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NOSSOS PRÓDIGOS DE TODO DIA

Pródigo

Eles são ímpares! Nada igual! Embora saídos do mesmo ventre e participantes do mesmo DNA, como diferem! Se um é falante, o outro é silente; se um é extrovertido o outro é introvertido. Às vezes, nos perguntamos como isto é possível. Parece que o criador nos desafia a provarmos que de fato somos apenas “um pouco menor que Ele mesmo”, ao nos responsabilizar por estes diferentes. Não é à toa que o dito popular preconiza: “criar filhos não é brincadeira”.

No lidar com estas diferenças, quase sempre nossa atenção e energias são focadas nos que falam, gritam e desafiam: “estou cansado desta casa, quero ir para longe; dê-me a parte da herança, e me deixe ir embora”. Os que são calados e aparentemente submissos passam por bons e salvos. Os elogios a estes são patentes, até o dia em que seus sentimentos são externados: “que se passa aqui… este teu filho… há quanto tempo te sirvo… nunca me deste um cabrito…”. A máscara de santo e obediente rasgou-se! Se um foi pródigo no lidar com os bens materiais, o outro mais ainda em lidar com seus sentimentos e valores.

O que era perdido, que gritava, reclamava e que pediu o que um dia lhe seria de direito para sair debaixo dos olhos do pai, este, todos já sabiam que era perdido. Mas, aquele que trabalhava lado a lado com o pai, que não levantava a voz, este, foi surpresa revelar-se como perdido. Tristeza geral: dois filhos, apenas dois… os dois perdidos.

Bom foi ver que um arrependeu-se de todas as suas maldades e voltou para debaixo dos olhos do pai. Estava tão humilde e em atitude de obediência, que aceitava ser empregado, desde que estivesse com o pai. Era outra pessoa! Não reivindicava direitos, nem achava que os tinha, manifestava-se por satisfeito com qualquer coisa que o pai lhe desse. O aparentemente salvo… continuou perdido. Preferiu ficar fora de casa. Revelava sentimentos de mágoa, rancor e ingratidão. Não se sentia filho, mais parecia um empregado a reclamar direitos negados. Enquanto um se dava por satisfeito se fosse tratado como empregado, o outro, que todos imaginavam filho exemplar, sentia-se empregado sem remuneração justa.

Como estão seus filhos? Como são seus filhos? Eles estão bem física, emocional e espiritualmente?  Eles são salvos de fato, ou apenas aparentam? Não se dê por satisfeito com as aparências. Busque seus filhos. Se eles estão longe, espere-os dá o passo de volta, e, quando derem, corra a encontrá-los, abrace-os e os beije. Se eles estão em casa, lado a lado com você, fique atento aos sinais de afastamento; e quando ficarem fora de casa, não espere que entrem, vá buscá-los. A salvação de seus filhos está em sua iniciativa de ir ao encontro deles e falar-lhes ao coração.

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

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