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PROCRASTINAÇÃO

procrastinar

Procrastinar é adiar as decisões que precisam ser feitas. É o adiamento de uma ação por tempo determinado – geralmente dizemos: “amanhã farei isso” -, ou por tempo indeterminado, ad infinitum.

O escritor Rick Warren diz que a procrastinação tem oito fases: Fase 1: “Desta vez, começarei mais cedo” (Fase esperançosa). Fase 2: “Eu preciso começar logo”  (Fase de pouca tensão). Fase 3: “Eu deveria ter começado mais cedo” (Fase de culpa insidiosa). Fase 4: “Ainda há tempo para fazer isso” (Fase de falsa segurança). Fase 5: “O que há de errado comigo?”  (Fase de início do desespero). Fase 6: “Eu não agüento mais”  (Fase de sofrimento intenso). Fase 7: “Faça acontecer”  (Fase “livre-se disto”). Fase 8: “Da próxima vez, começarei mais cedo” (Fase círculo vicioso).

A procrastinação é a companheira número um do estresse e da baixa estima. Ela traz a sensação de impotência, de incapacidade. Mas, geralmente ela ocorre quando a decisão a tomar mexe com a nossa zona de conforto, vai nos levar a confronto ou a mudança de postura, de hábitos. Muita gente vai para o inferno por causa da procrastinação. São pessoas que conhecem tudo sobre Jesus, sabem que a decisão certa é segui-lo, mas deixam-na para depois, porque entendem que vai mexer com sua zona de conforto, com suas atitudes e hábitos. Por isso a Bíblia nos adverte: “se hoje ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações” (Hebreus 4.7); e “eis aqui e agora o tempo aceitável, eis aqui e agora o dia da salvação” (II Coríntios 6.2). A decisão de entregar a vida a Cristo não pode ser deixada para depois.

Por outro lado, a procrastinação também mata a igreja de Cristo. O reino de Deus e a propagação do evangelho não têm um ritmo mais acelerado porque muitos crentes são procrastinadores: sabem as decisões que Deus deseja para suas vidas, mas adiam, deixam para o amanhã ou para o infinito. Um bom exemplo disso é a fidelidade ao dízimo. Quem é o crente que não sabe que o dízimo é do Senhor, e que a fidelidade neste aspecto tem conseqüências espirituais profundas? No entanto, é só olhar a lista de contribuintes de qualquer igreja evangélica para ver os efeitos da procrastinação. Muitos começam, entregam um mês, dois, depois entram nas fases citadas por Rick Warren: “esse mês entregarei”… “no ano que vem serei fiel todos os meses”… e o círculo se repete. Resultado: crentes frios, sem vibração com Deus e o Seu reino, e sem experiências pessoais com o Senhor. São crentes que não têm o que contar do Senhor em suas vidas. Esse é o tipo de cristão religioso, de banco, de igreja, que não causa diferença em sua vida pessoal, nem na família, nem na sociedade. “Porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3.16).

Não sejamos procrastinadores com o Senhor!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

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