz. Brasil há uma esperança! Volta teus olhos pra Deus, justo juiz!”.

 

A música de João Alexandre é a expressão de um clamor cada vez mais alto da sociedade brasileira. Vi isto expresso, por exemplo, em uma postagem do Pr Francisco Helder, que disse: “Viver no Brasil não é fácil. A impunidade triunfa e a impressão que temos é a de que a lei sempre penaliza a decência e o mais fraco ao passo em que premia e blinda o perverso e o corrupto. O nível de credibilidade da legislação e da justiça brasileira despenca a cada dia”.

 

Como João Alexandre, pergunto: como será o futuro de nosso Brasil? Posso, com segurança absoluta, responder: se não houver mudança, vamos experimentar o juízo de Deus. A Palavra de Deus é clara, cristalina: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que põem as trevas por luz, e a luz por trevas, e o amargo por doce, e o doce por amargo! Ai dos que justificam o ímpio por peitas, e ao inocente lhe tiram o seu direito! Pelo que, como a língua de fogo consome o restolho, e a palha se desfaz na chama assim a raiz deles será como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porque rejeitaram a lei do Senhor dos exércitos, e desprezaram a palavra do santo de Israel, por isso se acendeu a ira do Senhor contra o seu povo, e o Senhor estendeu a sua mão contra ele, e o feriu; e as montanhas tremeram, e os seus cadáveres eram como lixo no meio das ruas” (Is 5.20,23,24,25). Isto ocorreu com Israel no passado e ocorrerá com o Brasil, se as autoridades que dirigem este país não se arrependerem e mudarem seus caminhos. Deus não é brasileiro, pode ter certeza, e nem dá jeitinho nas situações. O JUÍZO VIRÁ!

 

O que fazer para evitar o juízo de Deus e ver montanhas tremerem e cadáveres como lixo nas ruas? A primeira coisa já foi dita: as autoridades precisam arrepender-se e mudar de atitude. Como as autoridades ninivitas, impactadas pela mensagem de juízo proferida por Jonas, se vestiram de saco, sentaram na cinza, fizeram jejum, clamaram a Deus por misericórdia, e se converteram de seus maus caminhos (Jn 2.5-10), as autoridades brasileiras precisam fazer o mesmo. O Senhor diz: “Lavai-vos, purificai-vos; tirai de diante dos meus olhos a maldade dos vossos atos; cessai de fazer o mal; aprendei a fazer o bem; buscai a justiça, acabai com a opressão, fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva” (Is 1.16,17).

 

Em segundo lugar a igreja precisa cumprir seu papel determinado por Deus. A igreja foi fundada por Cristo para atuar neste mundo como sal e luz, e agir como voz profética contra os desmandos e as injustiças. O que se constata, para tristeza nossa, é que a igreja perdeu o sabor de sal, o brilho da luz, e transformou-se de profeta em sacerdote. Encantada com o poder, e dominada pelo consumismo moderno a igreja segue rumo ao precipício, como o navegante encantado pelo canto da sereia. Assim como os que estão no poder precisam de arrependimento e mudança de atitude, a igreja chamada de Cristo também precisa. Arrependamo-nos e mudemos… enquanto é tempo.

 

Pr Gilvan Barbosa

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