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JÁ RENOVOU SEUS VOTOS?

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Ao libertar seu povo do Egito, Deus celebrou um pacto com eles, o pacto do Sinai. Quando Moisés chegou à velhice, prestes a passar a liderança do povo a Josué, reuniu o povo nas campinas de Moabe (Dt 29,30) e o fez renovar os votos de fidelidade a Deus. Igualmente, Josué, vendo sua vida chegar ao fim, reuniu o povo e o levou a renovar seus votos de fidelidade (Js 24). O compromisso foi reafirmado: “ao Senhor nosso Deus serviremos, e obedeceremos à sua voz” (Js 24.24). Renovar nossos votos de fidelidade a Deus é algo necessário e essencial à vida cristã saudável.

Jesus, ao convocar seus seguidores estabeleceu: “tome cada dia a sua cruz” (Lc 9.23). Neste sentido, o ato de seguir a Cristo é pessoal, diário e contínuo. Há a necessidade de renovação de nosso compromisso com Cristo diariamente. Como tem dito um novo convertido em nosso pequeno grupo: “estou me convertendo todo dia”. Seguir a Cristo exige um “examine-se a si mesmo”, um “julgar a nós mesmos”, um “vigiai” constante e um “eis-me aqui” diário.

Quando pensamos no matrimônio, a renovação de votos é a oxigenação do casamento. Muitos casamentos caem na rotina, esfriam, porque os cônjuges não renovam seus votos, não reafirmam o amor e a fidelidade. Maridos precisam olhar suas esposas e dizer-lhes que as amam na mesma intensidade que Cristo amou a igreja. Esposas precisam dizer a seus maridos que seu amor “é forte como a morte” e que as muitas águas não conseguirão apagá-lo. Quando maridos e mulheres fazem da renovação de seus votos um compromisso contínuo, o casamento não é só duradouro, traz segurança aos cônjuges e aos filhos.

Uma vida cristã fria e apática pode ser revigorada pelo sopro do Espírito. Um casamento destruído pode ser reconstruído, se as duas vidas, marido e mulher, se colocarem no altar de Deus, como “um sacrifício vivo, santo e agradável”.

Em um encontro de nosso pequeno grupo, o Matteus Barbosa sabiamente fez a seguinte analogia: “a areia no concreto tem a finalidade de fazer este ser moldável. É a presença da areia que permite que o concreto, por exemplo, tome a forma de uma viga. O casal precisa ser moldável nas mãos de Deus, para que o Senhor o coloque dentro da forma que Ele projetou ser o casamento e a família”.

Há uma promessa magnífica de Deus em Isaías 43.19: “eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo”. Sua vida cristã está fria, apática? Seu casamento está sem graça e sem norte? Renove seus votos ao Senhor e a seu cônjuge. Coloquem-se (marido e mulher) no altar do Senhor. Ele é quem faz novas todas as coisas; até rios no deserto Ele faz brotar. Confie!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

…E FORAM FELIZES PARA SEMPRE!

A expressão “e foram felizes para sempre” ouvida por muitos de nós na infância, ao final dos contos que se nos contavam, está cada vez mais distante da realidade matrimonial. Os casamentos duram cada vez menos. O “para sempre” tornou-se para alguns anos ou até meses. E o “foram felizes” parece uma utopia, um desejo inatingível. Por que será que, mesmo dentro de nossas igrejas, os casamentos duram cada vez menos e os que permanecem por mais tempo parecem uma cruz carregada e não um caminhar de felicidade? Onde ou no que estamos falhando?

Olhando o primeiro casamento realizado por Deus, encontramos algumas respostas. Percebemos primeiramente que a ordem “deixará” foi esquecida ao longo do tempo. A maioria dos que se dá em casamento não está disposta a deixar, a abrir mão. Os que se casam, o fazem querendo continuar como eram antes de se casarem. Esquecem-se que a própria palavra “casar” traz em si o conceito de unir, tornar um. Não dá para unir sem abrir mão, sem largar hábitos. Um casamento só se torna uma união quando os dois estão dispostos a abrir mão, a largar costumes, amizades e vícios.

O fator mais grave na questão da durabilidade e felicidade no casamento está na ausência de Deus. Há uma expressão no contexto do primeiro casamento que diz assim: “então Deus os abençoou”. Sem a bênção de Deus não há felicidade, mas também não há durabilidade no casamento. As pessoas procuram as igrejas para seus casamentos não porque querem a bênção de Deus, mas porque desejam uma cerimônia bonita, o cumprimento de um protocolo social. O contrassenso é que vão à casa de Deus, à presença do que abençoa e saem sem a bênção.

É bom entender que a bênção de Deus em um casamento não é uma questão de ir ao templo e ter um pastor ou sacerdote para dizer que Deus abençoa. Quando você vai ao templo para casar-se não está se dirigindo a um posto de vacinação para tomar uma vacina com validade ad eternum (para todo o sempre). A bênção de Deus consiste em o casal dizer que está ali para que o Senhor tenha a liberdade de guiá-los, de orientá-los, e que eles estão se comprometendo em seguir e obedecer as orientações dadas por Deus em sua Palavra. A bênção de Deus é um caminhar diário com o Senhor. Tem gente querendo felicidade no casamento, mas largou o Senhor logo depois da cerimônia. Há outros que só se lembram do Senhor quando uma crise se abate no casamento. Deus é usado como dipirona: só no momento da dor.

O ser feliz para sempre é uma possibilidade. É possível ser feliz e é possível que esta felicidade seja para sempre, “até que a morte os separe”. Para tanto se faz necessário que os dois entendam que são um casal, portanto, estarão dispostos a abrir mão de posições pessoais, de desejos pessoais em função do outro. Mais que isto, os dois terão um compromisso de seguir a direção e as orientações de Deus em sua Palavra. Os dois entendem e praticam a verdade que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que tentam edificá-la”.

Pr Gilvan Barbosa

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