Um canto para leitura e reflexão

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Dói ser brasileiro

Doi ser brasileiro

Após a massacrante derrota do Brasil, nas semifinais da copa 2014, para a Alemanha por 7×1, o clima no país era de luto. Jogadores e torcedores choravam copiosamente. Vendo tanto choro e tristeza, pensei: dói ser brasileiro. E a dor não é apenas pela desclassificação em uma copa sediada pelo Brasil e tida como conquista certa. Não! A dor de ser brasileiro é por motivos muito mais sérios (não que a copa não seja).

Dói ser brasileiro por ver nossos governantes decidirem sediar uma copa bilionária ao invés de investir em saúde, educação e segurança. Estes itens dizem do futuro da nação, copa teremos uma a cada quatro anos.

Dói saber que nosso país, segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), em um ranking da educação em 36 países, ocupa a penúltima posição, à frente somente do México.

É doloroso ser brasileiro e ver nosso país, em uma pesquisa divulgada pela agência de notícias Bloomberg, entre 48 países do mundo, ficar na última posição entre os sistemas de saúde do mundo inteiro.

É pra chorar com os olhos e o bolso ver um estudo realizado com os 30 países do mundo com maior carga tributária, apresentar o Brasil como a 12ª maior carga tributária do mundo, a maior carga tributária do mundo sobre a folha de pagamento e ter o pior desempenho em retorno de serviços públicos à população. Dói ou não dói isto?

Ah! Como dói! E é de chorar duas copas seguidas saber que o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking mundial de consumo de material de pedofilia.

Como dói ser brasileiro e viver em um país que ocupa o 94º lugar no índice de 162 países no trabalho escravo.

Completo o meu balde de lágrimas lembrando que, segundo a OCDE o Brasil tem a segunda pior distribuição de renda do mundo.

Já que você chorou pela perda da conquista da copa, chore mais, pois ela custou mais que as três últimas copas juntas. Este gasto exorbitante, e nem sempre empregado com a qualidade que deveria, vai redundar em um aperto econômico ainda maior para nosso povo sofrido.

O que fazer? Continuar chorando? Ficar lamentando tantos desmandos? Como brasileiro cristão tomo uma decisão e lhe convido a segui-la:

1. Vou orar mais pelo Brasil, nossa gente e nossos líderes. A oração possibilita a ação de Deus para a salvação das pessoas, mas também para mudança de proceder das lideranças. E aqui não é uma questão de um líder ser cristão, mas de uma intervenção de Deus para mudanças no rumo da história. É só olhar o Velho Testamento e ver como Deus agiu com reis ímpios para permitir, por exemplo, o retorno de seu povo a Jerusalém, após o cativeiro babilônico. Diz a Palavra: “Como corrente de águas é coração do rei na mão do Senhor; ele o inclina para onde quer” (Pv 21.1)

2. Vou pregar mais o evangelho a minha gente. Não há mudança de caráter sem o evangelho. O evangelho é o poder de Deus para salvação de todo o que crê (Rm, 1.16). É pelo evangelho que Deus faz nascer novos homens em velhos corpos. A corrupção brasileira precisa ser confrontada com o evangelho. Preguemos em tempo e fora de tempo, para que um Brasil novo ressurja das cinzas deste Brasil velho e o nosso choro se transforme em cântico de alegria!

 Pr. Gilvan Barbosa

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Avaliação, para quê?

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Ao longo de minha vida como pastor tenho aprendido que é importante avaliar o ministério da igreja. Assim como os crentes bereanos avaliaram as pregações de Paulo para ver se estavam de acordo com as escritura, precisamos aprender a avaliar as ações da igreja em uma comunidade. E falo de avaliação escrita, não apenas expressão de sentimentos verbais.

Avaliar algo é apreciar seu valor. O dicionário online Michaelis diz que avaliar é “calcular ou determinar o valor, o preço ou o merecimento de. Reconhecer a grandeza, a intensidade, a força de”. Quando, por exemplo, o Senhor concluiu sua criação e disse “eis que era muito bom” (Gn 1.31), estava ali sua apreciação, sal avaliação da obra feita e concluída.

Jesus certa vez disse a seus discípulos que alguém que vai construir uma torre deve primeiro calcular se tem condições de concluí-la, para que a iniciando não a deixe pela metade e sirva de zombaria para os demais. Ele também falou que um rei que vai à guerra com dez mil guerreiros contra outro rei que vem ao seu encontro com vinte mil, precisa avaliar as condições desta batalha, ou então pedir condições de paz ao inimigo (Lc 14.28-32). Nestas duas parábolas Jesus nos dá preciosas lições sobre o processo de avaliação.

Quando avaliamos estamos pensando em nossos recursos, bem como em nossas estratégias. Nosso objetivo não precisa mudar, ele é a razão de nossa organização, mas os recursos para que o objetivo seja alcançado precisam ser avaliados. Igualmente nossas estratégias de ação. Se vamos a uma batalha com dez mil soldados, contra alguém que tem o dobro, só venceremos se nossas estratégias de luta forem surpreendentes. Como igreja, temos o objetivo de adorar a Deus e fazer com que esta adoração alcance os que ainda não são conhecedores do evangelho de Cristo. Este é nosso objetivo primário. Esta é a razão de nossa existência como igreja. Para concretizar este objetivo, necessário se faz avaliar os recursos que temos, bem como as estratégias utilizadas em sua consecução.

Algumas perguntas podem nos ajudar no processo de avaliação. Os recursos que temos – materiais, humanos, financeiros e espirituais – são suficientes para funcionarmos bem como igreja e avançarmos com a proclamação do evangelho? Claro que, quando tratamos de igreja, estamos sempre aquém em termos de recursos. Todavia, é preciso saber a razão e buscar alternativas para que os recursos não faltem e a obra não seja prejudicada. Podemos ainda perguntar: as estratégias que estamos adotando na proclamação do evangelho são bíblicas, estão contextualizadas e são relevantes ao homem moderno? Uma estratégia usada para proclamação do evangelho no século XIX dificilmente será relevante ao homem do século XXI. Uma estratégia pode ser relevante em uma comunidade e completamente inútil em outra. É preciso conhecer o público alvo, a população onde a igreja está inserida, para definirmos as estratégias de ação. O evangelho não muda, o alvo de salvar o homem também não, mas a forma de apresentá-lo a este homem, sim.

Às vezes, o “pedir condições de paz”, é um tempo necessário para refazer as forças, alocar recursos, definir estratégias, para que a batalha seja finalmente vencida. Assim sendo, no processo de avaliação, não estamos avaliando pessoas, mas suas ações e (in)eficiência para dada função. Avaliar não é criticar. A avaliação busca o diagnóstico da situação, as razões desta, e a tomada de providências para que ela seja mudada e adequada ao objetivo principal da instituição (igreja). Pode ser que alguém não seja adequado a uma função, ou simplesmente que necessite de treinamento para exercê-la, como o guerreiro precisa de treinamento para ir à batalha, especialmente se vai combater contra o dobro de inimigos. Treinar liderança adequadamente é fundamental no processo de avaliação.

Avaliar é salutar. Paulo disse que se nós nos avaliássemos a nós mesmos, não haveria necessidade de sermos avaliados pelos outros (I Co 11.31). Todavia, é bom lembrar que avaliação precisa, exata, o Senhor faz de todos nós. Ele passa com o prumo no meio de seu povo para ver a construção que estamos fazendo (Am 7.7,8). Ele nos pesa na balança, e esperamos que não sejamos achados em falta (Dn 5.27). Ele nos perscruta com seus olhos que tudo veem (Ap 5.6).

Que a avaliação que fazemos de nós mesmos seja uma forma de melhorarmos na avaliação do Senhor nosso Deus!

Pr. Gilvan Barbosa

Como Pastores Feridos podem encontrar a cura

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Por Charles Stone

Feridas. Uma condição deste lado do céu que todos teremos de enfrentar de vez em quando. Pastores não são imunes.

Eu tenho sido ferido, e você provavelmente tenha sido também. Se você está ferido agora por causa do que alguém em sua igreja ou de uma, o que você deve fazer?

Considere estas cinco escolhas críticas que podem ajudá-lo a lidar com sua dor.

1. Reconheça sua resposta comportamental básica quando você é ameaçado

Deus fez os nossos cérebros para agir rapidamente quando nos sentimos ameaçados. Quando nos sentimos diante do perigo ou ameaça nossos neurônios nos permitem responder rapidamente. Apesar de serem rápidos a responder, eles não diferenciam muito bem entre um tigre de verdade na floresta (perigo real quando precisamos correr para não sermos comidos) e um tigre de papel (alguém em sua igreja que disse algo doloroso para você).

Aqui estão as quatro respostas básicas que podemos apresentar diante da dor. Quando nos tornamos conscientes de qual é a nossa reação predominante, podemos então nos tornar mais pró-ativos.

Luta: Nós reagimos, ficamos na defensiva, gritamos, nos recusamos a ceder.

Fuga: Cortamos fisicamente ou emocionalmente a nós mesmos, nos tornamos passivos-agressivos, paramos de falar, desligamos.

Congelar: Não tomamos qualquer posição, ficamos neutros e não fazemos nada quando deveríamos fazer alguma coisa.

Apaziguar: Tentamos manter a paz a qualquer preço, comprometemos nossas convicções, mesmo que a pessoa a continue em seu comportamento prejudicial.

2. Aja com amor

Jesus disse em Lucas 6.27 que devemos amar nossos inimigos. A palavra amor é a palavra ágape, um amor que não se baseia nos méritos da outra pessoa.

Este amor não é algo que acontece com você (ou seja, como alguém que “cai” no amor). Pelo contrário, o amor ágape é uma escolha de nossa vontade à superintendência do Espírito Santo, que nos permite amar o agressor mesmo quando não sentimos isto.

É um “agir como se” tipo de amor.

3. Guarde sua língua

Quando alguém nos machuca, é fácil perder o controle sobre o que dizemos em troca. Jesus diz em Lucas 6.28 que devemos abençoar os que nos maldizem.

Abençoar é o oposto de amaldiçoar. Usamos nossas palavras de maneira que honre a Deus, em vez de sermos vingativos.

4. Deseje o melhor para o seu ofensor

Mais uma vez em Lucas 6, Jesus faz algumas declarações surpreendentes sobre como devemos tratar aqueles que nos feriram: Virar a outra face, abençoá-los, orar por eles.

Quando Jesus faz estas declarações ele não proibiu a autodefesa. Isto também não significa que devemos orar para que o nosso inimigo continue em suas formas prejudiciais. Pelo contrário, Ele está dizendo que quando oramos, oramos para o melhor de Deus para essa pessoa. Muitas vezes a sua maior necessidade é para o verdadeiro arrependimento, para que possam experimentar o perdão de Deus.

John Piper adequadamente explica o que significa orar e desejar o melhor para os nossos ofensores:

“Oração para os seus inimigos é uma das formas mais profundas de amor, porque isso significa que você quer que algo de bom aconteça com eles. Você pode fazer coisas boas para o seu inimigo, sem qualquer desejo genuíno de que as coisas vão bem com eles. Mas, a oração por eles é na presença de Deus, que conhece o seu coração e em oração você está intercedendo a Deus com seu nome. Pode ser para a sua conversão. Pode ser para o seu arrependimento. Pode ser que eles sejam despertados para a inimizade que há em seus corações. Pode ser que eles vão ser parados em sua espiral descendente de pecado, mesmo que leve doença ou calamidade para fazê-lo. Mas a oração que Jesus tem em mente aqui é sempre para o bem deles”.

5. Incline-se para Jesus

Os mandamentos de Jesus em Lucas 6 podem parecer declarações sem sentido. Se você foi profundamente magoado, estas primeiras quatro opções são impossíveis de se realizarem somente por sua força de vontade. É preciso ter força sobrenatural para responder de uma forma piedosa para aqueles que nos magoam profundamente. Quando nos inclinamos para Jesus e respondemos adequadamente a tal mágoa, agimos mais como Deus.

Quando nos inclinamos para Ele, o Espírito Santo nos dará a força que precisamos para não ceder às nossas respostas padrões. Ao contrário, Ele nos dará a sabedoria, resistência e força para responder ao nosso ofensor de forma que honre a Deus.

Fonte: http://www.churchleaders.com/pastors/pastor-articles/174927-charles-stone-wounded-pastors-find-healing.html?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=clpastors_newsletter&utm_content=6/11/2014+4:02:11+PM. Tradução livre.

 

“EU TENHO UM SONHO”

Luther King

 

O mundo ocidental comemorou no último 28 de agosto o cinquentenário do discuros de Martin Luther King, mundialmente conhecido como “Eu tenho um sonho”. Luther King, pastor Batista, liderou 250.000 pessoas na Marcha para Washington, e no Memorial Lincoln proferiu seu mais famoso discurso. Neste eternizou a frase “eu tenho um sonho”. Disse: “Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no Estado de Mississipi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor da opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!”. Luther King foi movido por um sonho.

São os sonhos que movem as pessoas, e são estes mesmos sonhos que mudam a realidade. Os sonhadores morrem, passam, mas seus sonhos se eternizam.

Quando penso na igreja de Cristo reunida em um dado local, penso em pessoas movidas por sonhos que Deus lhes planta nos corações. Neste sentido eu também tenho um sonho.

Sonho com uma igreja que seja gente, não prédio ou coisas. Sendo gente ela priorizará cuidar uns dos outros, antes de cuidar de programas e eventos.

Sonho com uma igreja que tenha como alvo alcançar todas as pessoas, ricas e pobres, negras e brancas, cultas e incultas, sábias e ignorantes. Isto significa trabalhar com todas as classes e tipos de pessoas. Estaremos abertos para receber e amar o governador do Estado e o mendigo da praça, buscando deixar Deus fazer de todos estes um corpo, um povo Dele. Dentro desta igreja todos somos irmãos. Os que vivem à margem da sociedade não ficarão à margem da igreja.

Sonho com uma igreja cuja tarefa principal seja a pregação do evangelho e a edificação dos salvos. Nesta busca, estaremos olhando o bairro onde estamos, as cidades do Estado do Piauí, o Brasil e o mundo.

Sonho com uma igreja onde a pregação do evangelho será a todos os homens e ao homem todo. Buscaremos pregar e viver o evangelho integral, alcançando o espírito, as emoções, a vida social e familiar de cada pessoa. Aonde chegar nossa ação missionária, chegará uma visão de mudança total e completa do homem.

Sonho com uma igreja onde todos os crentes serão ministros de Deus. O pastor será o líder espiritual, mas não ministro de Deus sozinho, todos serão ministros de Deus. Cada membro da igreja estará envolvido no ministério, usando seus dons e profissões. As profissões dos membros desta igreja serão exercidas como ministério de Deus para abençoar e salvar vidas.

Sonho com uma igreja onde buscaremos o crescimento numérico, mas não adotaremos todo e qualquer meio ou programa para que a igreja cresça. Todos os programas da igreja serão exercidos pelo crivo da Palavra de Deus. Não faremos algo só porque uma igreja está fazendo e está dando certo. As práticas de outras igrejas não serão definidoras das nossas.

Sonho com uma igreja que seja cooperadora com a denominação em todos os aspectos possíveis. A cooperação não será medida apenas pelo aspecto financeiro, mas também pela participação e parcerias.

Sonho com uma igreja que busque parcerias com outras igrejas, associações, convenções, empresas e pessoas físicas para que o evangelho de Cristo alcance o Estado do Piauí e o mundo.

Sonho com uma igreja que tenha um culto alegre, vibrante, dinâmico, contextualizado e bíblico. Não cantaremos qualquer cântico, mas aqueles que reforcem o que cremos e exaltem o Senhor. Analisaremos todos os cânticos à luz da Bíblia, a Palavra de Deus.

Sonho com uma igreja que discipline em amor. A igreja é corpo e família de Deus. Como corpo e família precisa de disciplina. Temos que viver diferente do mundo. Mas, ninguém será disciplinado sem antes ser ajudado e apoiado. A exclusão será um recurso último, mas, mesmo este, terá o objetivo de restaurar, conduzir ao arrependimento e mudança de vida.

Sonho com uma igreja onde as questões financeiras serão tratadas como assuntos espirituais, não como simples planejamento financeiro e econômico. Não somos empresa, somos a igreja de Cristo.

Sonho com uma igreja que cuide da família como a base da igreja e da sociedade. Cada casamento feito pelo pastor será precedido de acompanhamento e aconselhamento. A orientação bíblica será o direcionamento para as relações familiares (marido e mulher, pais e filhos, filhos e filhos).

Estou tentando apresentar a Deus uma igreja assim. E você? Vem comigo neste sonho!

 Pr Gilvan Barbosa

P.S. Os tópicos deste texto – “sonho com uma igreja…” – são parte da carta encaminhada à Primeira Igreja Batista em Teresina, no dia 6 de setembro de 2008, quando recebi da mesma o convite para pastoreá-la. A igreja votou esta carta em assembléia e, desde então, caminhamos para tornar este sonho realidade.

PROCRASTINAÇÃO

procrastinar

Procrastinar é adiar as decisões que precisam ser feitas. É o adiamento de uma ação por tempo determinado – geralmente dizemos: “amanhã farei isso” -, ou por tempo indeterminado, ad infinitum.

O escritor Rick Warren diz que a procrastinação tem oito fases: Fase 1: “Desta vez, começarei mais cedo” (Fase esperançosa). Fase 2: “Eu preciso começar logo”  (Fase de pouca tensão). Fase 3: “Eu deveria ter começado mais cedo” (Fase de culpa insidiosa). Fase 4: “Ainda há tempo para fazer isso” (Fase de falsa segurança). Fase 5: “O que há de errado comigo?”  (Fase de início do desespero). Fase 6: “Eu não agüento mais”  (Fase de sofrimento intenso). Fase 7: “Faça acontecer”  (Fase “livre-se disto”). Fase 8: “Da próxima vez, começarei mais cedo” (Fase círculo vicioso).

A procrastinação é a companheira número um do estresse e da baixa estima. Ela traz a sensação de impotência, de incapacidade. Mas, geralmente ela ocorre quando a decisão a tomar mexe com a nossa zona de conforto, vai nos levar a confronto ou a mudança de postura, de hábitos. Muita gente vai para o inferno por causa da procrastinação. São pessoas que conhecem tudo sobre Jesus, sabem que a decisão certa é segui-lo, mas deixam-na para depois, porque entendem que vai mexer com sua zona de conforto, com suas atitudes e hábitos. Por isso a Bíblia nos adverte: “se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 4.7); e “eis aqui e agora o tempo aceitável, eis aqui e agora o dia da salvação” (II Coríntios 6.2). A decisão de entregar a vida a Cristo não pode ser deixada para depois.

Por outro lado, a procrastinação também mata a igreja de Cristo. O reino de Deus e a propagação do evangelho não têm um ritmo mais acelerado porque muitos crentes são procrastinadores: sabem as decisões que Deus deseja para suas vidas, mas adiam, deixam para o amanhã ou para o infinito. Um bom exemplo disso é a fidelidade ao dízimo. Quem é o crente que não sabe que o dízimo é do Senhor, e que a fidelidade neste aspecto tem conseqüências espirituais profundas? No entanto, é só olhar a lista de contribuintes de qualquer igreja evangélica para ver os efeitos da procrastinação. Muitos começam, entregam um mês, dois, depois entram nas fases citadas por Rick Warren: “esse mês entregarei”… “no ano que vem serei fiel todos os meses”… e o círculo se repete. Resultado: crentes frios, sem vibração com Deus e o Seu reino, e sem experiências pessoais com o Senhor. São crentes que não têm o que contar do Senhor em suas vidas. Esse é o tipo de cristão religioso, de banco, de igreja, que não causa diferença em sua vida pessoal, nem na família, nem na sociedade. “Porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3.16).

Não sejamos procrastinadores com o Senhor!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

EM UM BRASIL EM TREVAS, VOTE CERTO

O tema de Missões Nacionais deste ano, “em um Brasil em trevas, seja luz”, não poderia ser mais propício para um ano de eleições. No próximo domingo, 7/10, estaremos, em um ato de pura cidadania democrática, votando nos prefeitos e vereadores de todas as cidades do Brasil. Como luz deste mundo (Mt 5.14) que somos, nosso voto precisa contribuir para que o Brasil saia das trevas. Como podemos fazer isto?

Entenda que o voto é seu, pessoal, intransferível. Seu voto não pode ser fator de negociação ou barganha. Ao votar você estará demonstrando os rumos que deseja que sua cidade siga. Seu candidato pode não ser o vencedor, mas deve ser aquele que você confia que fará de seu município um lugar melhor para todos viverem.

Vote em alguém que tenha princípios e valores que se coadunem com o evangelho de Cristo. Não estou dizendo que você só deve votar em evangélico. Estou dizendo que você precisa conhecer os valores de seu candidato. O que ele pensa sobre a família? Você, como cristão, recomendaria o exemplo de vida familiar de seu candidato? Como são seus negócios? Se ele já é político, seu estilo de vida revela o que ganha ou você percebe um enriquecimento rápido demais? Você considera seu candidato uma pessoa justa? Você entregaria uma causa sua aos cuidados dele? Estas perguntas lhe darão uma orientação sobre os valores e princípios de seu candidato.

Não vote em candidato que usa a posição espiritual que ocupa para conseguir votos. As expressões “curral eleitoral”, “voto de cabresto” estão ligadas ao nosso passado histórico, quando os que detinham o poder da terra obrigavam seus empregados a votar em quem indicavam. Hoje, para vergonha nossa, temos os “currais religiosos”. Homens que ocupam uma posição espiritual diante de um grupo usam o lugar sagrado da pregação da Palavra de Deus, o púlpito, para indicar candidatos ou se autoindicarem como os predestinados para uma função legislativa ou executiva. Os líderes religiosos que pleiteiam eleição deveriam ser éticos o suficiente para se afastarem da função espiritual que ocupam, enquanto transcorre o processo da eleição.

Vote em alguém que tem competência para o exercício do cargo que almeja. O Pr Neemias dos Santos, neste particular, faz a seguinte reflexão: “você precisa sofrer uma cirurgia. Dois médicos são indicados, um cristão, e outro ateu. Sem dúvida, escolhe-se o cristão. Mas você é informado que com o cristão, de cada dez pacientes operados, 9 morrem. E com o ateu, apenas 1. Com qual dos dois você operará?” Entenda que para o exercício de um cargo publico não basta ser crente, é preciso ter competência.

Não vote em alguém que você sabe que compra votos. Alguém que oferece combustível, cimento, tijolo, emprego, etc. para conseguir votos não é digno de confiança. O voto deve ser conseguido por causa de projetos apresentados, de valores defendidos.

Entenda que a opinião política de seu líder espiritual é a opinião de um cidadão, não uma profecia divina a se cumprir. Você deve acatar a palavra de seu pastor (líder) naquilo que ela se coaduna coma Palavra de Deus. Isto implica que você deve conhecer a Palavra de Deus para não embarcar em “profetadas” de espertalhões da religião.

No mais, “quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Co 10.31), inclusive seu voto.

Pr Gilvan Barbosa

ATÉ A ÚLTIMA CIDADE

Na caminhada para plantar uma igreja em cada cidade do estado, demos dois passos fundamentais, nos últimos dias: iniciamos a Congregação em Santa Cruz dos Milagres e compramos o terreno para a construção do templo definitivo da congregação em Caxingó do Piauí.

Como quem olha através de uma mira, não podemos perder o foco: a última cidade.

O evangelista Lucas mostra que este era o foco de Jesus: “andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus” (Lc 8.1). Os termos “cidade” e “aldeia” mostram que Jesus desejava alcançar cada aglomerado humano, por menor que o fosse. O verbo “andava”, neste texto, designa uma maneira lenta e demorada de viajar. Significa que Jesus reservava tempo para deter-se em todos os lugares. Ele não tinha pressa, o que desejava mesmo era evangelizar, anunciar “o evangelho do reino de Deus” (Lc 8.1).

Esta visão de alcançar até a última cidade é mostrada por Jesus em vários momentos de sua vida. O mesmo Lucas, no capítulo 4, versos 42 e 43, diz que as multidões procuravam pelo Senhor, mas Ele não as atendeu; sua resposta foi: “é necessário que também às outras cidades eu anuncie o evangelho do reino de Deus”. Jesus demonstra uma clara determinação de não perder o foco de alcançar todas as cidades, e acrescenta: “porque para isso é que eu fui enviado”.

Quando treinou setenta discípulos, e os enviou de dois em dois a pregar, orientou que fossem a “todas as cidades e lugares (aldeias)” (Lc 10.1). E Ele mesmo, escreve Mateus: “percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando toda sorte de doenças e enfermidades” (Mt 9.35).

Olhando as atitudes do Senhor, acima expostas, constrange-nos saber que 72 cidades do Piauí não têm uma igreja ou congregação batista. É bem verdade que, na maioria destas, existem igrejas denominadas de evangélicas. Todavia o índice de não evangélicos, nestas cidades, ultrapassa a casa dos 90%. Não podemos cruzar os braços, transferindo a responsabilidade que o Senhor nos entregou para outros grupos. Até porque o evangelho que cremos e pregamos é o que temos como bíblico, precisamos, portanto, fazê-lo conhecido de nossa gente.

Algumas lições do exemplo do Senhor podem ser anotadas aqui: 1. Até a última cidade deve ser nosso foco; não devemos nos desviar desta meta; 2. Mesmo que as multidões nos procurem (e elas também precisam da mensagem), não devemos nos deter pela “síndrome dos números”; “é necessário que também anunciemos às cidades e povoados”; 3. Precisamos fazer essa obra sem pressa, gastando tempo para anunciar, pregar e ensinar; não queremos seguidores da igreja, mas discípulos de Cristo. Não se forma discípulo com pressa; 4. Temos que treinar pessoas e enviá-las com o mesmo propósito: “todas as cidades e lugares (aldeias)”; 5. Jesus entendia que havia sido enviado ao mundo para alcançar todas as cidades e povoados. Você também foi enviado por Deus a este mundo com o mesmo propósito. Esta é a razão de sua salvação (I Pe 2.9). Avencemos enquanto é dia!

P.S. Esta mensagem foi escrita para os membros da Primeira Igreja Batista em Teresina, que aceitaram o desafio de plantar uma igreja em cada cidade do Estado do Piauí nos próximos dez anos. Se você, de alguma forma, deseja nos ajudar nesta caminhada; se Deus falou ao seu coração e está lhe movendo neste sentido, entre em contato conosco pelo e-mail pibdeteresina@gmail.com. Só para sua anotação em oração: o Piauí AINDA É (oro e trabalho para que deixe de ser) o Estado menos evangelizado do Brasil, apenas 9,7% de evangélicos.

Pr Gilvan Barbosa

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