Um canto para leitura e reflexão

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Há muitos motivos para a perda do foco missionário da igreja hodierna, mas o principal é a perda do sentido de ser igreja. Neste mundo pós-moderno, mundo da busca da felicidade, do entretenimento desenfreado, a igreja adaptou-se. Perdeu o sentido de “um grupo em missão” para “um grupo em reunião”. Com isto entramos na igreja da “rede”, que existe virtualmente, como muito da vida moderna. Comunicamo-nos por e-mail, redes sociais, mas não convivemos, não dividimos dores, alegrias e sonhos. Passamos a ser estranhos que dizem se conhecer e que se intitulam de irmãos. Quando Jesus fundou sua igreja, Ele o fez para que ela fosse para a Sua glória e esta glória retratada no exercício de uma missão, e esta iniciada por Ele. Somos um povo em missão, e esta é resgatar das trevas e trazer para a luz, aqueles que Deus amou e ama.

Claro que, no mundo de relativismo que vivemos, os conceitos vão também se perdendo, se relativizando. Assim como o conceito de igreja diluiu-se, também o de missões. Só para ilustrar o que estou tentando dizer: ganhamos uma Van para a obra missionária. Estabelecemos como critério básico de uso deste veículo a regra de que ele servirá a obra missionária. Recebemos o telefonema de um líder de um grupo musical solicitando que lhe cedêssemos a Van para o lançamento do CD do grupo em um estado vizinho ao nosso, e a justificativa para o pedido é que isso era missões. Em nosso conceito isto não é missões, pode ser algo acessório, mas não é missões. É incrível como tanta coisa hoje se denomina “missões” e não tem como foco principal partilhar as Boas-Novas da salvação em Cristo!

Entendo que este foco foi perdido quando perdemos o conceito de igreja e de missões. Com isto passamos a pensar mais em nós mesmos, no grupo que se diz igreja, do que naqueles que não são parte do aprisco do Senhor. A maior parte dos recursos financeiros arrecadados pelas igrejas de Cristo está sendo investida no conforto e bem estar das “ovelhas que estão no aprisco”. Por quê? Porque o conceito de igreja voltou-se para dentro e o de missões perdeu o sentido de ir. Preferimos investir milhões em mega templos, onde se reúnem milhares que não se conhecem, que não sabem por que ou para que estão ali, do que pensar nas ovelhas desgarradas, que vagam como quem não tem pastor (de fato não têm).

A parábola do “bom” samaritano nunca foi tão verdadeira! Estamos mais preocupados em não nos contaminarmos do que em estender a mão. Estender a mão e envolver-se com o outro dá trabalho, implica em parar a agenda e meter a mão no bolso para arcar com despesas não orçadas e que não são minhas, nem da minha família. A igreja virtual ou a mega igreja finge resolver este problema, pois me leva a fingir que contribuo, que me importo, mas de fato não envolve meu coração, nem minha alma. É um “me dou à distância”.

Estas perguntas de “como” sempre passam a ideia de que algo se resolve com tantos passos, como algo simples. Este não é um quadro simples de ser revertido, se é que é possível. Mas, creio que podemos começar uma nova caminhada investindo corretamente naqueles que lideram e hão de liderar as igrejas. Estamos formando mais homens do discurso do que das ruas. Estamos fazendo mais homens de comando do que servos. Lemos e discutimos muito sobre líderes servos, mas na prática eles são raros. Como escreveu Waylon Moore “a igreja é o que é seu pastor”, erramos na formação e multiplicamos o erro na visão do ser igreja. Pastores do discurso erguem igrejas do discurso. Pastores das ruas, dos “becos e valados”, erguerão igrejas das ruas, dos “becos e valados”.

Urge também investir em treinamento de liderança, leigos que saibam cuidar e proclamar. Enquanto elitizamos o evangelho, deixando que seja produto de uma classe intelectualizada, a Reforma buscou fazer “o evangelho do povo”. Leigos pregando, evangelizando, partilhando a salvação é a igreja cumprindo seu papel como projetado pelo Senhor.

Precisamos deixar o foco do Velho Testamento, o templo e o sacerdote, para vivenciarmos o foco do Novo testamento, “Cristo em todos”. Cada crente um ministro, cada lar uma igreja.

Estou como pastor da Primeira Igreja Batista em Teresina há cinco anos. Quando chegamos, a igreja havia saído de uma grande divisão. Precisávamos decidir o rumo, o foco a ser seguido. Com tantas necessidades, esta não era uma decisão fácil. Como eu havia escrito uma carta à igreja, antes de aceitar o convite, dizendo de minha visão pessoal de pastor e de igreja, e esta carta foi votada em assembleia, facilitou a definição de nosso foco. “Ser uma igreja agradecida, vibrante e missionária” foi nossa definição de visão. Em um Estado, à época, com 86 cidades sem a presença Batista, sendo o menos evangélico do Brasil, priorizamos abrir igrejas nas cidades sem a presença Batista. A maioria absoluta destas cidades tem menos de cinco mil habitantes e menos de 5% de evangélicos.

Com a definição do foco, passamos a orar e esperar de Deus a indicação para onde iríamos, pois não definimos a área do Estado para nossa atuação. Só para você ter uma ideia, temos uma congregação no extremo sul do Estado, a 703 km de Teresina, e outra a 284 km, no norte do Estado. A última congregação que abrimos, esta a 284 quilômetros de Teresina, foi iniciada em parceria com uma igreja do Maranhão, em setembro do ano passado. Iniciamos aquela congregação, porque recebemos o telefonema da liderança da igreja dizendo que eles tinham uma obreira em formação, que precisava da experiência prática de liderar um trabalho, e eles estavam dispostos a pagar o aluguel de uma casa para início de uma congregação. Perguntaram se aceitávamos cuidar da congregação. Respondemos que sim, desde que fosse dentro do perfil que temos seguido: uma cidade sem a presença Batista. Eles aceitaram. Passamos o desafio a um missionário nosso, que dirige uma congregação naquela região, a 93 Km da cidade alvo. Tudo acertado, alugamos a casa onde a obreira residiria e funcionaria a congregação, marcamos a data de início, levamos uma equipe para um impacto… ali está a congregação com três membros (estes foram ganhos e batizados) e cerca de quinze congregados.

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Cada congregação iniciada tem uma história da ação de Deus. Não estamos indo a uma cidade por causa de crentes de outras igrejas ou porque alguém de nossa igreja mudou-se e não queremos perdê-lo para a igreja da cidade. Estamos indo às cidades sem a presença batista para ganhar pessoas que estão sem Cristo. O plano é simples: oramos, esperamos Deus indicar uma cidade, alugamos uma casa, enviamos uma família para morar na casa, que também se torna o templo (com placa e tudo), apoiamos com ações de impacto, treinamentos e material. Nestes cinco anos foram quinze congregações iniciadas. Também elas não são somente nossas, são da Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Piauiense, da Convenção Meio Norte do Brasil, da PIB de Vitória, da SIB do Plano Piloto, da Igreja Batista Emanuel, da PIB em Castelo do Piauí, da PIB de Campo Maior (PI), da Igreja Batista Jardim das Oliveiras (DF), da PIB de Gilbués (PI), da Igreja Batista Memorial de Timon (Ma), da Missão Internacional da Esperança (IMHOPE) e de muitos irmãos que contribuem para o sustento desta obra. Há congregações em que alguns batizados são membros de nossa igreja, e outros da igreja parceira.

Deus tem nos abençoado grandemente! Nunca deixamos de entregar o Plano Cooperativo e nunca deixamos de levantar as ofertas missionárias da denominação. Não fazemos isto porque temos dinheiro. Uma igreja com uma média de dízimos de quarenta mil reais não pode fazer missões confiada em recursos financeiros. Priorizamos a obra missionária porque entendemos que é a ordem de Deus para Sua igreja.

Nestes últimos cinco anos construímos 4 templos, reformamos outros dois, compramos 6 terrenos, ganhamos uma Van, mandamos fabricar um consultório dentário sobre rodas (um trailer odontológico), ganhamos 3 motos, estamos reformando o templo da sede e o centro de retiros da igreja. Iniciamos um projeto social e missionário para alcançar as crianças de 4 a 14 anos, a chamada janela 4/14. Hoje atendemos mais de 100 crianças em três de nossas congregações. Nosso alvo é implantar o projeto em todas as nossas congregações. Temos uma equipe de 9 missionários cuidando de 14 congregações, das quais 10 são no interior. Isto significa que algumas congregações já estão se multiplicando, abrindo outras congregações.

O que conselho que dou, dou a mim mesmo:

Não espere recursos para abrir igrejas.

Procure e espere uma determinação de Deus. Obedeça!

Viva a experiência de uma igreja de ministros de Deus que estão envolvidos em uma grande missão, e ministros envolvidos em uma grande missão não têm tempo para os negócios desta vida, apenas procuram agradar àquele que os arregimentou para a missão.

Saia para ganhar almas e compartilhe com a igreja e experiência.

Deixe os novos convertidos compartilharem com a igreja a experiência da salvação em Cristo.

Não tenha medo de avançar. Aquele que deixou toda a glória no céu e desceu à terra em uma missão de resgate não lhe deixará sem recursos e direção.

Quando estiver no conforto de seu templo, estudando ou pregando a Palavra, pense naqueles que não possuem templo, largados, como ovelhas errantes sem pastor, sem Bíblia, sem esperança, escravos do pecado e com destino à perdição eterna. É justo que se destinem à perdição sem ao menos serem avisados? Todo ser humano tem o direito de ouvir o evangelho. E, se Deus deixou toda a sua glória no céu, e experimentou todo tipo de sofrimento para salvar estas vidas, não há sofrimento grande demais para mim ou para você no cumprimento desta missão.

Pr Gilvan Barbosa

Fonte: Depoimento publicado na Revista “A Pátria para Cristo”, no. 264, p. 30-32

 

 

 

 

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No dia 26 de abril de 2011 o mundo lembrou os vinte e cinco anos do maior acidente nuclear da história da humanidade: a explosão do reator da usina nuclear de Chernobyl. Em uma entrevista à rádio Jovem Pan o físico brasileiro José Goldemberg disse: “ninguém sabia o que fazer, pois era lidar com um inimigo invisível”. Segundo estimativas da ONU 4.000 pessoas morreram após a tragédia, mas a Comissão Nacional para Proteção contra Radiação da Ucrânia aponta o número de 500.000 mortos.

Ao ouvir a entrevista, fiquei pensando nas palavras de Paulo à igreja de Éfeso: “Pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas” (Ef 6.12). Temos um inimigo invisível. Se Chernobyl ceifou 500 mil vidas, nosso inimigo tem levado milhões e milhões. Infelizmente não temos nos apercebido disto. Continuamos frenqüentando os templos como se estivéssemos lidando com algo concreto, visível, humano. Achamos que nossos planejamentos estratégicos, nossas programações resolverão o problema. Paulo nos diz que isto é engano, e recomenda que usemos as armas, as ferramentas certas: “Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar” (Ef 6.13). Entre as peças desta armadura divina o apóstolo menciona a Palavra de Deus (Ef 6.17), a Oração (Ef 6.18) e a fé em Cristo Jesus (Ef 6.16).

Tendo na memória Chernobyl e agora, mais recentemente, Fukushima, no Japão, onde mais vidas foram dizimadas, como disse Goldemberg, pelo inimigo invisível, não posso esquecer as vidas ceifadas, em nossos lares, por aquele que domina “completamente este mundo de escuridão” (Ef 6.12). Se você parar um pouco e olhar sua trajetória cristã, poderá fazer uma longa lista de filhos de crentes que, outrora, viveram em nossos templos vibrando, pregando, louvando, e hoje foram vencidos pelo “inimigo invisível”. Isto não lhe comove? E o que dizer de maridos e esposas que também foram ficando pelo caminho? Já não estão conosco. Deixaram a trincheira da batalha. Foram vencidos. Você pode apresentar várias justificativas e explicações, mas só uma é biblicamente correta: não estamos lutando com as armas divinas. Estamos lutando com nossas próprias forças e armas, que são facilmente vencidas.

Quero convocá-lo a uma intensa campanha de oração pelas famílias da igreja. Queremos colocá-las sob a proteção de Deus, mas também resgatar do domínio do inimigo os filhos, esposos e esposas que foram feridos na batalha. A guerra não terminou, ainda é tempo para salvar os que foram levados. Faça um compromisso de levar toda a sua família aos cultos e à EBD. Empenhe-se conosco nesta batalha.

Pr Gilvan Barbosa

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A Páscoa que comemoramos tem sua origem no Velho Testamento, quando da saída do povo de Israel do Egito, depois de 430 anos de escravidão. Quando Deus mandou Moisés a Faraó, para que libertasse o povo de Israel, Deus mesmo endureceu o coração de Faraó, para exercer juízo sobre todos os deuses egípcios. Deus mandou sobre a nação 10 pragas. Deus queria que seu povo, e o povo egípcio entendessem que não há outro Deus além de Jeová. A décima praga foi a morte dos primogênitos. O povo de Deus foi orientado a se reunir em famílias, todos prontos para partir. Deveriam, naquela noite, matar um cordeiro sem defeito, e comer sua carne com ervas amargas e pão sem fermento, para lembrar os anos de sofrimento passados na escravidão. O sangue do cordeiro deveria ser passado nos umbrais das portas, para que o anjo da morte não entrasse em suas casas.

Naquela noite o anjo da morte entrou no palácio e na choupana, na mata e no curral. Todos os primogênitos na terra do Egito morreram, com exceção dos filhos do povo de Deus. Por causa do sangue do cordeiro o anjo da morte passou por cima (daí a palavra Páscoa) das casas dos israelitas. Seus filhos foram livres da morte pelo sangue do cordeiro.

Páscoa é saída, é liberdade da escravidão, é salvação da morte. Cristo é a nossa Páscoa (I Co 5.7). Por seu sangue saímos do mundo do pecado, fomos libertos da escravidão e salvos da morte eterna (Jo 8.34,36; 11.35; 5.24).

A Páscoa tirou o povo de Israel da escravidão do Egito e o colocou em peregrinação ruma à terra prometida. A Páscoa cristã lembra o sacrifício de Cristo, que tira o homem pecador da escravidão do pecado, e o coloca em peregrinação ruma à terra prometida, o céu, a Nova Jerusalém Celestial. Quando uma pessoa aceita Cristo como Salvador, esta pessoa é liberta da escravidão do pecado, deixa o “Egito” e começa a caminhar rumo à Canaã Celestial. Por isso Pedro diz que somos “peregrinos e forasteiros” (I Pe. 2.11) neste mundo. Nossa pátria não é aqui. Como o povo de Israel, saímos da escravidão e estamos numa caminhada em busca da terra prometida.

O sangue teve de ser aspergido nos umbrais das casas. Se alguém tivesse rejeitado o sangue do cordeiro, seu primogênito teria morrido. Quem creu foi salvo. Quem não creu foi condenado.

João disse que Jesus era o cordeiro de Deus. Filipe disse para o eunuco que vinha lendo Isaías 53, que o Cordeiro era Jesus (At 8.35). Paulo disse para a igreja de Corinto que Cristo é o nosso Cordeiro Pascal (I Co 5.7). Pedro disse que fomos remidos pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo (I Pe 1.18-20). Jesus lhe foi apresentado a João, em sua visão do céu, como o Cordeiro que foi morto, mas está vivo pelos séculos dos séculos (Ap 5.6).

Jesus é o Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo. Não é a vida do Cordeiro que salva. Não é o exemplo do Cordeiro que redime. Não é a presença do Cordeiro na família que livra da morte. O cordeiro tinha que ser morto. É a morte de Cristo que nos traz a salvação. Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados (Hb. 9.22). Ninguém é salvo pelos ensinos de Jesus, mas sim, por seu sangue. É a morte de Cristo que nos traz salvação. Quem crê será salvo, quem não crê já está condenado (Jo 3.18,36)

Pr Gilvan Barbosa

Deus

 

Algumas pessoas conseguem viver uma vida cristã tão autêntica que seus nomes associam-se ao nome de Deus. A comunidade olha a pessoa e a chama de “crente”, de “irmão”, porque suas ações indicam um compromisso firme com o Senhor. São pessoas que se tornam referência de fé e integridade cristãs. Isaque, lá no Velho Testamento, é uma destas pessoas. Após a vida de Isaque Deus passou a apresentar-se como “o Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. Isaque teve seu nome no nome de Deus para as gerações futuras.

O que fez de Isaque esta pessoa especial a ponto de Deus se fazer conhecido pelo nome daquele patriarca?

O nome de Isaque, a princípio, foi uma referência negativa. Sua mãe e seu pai duvidaram de seu nascimento, por conta da idade dos dois e de Sara ser estéril. Isaque, que significa “riso” era uma lembrança da falta de fé em Deus por parte de seus pais. No entanto, Isaque não deixou que este sentido pejorativo de seu nome lhe determinasse um futuro de derrotas. Com o passar dos anos, o “riso” que era de falta de fé, passou a significar riso de alegria e gratidão ao Deus que lhe havia gerado milagrosamente.

Mas, também, Isaque descobriu que os planos de Deus em nossas vidas não são limitados por nossas fraquezas, mas são mantidos por nossa fé. Isaque mentiu fazendo sua esposa, Rebeca, passar-se por sua irmã quando foi morar em Gerar. Ele teve predileção pelos filhos, como o pai. Todavia, Isaque se guiou pela fé na promessa de Deus. Por isso a Bíblia diz: “Pela fé Isaque abençoou Jacó e a Esaú, no tocante às coisas futuras” (Hb 11.20). Os propósitos de Deus estão acima de nossos defeitos e fraquezas.

A marca do nome de Isaque veio também em consequência de sua determinação em cumprir os propósitos de Deus. Isaque não era daqueles que desistem da caminhada. No capítulo 26 de Gênesis há um bom exemplo de sua determinação. Ali nos é relatado que Isaque, peregrinando na terra dos filisteus, cavou poços, mas os filisteus reclamaram os poços para si. Isaque não foi contender em busca de razão, apenas cavou novos poços. Pelo menos cinco vezes no texto é dito que Isaque cavou novos poços. Deus havia lhe indicado um caminho, ele não iria desistir deste por nada.

Olhe sua vida, pense nos projetos, nos propósitos que você fez ao Senhor ao longo dos anos… veja quantos você largou pelo caminho! Quando você largou algo que abraçou, que disse que era importante em sua vida, você declarou que de fato não era importante.

Deus deseja que seu nome, o meu nome, os nossos nomes sejam parte do nome Dele. Ele quer que alguém ouvindo nossos nomes lembre-se e volte-se para Ele. Meu nome, seu nome no nome de Deus. Como? Não se deixe derrotar por algo negativo, viva os propósitos de Deus por fé, apesar de suas fraquezas e falhas, e… SEJA DETERMINADO EM SEGUIR O SENHOR.

Pr Gilvan Barbosa

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Como vai o seu viver diante de Deus? Você pode dizer com tranquilidade que tem Dele a aprovação? Hoje quero chamar sua atenção para o perigo de perdermos a aprovação de Deus. Há muita gente enganada, achando que Deus vai aprovar sua vida e suas ações pelo fato de terem cumprido ritos religiosos: frequentado a igreja, lido a Bíblia, sido batizado ou ofertado para a igreja. A história bíblica está repleta de exemplos de pessoas que foram aprovadas por Deus, mas que, por conta de seus desvios, Deus lhes retirou a aprovação. Diria que Deus lhes tirou a unção, a bênção.

Um destes, citado nas páginas das escrituras sagradas, foi Sansão. Sansão nasceu de forma milagrosa, através de uma promessa de Deus. Ele cresceu, “e o Senhor o abençoou, e o Espírito de Deus começou a agir nele” (Jz 13.24,25). Mas, Sansão era de um caráter fútil e envolveu-se com mulheres e a prostituição. O resultado deste estilo de vida foi o Senhor lhe retirar a aprovação (Jz 16.20). O homem que nasceu para liderar o povo de Deus, e livrá-lo dos filisteus, morreu cego, soterrado em um templo pagão.

Outro que perdeu a aprovação foi Eli. Eli liderou o povo de Israel por quarenta anos. Eli sabia dos pecados de seus filhos, mas não os disciplinava, apenas os reprendia verbalmente: “— Por que é que vocês estão fazendo essas coisas? Todos me falam do mal que vocês estão praticando. Parem com isso, meus filhos!” (I Sm 2.23,24). Como o sacerdote não disciplinou seus filhos, não os afastou do ofício sacerdotal, Deus mesmo decidiu discipliná-los. “Eu, o Senhor, o Deus de Israel, prometi no passado que a sua família e os seus descendentes me serviriam para sempre como sacerdotes. Mas agora eu digo que isso não vai continuar. Pois respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam. Olhe! Está chegando o tempo em que eu matarei todos os moços da sua família e da família do seu pai para que nenhum homem da sua família chegue a ficar velho. Hofni e Finéias, os seus dois filhos, morrerão no mesmo dia, e isso será uma prova para você de que o que eu disse é verdade”  (I Sm 2.30-31,34). Em uma batalha com os filisteus, os dois filhos de Eli foram mortos, e morreram também trinta mil israelitas, e os filisteus levaram a arca da aliança. O velho sacerdote, ao ouvir a notícia de que os filisteus haviam levado a arca, que Deus estava cumprindo a reprovação que havia prometido à sua descendência, caiu, quebrou o pescoço e morreu. Deus reprovou o sacerdote Eli.

As páginas das Escrituras estão repletas de exemplos de homens a quem Deus inicialmente aprovou, mas depois reprovou, porque suas vidas contradiziam a fidelidade do início. Foram homens que começaram bem, mas terminaram mal. Lembra de Saul? Salomão? Pois é, estes entram na lista dos aprovados no começo, mas reprovados no final. E você, como se encaixa neste quadro? “E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com coração perfeito e espírito voluntário; porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra todos os desígnios e pensamentos. Se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre” (I Cr 28.9).

 Pr Gilvan Barbosa

Como é fácil nos desviarmos neste mundo! Ele é cheio de distrações, superficialidades, futilidades, encantamentos e desencantos. Facilmente esquecemos o foco da vida e deixamos de fazer daquilo que é principal a coisa principal. Quantos desvios por banalidades, distrações, entretenimentos e prazeres instantâneos! Quanto tempo perdido por nada!

Em I Samuel 12.21, Samuel adverte o povo: “não vos desvieis; porquanto seguiríeis coisas vãs, que nada aproveitam, e tampouco vos livrarão, porque são vãs”. O que Samuel queria era que o povo permanecesse fiel a Deus e à Sua Palavra, e não se desviasse, envolvendo-se com coisas vãs, coisas sem proveito, que para nada servem e também não o livraria em tempo de juízo. Recomendação semelhante é feita por Josué a este mesmo povo, quando entrou na terra prometida e a possuiu: “Porque se de algum modo vos desviardes, e vos apegardes ao resto destas nações que ainda ficam entre vós, e com elas contrairdes matrimônio, e entrardes a elas, e elas a vós, sabei com certeza que o Senhor vosso Deus não continuará a expulsar estas nações de diante de vós; porém elas vos serão por laço e rede, e açoite às vossas ilhargas, e espinhos aos vossos olhos, até que pereçais desta boa terra que o Senhor vosso Deus vos deu (Js 23.12,13).

Escrevendo ao jovem pastor Timóteo, Paulo recomenda que não se desvie do dom recebido de Deus, dando ouvido a “fábulas profanas” (I Tm 4.6,7). Paulo também diz que uma das características deste mundo secularizado é o desvio da verdade e o envolver-se com fábulas, contos, distrações (II Tm 4.4). É assim que vive o mundo de hoje, desviado da verdade e perdido em distrações, contos e fábulas. As igrejas estão cheias de crentes desviados, longe da verdade, envolvidos com distrações e entretenimento. Até os cultos tornaram-se centro de entretenimento. As pregações tornaram-se contos, histórias, momento de conduzir a plateia a esquecer dos males da vida… uma verdadeira terapia de grupo… em alguns casos, um picadeiro.

É hora de repetirmos uns aos outros, olho no olho, o alerta de Samuel: “não vos desvieis”. E quando falarmos, não esquecer que desviar será sempre de alguém e de algo. O que Satanás deseja é nos distrair, nos envolver com futilidades, de tal modo que esqueçamos “de quem” somos e “para que” somos. O alerta de Josué e Samuel era neste sentido. No Novo Testamento Pedro deixa isto ainda mais patente: “mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pd 2.9).

Duas coisas, das quais você não pode se desviar: do Senhor e da missão que Ele lhe deu. Faça do Senhor seu único Deus, ame-o com todo o seu coração, força, alma e bens. Priorize a obra do Senhor. Sua missão neste mundo é anunciar as grandezas daquele que lhe chamou das trevas e da perdição, para sua maravilhosa luz e salvação. O Senhor e sua obra de salvação, eis as duas prioridades de sua vida. Não se desvie do Senhor! Não se desvie da obra do Senhor!

Pr Gilvan Barbosa

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Desde 2009 que desafiamos nossa igreja e as igrejas batistas em geral para alcançarmos todas as cidades do Estado com a presença de uma congregação. Muito já foi feito, pois reduzimos o número de cidades sem a presença batista, que era de 86 para 42 cidades. Houve um grande despertamento e um voltar do olhar para o interior. Nossa igreja, neste período, plantou 11 congregações no interior. Recebemos o apoio de muitas igrejas, instituições e irmãos individuais. Nossa gratidão se estende à Convenção Batista Piauiense, à Junta de Missões Nacionais, à Primeira Igreja Batista de Vitória (ES), à Segunda Igreja Batista do Plano Pilo (DF), União de Homens da Igreja Batista Jardim das Oliveiras (DF), à Missão Internacional da Esperança (IMHOPE-EUA), PIB de Castelo do Piauí, PIB de Campo Maior, Piauí, Igreja Batista Emanuel, Floriano, Piauí, PIB de Gilbués, Piauí, e a muitos irmãos, entre estes: Pr Sócrates Oliveira de Souza, Airton Rabelo, Airton Vasconcelos, Charize e Jivago, Amanda Feitosa, Marcus Freitas, Ricardo Azevedo Araújo, Marlene Feitosa, Ditimar Britto, e muitos outros. Deus tem movido seus servos, em vários estados e países, para apoiar a obra missionária em nosso estado. Nosso alvo é chegar à última cidade em 10 anos, já se passaram 4, só restam 6.

Isto é possível? Plenamente! Sou motivado por Deus, mas também pelas notícias de outros estados, onde este alvo se tornou realidade. Foi o que li hoje em “O Jornal Batista” sobre o alvo alcançado no Mato Grosso do Sul. A notícia foi publicada na página 9, da edição de 12/1/2014, sob o título “sonho alcançado: batistas estão em todos os municípios de MS”, pelo Departamento de Comunicação da Convenção Batista do Mato Grosso do Sul. Louvo a Deus por esta vitória de nossos irmãos Mato-grossenses e fico na expectativa de nossa comemoração, Leia o artigo:

A Coordenadoria de Missões Estaduais da Convenção Ba­tista Sul-Mato-Grossense realizou no dia 29 de novembro, em conjunto com a PIB em Mundo Novo, o culto de inauguração do tra­balho batista no município de Japorã, o último municí­pio de MS onde ainda não havia trabalho da nossa de­nominação. “Há muitos anos a Con­venção vem sonhando e este sonho passou pelos executi­vos, pelos conselhos que for­maram a CBSM e por último foi sonhado pelos integrantes do Núcleo Gestor”, declara o pastor Paulo José da Silva, da Coordenadoria de Missões Estaduais da CBSM, relatando a importância da implantação do trabalho batista em todos os municípios do estado de Mato Grosso do Sul.

EXPANSÃO

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No início de 2013 os ba­tistas ainda não estavam pre­sentes em três municípios do estado: Caracol, Paraíso das Águas e Japorã. Em fevereiro, a PIB em Bela Vista iniciou os trabalhos em Caracol. Em agosto a PIB em São Gabriel do Oeste começou os traba­lhos em Paraíso das Águas. Faltava, então, apenas a ci­dade de Japorã. Dia 29 de novembro, às 19h30 deu-se início ao trabalho batista na última cidade do estado que ainda não possuía a presença dos batistas de forma oficial.

Com a presença de 58 pes­soas e a representação das seguintes igrejas – PIB em Mundo Novo, IB do Cente­nário em Iguatemi, PIB em Eldorado, PIB em Itaquirai, Memorial em Naviraí; e os pastores: Paulo José da Silva, Elias Carvalho de Aragão, Marcelo Oliveira, Ivaldemar de Moura Gusmão, Jorge Andrey e Marcos Antonio Ardaia, foi dado início às atividades da Missão Batista em Japorã.

“Depois de anos sonhan­do, agora podemos dizer que Mato Grosso do Sul tem a pre­sença dos Batistas em todos os seus municípios”, declara com alegria o pastor Paulo José.

Cledinéia Andrade Garcia, missionária de Missões Esta­duais, já está trabalhando com três famílias em Japorã, sendo que uma delas é um casal batista vindo do Paraguai e que chegou recentemente na­quele município. Deus já está agregando as almas à Missão Batista em Japorã.

Conforme declara o pastor Paulo José da Silva, “o tra­balho não acabou, pois em muitos municípios as igrejas ou missões e, até mesmo pontos de pregações ou cé­lulas, ainda são trabalhos iniciantes sem condições de sobreviverem sozinhas sem o apoio direto das igrejas mães, associações e da Convenção estadual. Por isso precisamos orar, ofertar e nos colocar à disposição para irmos a estes lugares que precisam muito dos Batistas Sul-Mato-Grossenses para continuar a pregação do evangelho”.

O sonho de implantar trabalho batista em todos os municípios do estado de Mato Grosso do Sul já foi concretizado

O campo é vasto e a colhei­ta precisa ser feita. “Estamos muito felizes, pois nossos al­vos têm sido alcançados, mas não nos deslumbramos, pois sabemos que ainda há muito a ser feito em nosso estado. Continuaremos trabalhando e contamos com cada uma das igrejas e missões batistas do Mato Grosso do Sul para levantarmos a bandeira do evangelho através de Mis­sões”, conclui pastor Paulo José da Silva.

 

 

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