Um canto para leitura e reflexão

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INVISTA CORRETAMENTE EM SEUS FILHOS

Steve M. Schissel escreveu um interessante artigo sob o título “como mandar seu filho para o inferno” (http://www.kairos.org.br). Neste ele apresenta as possíveis interpretações de Provérbios 22.6 – “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”, – que passo a partilhar com você neste texto.

O provérbio acima é uma promessa ou uma advertência? Segundo o hebraico, a frase “no caminho em que deve andar” não está traduzida de maneira correta. Ela deveria ser “de acordo com seu próprio caminho”. Assim, você tem no capítulo 22, versículo 6, uma predição proverbial de que a criança educada e ensinada, desde o começo, a seguir seu próprio caminho, estará, para todo o sempre, ligada a ele.

O provérbio pode ser visto como uma “promessa” encorajadora de dois modos possíveis. Um, o mais comum, o apresenta ensinando que se você “pai-storear” corretamente seu filho de acordo com o seu chamado da aliança, isto resultará em fidelidade eterna. A outra forma “positiva” de entendê-lo revela um sentido diferente. Salomão, aqui, estaria falando do reconhecimento, de antemão, da propensão vocacional existente em seu filho. Se esta propensão for cultivada, ela resultará numa devoção eterna e frutífera para o ofício escolhido. Como tal, o provérbio pode ser tomado como algum tipo de indução a um aprendizado precoce. Se você observa que seu filho gosta de cavalos, por exemplo, deixe-o, o quanto antes, ser treinado nesta área por um perito. A frase “ensinar” poderia ter então, o sentido de “dedicar” ou mesmo “estimular”. Deixe-o empregar seus dons naturais o quanto antes, e ele os usará naquela área por toda vida.

Mas há um terceiro modo de entender este verso, e esse não como uma promessa, mas como uma advertência. A Palavra pode estar nos ensinando que se você educar a criança de acordo com suas próprias (pecaminosas, naturais) inclinações, você a terá arruinado para a vida.

Assim, este provérbio poderia ser um complemento a muitos outros provérbios que tratam do mesmo assunto. Por exemplo, em 22.15 encontramos: “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” e em 19.18 há a admoestação: “Corrige a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. Dizendo enquanto há esperança, encontramos o autor sugerindo que haverá um tempo quando o treinamento ou a disciplina serão, humanamente falando, vãos, sem esperança, infrutíferos, inúteis. Se você deixá-lo seguir seus instintos corrompidos fora da porteira (conforme 22.6), mais tarde você não o terá de volta ao caminho.

Este último modo de interpretar Pv. 22.6 é o mais recomendado. Primeiro, ele permite a versão literal a fim de transmitir uma mensagem coerente, sem emendas. Segundo, ele é apoiado por instruções e admoestações muito similares quando o mesmo assunto (criação de filhos) é tratado no mesmo livro inspirado. Terceiro, e este é de vital importância ao testar a interpretação apropriada de um provérbio inspirado, é que ele é legítimo no que se refere à vida e a experiência comum. “Há pouca esperança para crianças que são educadas de maneira imprópria. Se a tinta respingou na lã, é muito difícil tirá-la da roupa” diz Jeremiah Burroughs. E muitos são os que têm notado, como fez William Gurnall, que a “Religião cristã não cresce sem que se plante, mas murchará, mesmo onde foi plantada, se não for aguada. Ateísmo, irreligião e profanidade são ervas daninhas que crescerão sem semeadura, mas não morrerão sem que sejam arrancadas”. Deixe uma criança seguir seu próprio caminho quando for jovem e ela crescerá para ser um “jardim” de ervas daninhas.

Acima e abaixo de todas as possíveis interpretações de Provérbios 22.6, está uma pressuposição da maior importância: como os pais lidam com as dificuldades de suas crianças. Aqueles que principiam seus conceitos com a eleição ao invés de com a aliança podem facilmente cair em alguma sorte de fatalismo não bíblico. Mas, pelo fato de Provérbios (para não mencionar o restante das Escrituras) nos falar de diversas consequências provenientes de diferentes ações humanas, somos seguramente levados a crer que o modo pelo qual eu crio meus filhos é realmente um assunto muito importante, que, mais do que um modo de falar, pode muito bem influir na definição de onde eles passarão a eternidade.

Pr Gilvan Barbosa

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JONAS E A TEOLOGIA DA DETERMINAÇÃO

Os púlpitos evangélicos em geral foram invadidos pela teologia da determinação ou reivindicação. O raciocínio é simples e lógico: Deus fez uma promessa, então Ele está obrigado a cumpri-la, afinal Ele não muda. O ensino é que você se apodera da promessa e exige de Deus seu cumprimento. De certa forma Deus está preso à palavra dada. É ou não é lógico este raciocino? É LÓGICO, MAS NÃO É BÍBLICO.

Coincidentemente estou assistindo o Fantástico, da TV Globo. Paulo Silvino, comediante global, está dando uma entrevista. Quando fala do acidente do filho Flávio, revela o mesmo raciocínio da teologia da determinação, embora sem a reivindicação de uma promessa bíblica. Ele diz que, após o acidente, estava em uma praça, olhando o céu estrelado e disse para Deus: – você não vai ter como não o levantar. O Brasil todo está pedindo para você levantar o Flávio.  Se você não atender, vai cair em descrédito; mas, se você atender vai ter um marketing danado pra você. Perceba que o raciocínio dele é o mesmo dos seguidores da determinação.

Gostaria de analisar este raciocínio à luz da experiência de Jonas. Você conhece a história do profeta Jonas. Deus o convoca para pregar contra a grande cidade de Nínive, capital da Assíria. A palavra de Deus dada ao profeta era que em quarenta dias a cidade seria destruída (Jn 1.2;3.1,4). Jonas deveria anunciar esta verdade à cidade, porque sua maldade havia chegado ao céu.  No entanto, Jonas foge da missão. Ele não quer pregar em Nínive. Por quê? A resposta encontra-se nas próprias palavras de Jonas: “Deus viu o que eles fizeram e como abandonaram os seus maus caminhos. Então mudou de idéia e não castigou a cidade como tinha dito que faria. Por causa disso, Jonas ficou com raiva e muito aborrecido. Então orou assim: — Ó Senhor Deus, eu não disse, antes de deixar a minha terra, que era isso mesmo que ias fazer? Foi por isso que fiz tudo para fugir para a Espanha! Eu sabia que és Deus que tem compaixão e misericórdia. Sabia que és sempre paciente e bondoso e que estás sempre pronto a mudar de idéia e não castigar. Agora, ó Senhor, acaba com a minha vida porque para mim é melhor morrer do que viver” (3.10; 4.1-3).

Perceba que Jonas justifica sua fuga da missão por saber que o Senhor é movido por compaixão e misericórdia, “e que está sempre pronto a mudar de idéia”. Jonas diz inclusive que disse isto a Deus antes de fugir de sua terra (3.2). Jonas não determina que Deus cumpra o que lhe prometeu no início da missão. É verdade que ele fica com raiva e deseja mesmo a morte (4.3), mas Deus não se submeteu a seus caprichos ou exigências. Deus é soberano e o será sempre. Ninguém pode manipular o Senhor! Ninguém pode determinar nada ao Senhor!

O cumprimento da promessa de Deus está condicionada ao estilo de vida do que deve receber a promessa. Deus vai mudar o curso de Sua decisão se o envolvido mudar de atitude. Foi assim com Ezequias, lembra? Ezequias estava doente e Deus mandou o profeta Isaías dizer-lhe que morreria (Is 38.1-5). Quando o profeta sai, Ezequias chora e ora a Deus pedindo misericórdia. Deus muda de idéia, manda o profeta voltar e comunicar-lhe que lhe serão dados mais quinze anos de vida. Isaías não determinou, não se revoltou, nem exigiu que Deus cumprisse o que prometera. Ele simplesmente voltou e cumpriu o que Deus estava mandando. Deus é soberano para mudar de idéia.

Israel não era o povo peculiar do Senhor? No entando, deixou de cumprir o prpósito de sua eleição, e Deus o cortou do tronco e enxertou nele nós, os gentios (Rm 11.17-24). E Paulo nos alerta: “porque, se Deus não poupou os ramos naturais, não te poupará a ti” (Rm 11.21). Deus é soberano. Suas promessas são para nos abençoar, mas não como uma determinção natural, como cumprimento a exigências e caprichos de crentes sem compromisso com o Senhor, de crentes que fazem fila em busca das bênçãos do Senhor, mas que nada desejam com o Senhor das bênçãos.

Entenda uma coisa: ninguém encurrala Deus. Ninguém pode exigir algo de Deus. Ninguém pode determinar o que o Senhor deve ou não fazer. Jonas descobriu isso. Deus o encurralou, mas ele nunca poderia fazer o mesmo com o Senhor. Pense nisso!

Pr Gilvan Barbosa

…E FORAM FELIZES PARA SEMPRE!

A expressão “e foram felizes para sempre” ouvida por muitos de nós na infância, ao final dos contos que se nos contavam, está cada vez mais distante da realidade matrimonial. Os casamentos duram cada vez menos. O “para sempre” tornou-se para alguns anos ou até meses. E o “foram felizes” parece uma utopia, um desejo inatingível. Por que será que, mesmo dentro de nossas igrejas, os casamentos duram cada vez menos e os que permanecem por mais tempo parecem uma cruz carregada e não um caminhar de felicidade? Onde ou no que estamos falhando?

Olhando o primeiro casamento realizado por Deus, encontramos algumas respostas. Percebemos primeiramente que a ordem “deixará” foi esquecida ao longo do tempo. A maioria dos que se dá em casamento não está disposta a deixar, a abrir mão. Os que se casam, o fazem querendo continuar como eram antes de se casarem. Esquecem-se que a própria palavra “casar” traz em si o conceito de unir, tornar um. Não dá para unir sem abrir mão, sem largar hábitos. Um casamento só se torna uma união quando os dois estão dispostos a abrir mão, a largar costumes, amizades e vícios.

O fator mais grave na questão da durabilidade e felicidade no casamento está na ausência de Deus. Há uma expressão no contexto do primeiro casamento que diz assim: “então Deus os abençoou”. Sem a bênção de Deus não há felicidade, mas também não há durabilidade no casamento. As pessoas procuram as igrejas para seus casamentos não porque querem a bênção de Deus, mas porque desejam uma cerimônia bonita, o cumprimento de um protocolo social. O contrassenso é que vão à casa de Deus, à presença do que abençoa e saem sem a bênção.

É bom entender que a bênção de Deus em um casamento não é uma questão de ir ao templo e ter um pastor ou sacerdote para dizer que Deus abençoa. Quando você vai ao templo para casar-se não está se dirigindo a um posto de vacinação para tomar uma vacina com validade ad eternum (para todo o sempre). A bênção de Deus consiste em o casal dizer que está ali para que o Senhor tenha a liberdade de guiá-los, de orientá-los, e que eles estão se comprometendo em seguir e obedecer as orientações dadas por Deus em sua Palavra. A bênção de Deus é um caminhar diário com o Senhor. Tem gente querendo felicidade no casamento, mas largou o Senhor logo depois da cerimônia. Há outros que só se lembram do Senhor quando uma crise se abate no casamento. Deus é usado como dipirona: só no momento da dor.

O ser feliz para sempre é uma possibilidade. É possível ser feliz e é possível que esta felicidade seja para sempre, “até que a morte os separe”. Para tanto se faz necessário que os dois entendam que são um casal, portanto, estarão dispostos a abrir mão de posições pessoais, de desejos pessoais em função do outro. Mais que isto, os dois terão um compromisso de seguir a direção e as orientações de Deus em sua Palavra. Os dois entendem e praticam a verdade que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que tentam edificá-la”.

Pr Gilvan Barbosa

“O QUE VIRAM EM TUA CASA?”

O mês de maio é considerado o mês da família. Este será um bom período para buscarmos a direção de Deus para nossos familiares. É um período também para avaliação do que temos feito e sido no ambiente familiar.

A indagação que encabeça esta pastoral serve para ajudar-nos na avaliação. Ela foi feita pelo profeta Isaías ao rei Ezequias, depois que este recebeu uma comitiva enviada pelo rei da Babilônia, e, impensadamente, lhe mostrou toda a sua casa, todos os seus tesouros e todo o seu arsenal de defesa. Após a saída da comitiva, Isaías pergunta ao rei: o que viram em tua casa? (II Re. 20.15). Então, depois da resposta do rei, o profeta lhe diz que tudo o que viram será levado para a Babilônia. Infelizmente o rei Ezequias abriu a intimidade de sua casa para o inimigo.

Não quero aqui analisar a atitude de Ezequias, nem suas conseqüências. Quero apenas aplicar às nossas vidas hoje a pergunta do profeta: o que viram em tua casa? Podemos, então, perguntar-nos: o que estão vendo em nossas casas? Ou: o que nossos lares estão mostrando aos que nele entram?

Pense comigo: o que nossos filhos estão vendo em nossas casas? Eles estão vendo pais tementes a Deus? Pais dedicados à oração e ao estudo da Palavra? E se pensarmos na televisão e na internet, o que você está vendo? O que você vê, pode ser visto por seus filhos? E seu relacionamento com o(a) esposo(a) é algo que edifica seus filhos? O que eles estão vendo na relação de vocês como cônjuges, é algo que eles podem desejar para o próprio casamento? Posso ir mais além: por que será que muitos dos filhos de crentes se desviam da fé e da igreja? Não será este desvio uma conseqüência do que estão vendo em suas casas?

E sua esposa ou seu marido, o que está vendo em seu exemplo de cônjuge? Ele(a) vê em você uma exemplo de cristão? Sua vida em casa é a mesma da igreja? Ou você tem uma vida dócil, amigável, educada na igreja e grosseira em casa? Seus filhos podem atestar que o que você é na igreja é o mesmo que é em casa?

E as secretárias do lar: as copeiras, lavadeiras, passadeiras, cozinheiras, babás, etc.? Muitas destas não são crentes. Não é de estranhar que estes(as) profissionais trabalhem anos e anos com crentes, e continuem perdidos(as)? O fato de continuarem perdidos(as), longe de Cristo, não é porque estão vendo em nossos lares descaminhos, ao invés de o caminho? Será que Deus vai nos deixar impunes por não sermos capazes de conduzir à salvação estes que estão diuturnamente em nossos lares?

Penso também em nossos vizinhos. O que eles estão vendo em nossos lares? Estão vendo cobradores chegando, ou servos reunidos em oração? Estão ouvindo músicas de louvor ou gritaria e xingamento? Você convida seus vizinhos para visitarem seu lar? Você se preocupa e ora com seus familiares pela salvação deles? Você os convida para virem à igreja? Se não o faz, é porque teme que o que veem em seu lar não ateste a fé que você diz ter em Cristo?

Poderíamos estender a pergunta a muitos outros aspectos da vida em família, o importante, porém, é avaliarmos nossos procedimentos, pois a vida com Deus começa em família. O salmista escreveu: “Andarei em minha casa com integridade de coração. Não porei coisa torpe diante dos meus olhos” (Salmo 101.2,3). Que assim seja também em seu lar!

Pr. Gilvan Barbosa Sobrinho

ESTAMOS PERDENDO NOSSA JUVENTUDE

Uma preocupação de qualquer líder de igreja é a juventude. A cada dia percebemos que os jovens das igrejas levam uma vida muito semelhante aos que vivem sem Cristo. Eles freqüentam os cultos, participam do louvor, enchem ginásios para shows de cantores gospel, mas no dia a dia a vida não impacta os que convivem com eles. Muitos são meros assistentes de cultos, não se envolvem, não exercem ministério algum, apenas freqüentam.

Não é incomum ouvir líderes partilhando da preocupação com os jovens que, após os cultos, saem para as baladas, rodadas de cerveja, etc. Sem falar no namoro que, na maioria dos casos, é uma relação marital. Dominados pela sociedade da sensualidade, estes são presas fáceis para o vício do sexo. Vidas assim não conseguem ser produtivas no reino de Deus.

Diante do quadro temos que nos perguntar: aonde erramos? O que fazer para salvar nossa juventude? O que estamos fazendo de errado em nossas igrejas, no trabalho com os jovens? Estas perguntas não são fáceis de serem respondidas, e não há para elas respostas simples. Encontrei algumas respostas ao ler o artigo “Três traços comuns em jovens que não deixam a igreja”, de autoria de Jon Nielson, publicado em http://www.churchleaders.com. Decidi partilhar as idéias com vocês, pois fui tocado pela abordagem, já que Nielson aborda o aspecto positivo, isto é, os traços dos que permanecem na igreja, de quem é atuante, não de quem deixou a igreja.

Para ele os jovens que permanecem na igreja são convertidos. Eles não são cristãos nominais, nem estão na igreja porque o ambiente é bom ou a música os prende, eles tiveram uma experiência de conversão, eles nasceram de novo em Cristo.

Nós temos pecado no trabalho com a juventude, porque não os estamos atraindo para a Palavra de Deus, mas para o ambiente da igreja. Transformamos os cultos em shows, com danças, músicas atrativas, mas sem nenhuma condução dos jovens a Cristo. Ao invés de levarmos a Palavra para transformá-los, transformamos a Palavra para agradá-los.

Nielson diz: “Precisamos parar de falar de ‘bons garotos’. Nós precisamos parar de estar satisfeitos com a participação no grupo de jovens e nos retiros. Precisamos começar a ficar de joelhos e orando para que o Espírito Santo faça a obra de salvação milagrosa nos corações dos nossos alunos como a Palavra de Deus fala para eles. Em suma, precisamos colocar o foco na conversão”.  Ele é ainda mais contundente: “precisamos pregar, ensinar e falar o tempo todo, orando fervorosamente para que o trabalho de regeneração milagrosa possa ocorrer nos corações e nas almas dos nossos alunos pelo poder do Espírito Santo! Quando isso acontecer… nós não vamos estar lidando com um grupo de ‘cristãos nominais’. Estaremos prontos para ensinar, discipular e equipar uma geração de líderes da igreja, que estarão com fome de saber e falar a Palavra de Deus. Serão convertidos que passarão a amar a Jesus e servir a igreja”.

Os jovens que não deixam a igreja foram equipados, não entretidos. Os encontros de jovens para comunhão e entretenimento são úteis, mas não devem ser um fim em si. Para jogar eles poderão ir a um ginásio de esportes ou academia, não precisam de igreja para isto. Um encontro com outros jovens em uma pizzaria é sempre bom, mas não pode terminar aí. Os encontros para diversão e entretenimento devem ser meios, não fim. Os jovens precisam ser discipulados, equipados, a fim de que não sejam levados por “qualquer vento de idéias ou filosofias”. Só jovens firmados na Palavra permanecem.

Nielson diz: “se eu não tiver equipado os jovens em meu ministério, eu não cumpri minha vocação parara cm eles, por melhores que sejam meus sermões”. “Se nossos jovens saem da igreja sem leitura da Bíblia, hábitos, estudo bíblico, habilidades e exemplos fortes de discipulado e oração, nós os perdemos”, acrescenta.

Pergunte-se: os jovens que estão saindo de minha igreja estão fazendo diferença onde estão? Eles estão envolvidos no ministério de alguma igreja? Na Faculdade, são exemplos de cristãos?

Os jovens que não deixam a igreja têm pais que pregam para eles. Os jovens que permanecem são aqueles a quem os pais se dedicaram a ensinar a Palavra de Deus. É certo que há jovens que permanecem e que não possuem pais ou famílias cristãs, mas estes também são jovens que abrem a Palavra de Deus em casa. A igreja não pode transformar um jovem sem a ajuda de sua família, de fato a igreja é quem ajuda a família.

Concluindo: líderes de jovens, orem com toda a alma para que seus jovens sejam salvos, isto é obra do Espírito Santo. Seu trabalho é equipar os jovens para a obra do ministério, mas os pais precisam pregar e viver o evangelho para seus filhos. Como igreja, somos agência de salvação não de entretenimento.

Pr Gilvan Barbosa

REAVIVANDO O AMOR POR SUAS PREGAÇÕES

Você já se sentiu desanimado com suas próprias pregações? Prega, mas parece não alcançar o coração do povo? Ou, mesmo quando todos lhe dizem que a pregação foi boa, você não se sente satisfeito? Isto já lhe ocorreu? Creio que todo pregador já passou por momentos assim. O que fazer, então para reavivar o amor por suas pregações?

Ken Davis, Presidente da organização “Comunicação Dinâmica Internacional”, escreveu um artigo interessante sobre o assunto. Ele oferece o que chama de “etapas essenciais para restaurar a paixão pelas pregações” (http://www.churchleaders.com). A falta de entusiasmo pelas pregações rouba a paixão do pregador e torna a experiência um fardo pesado. Lembro a historieta em que a mãe insistia em chamar o filho para que levantasse para ir à igreja. Depois de muitas chamadas e o filho insistindo em continuar na cama, este lhe pergunta: “por que tenho que ir à igreja?”. A mãe responde: “porque você é o pastor da igreja”. Quando perdemos o entusiasmo pela pregação até ir à igreja se torna uma experiência pesada.

Se você se enquadra como alguém que perdeu ou está perdendo o entusiasmo por suas pregações, Ken sugere três etapas para que a paixão seja restaurada.

  1. Repense o processo de preparação de suas mensagens

A idéia desta etapa é fazer com que você estude, não para pregar, mas para que sua vida seja impactada com o estudo. Se sua vida for impactada com o estudo da Palavra de Deus, pregar será uma conseqüência. Esta foi a experiência de Pedro e João, ao serem ameaçados pela liderança religiosa judaica para parar de pregar: “não podemos deixar de falar das coisas que temos visto e ouvido” (At 4.20). Eles, de fato, não podiam negar que aqueles homens “haviam estado com Jesus” (At. 4.13). Sua comunhão com o Senhor, seu “estar com o Senhor” será o elemento motivado pessoal, e também a energia que alcançará seus ouvintes. Ken diz “que a pregação apaixonada é o subproduto natural de um relacionamento contínuo e crescente com Jesus Cristo”. Ele conclui: “Muitas vezes, ficamos imersos no negócio da gestão de uma igreja, preparando mensagens, apagando incêndios, aconselhando, ganhando alma, e esquecemos que o fundamento da nossa paixão é a relação, nossa própria relação com Cristo”.

2.     Incline-se para o Espírito

A tarefa de pregar todas as semanas, duas ou mais mensagens, anos a fio, pode levar ao esgotamento. Todos nós temos dias em que não sentimos paixão e pregamos por obrigação, mas isto não pode ser a regra. Inclinar-se para o Espírito e buscar Nele o socorro, pode ser a saída. Quando temos uma consciência de dependência do Espírito, pode ocorrer que preguemos sem entusiasmo, faltando as palavras, e depois alguém nos diga que foi profundamente tocado por Deus.

Ken diz: “Mesmo quando você não sente isso, pregue com paixão! O Espírito tem lhe coberto. Isaías 55.9 diz: “… assim é a palavra que sai da minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que eu desejo e atingirá o fim para que a enviei”. Se você acredita nisso, será mais fácil aceitar a sugestão que vem”

3.     Nunca esqueça quem é quem

Pregação não é sobre o pregador e suas experiências. O pregador precisa confiar no poder da Palavra de Deus e no papel do Espírito Santo em salvar e edificar vidas. Na pregação o foco não deve ser nosso desempenho, não podemos correr o risco de avaliar-nos pela resposta dos ouvintes. Ken escreve: “eu não estou aqui para impressionar a platéia ou ganhar gratificação pessoal por sua resposta. Estou aqui para dar! Eu fui criado para dar os meus talentos e usá-los para declarar uma mensagem que oferece cura e abre a porta para a vida eterna”.

Sobre o “quem é quem” Ken conta sua experiência quando pregou o que chamou de sua pior mensagem. Ele diz que naquele dia setenta jovens se levantaram aceitando Cristo como Salvador. Ele não acreditou, pois se sentia péssimo em relação à pregação que fizera. Ele pediu que os jovens se sentassem e explicou o significado de ser discípulo de Cristo e suas implicações. Quando repetiu o apelo, os mesmos jovens ficaram em pé. Então, ele diz que Deus “usou o meu pior para fazer o seu melhor”.

Quero concluir este artigo com as palavras literais de Ken: “Minha oração é que este artigo possa ajudar pelo menos um pastor a repensar o valor de seu processo de preparação e redescobrir novas aventuras com o Salvador. Oro para que nossos olhos possam ser abertos para a poderosa obra do Espírito Santo, que penetra o coração com a Palavra de Deus, e que preguemos com confiança, sabendo que Deus pode usar até mesmo nossos momentos de fraqueza para cumprir o seu propósito. Finalmente, eu oro para que Deus nos liberte da escravidão da pregação para impressionar e medir o nosso valor pela resposta do público. Senhor, por favor, nos ajude a ver as necessidades daqueles que se sentam diante de nós e utiliza nossa pregação dar a eles o que Senhor nos deu”.

Pr Gilvan Barbosa

A DIFÍCIL TAREFA DE SER PASTOR

O Pastor americano Philip Wagner publicou em seu Blog (http://www.philipwagner.com) um interessante e inspirador artigo sobre a difícil tarefa de ser pastor. Ele começa dizendo que Peter Drucker, uma espécie de guru de liderança, disse que os quatro trabalhos mais difíceis na América são: Presidente dos Estados Unidos, Reitor de universidade, Diretor de Hospital e Pastor. 

Wagner acha estranha a afirmativa, pois pastores amam a Deus, amam as pessoas, oram por elas, levam-nas a uma fé pessoal em Jesus, ensinam a Palavra de Deus, portanto, deveria ser o trabalho “dos sonhos”. Já imaginou, você poder ler a Bíblia todos os dias, ter tempo para orar, brincar, sair com sua família, passear… não deveria ser trabalho difícil.

Todavia, diz Wagner, Aqui está o segredo: “ser pastor é trabalho duro, não é para os fracos”.  O trabalho pastoral tem desafios únicos e muitos se desgastam tentando ajudar as pessoas. Muitos ferem suas famílias por causa do ministério pastoral.

Ele apresenta a realidade das igrejas nos EUA, onde, aproximadamente 85% têm menos de 200 pessoas; 60% têm menos de 100 pessoas. A congregação de tamanho médio nos EUA é de 89 pessoas, de acordo com o Grupo Barna. São poucos os líderes e muitas as necessidades. Em muitas situações, o pastor é um professor de Bíblia, contador, estrategista, visionário, técnico em informática, conselheiro, orador público, dirigente de culto, guerreiro de oração, mentor, instrutor de liderança e o captador de recursos financeiros.

  • * 90% dos pastores dizem que o ministério é completamente diferente do que aquilo que eles pensavam quando entraram no mesmo.
  • * 70% dizem que têm uma baixa auto-imagem agora do que quando começaram.

Wagner expressa sua felicidade em ser pastor, depois faz uma lista dos principais problemas enfrentados pelos pastores em seus ministérios: 

Alguns dos problemas únicos que enfrentam pastores são: 

1.     Crítica

Pastores podem ser criticados por um monte de gente e por uma infinidade de coisas.  “A música é muito alta”. “A adoração está levando muito tempo”. “O sermão não é profundo o suficiente e é muito longo”. “O Pastor se acha muito importante, levei 3 semanas para conseguir que ele me atendesse”. “O Pastor fala demais sobre dinheiro”. “Posso falar com você por um minuto, o Pastor?”.   Essa simples pergunta pode levar um pastor a pensar: “O que foi agora?”

Nós, pastores, precisamos encontrar uma maneira de não aceitar críticas pessoalmente e aprender com as verdades que poderiam estar escondidas nas críticas.

2.     Rejeição

A saída de membros e líderes da igreja apresenta uma realidade: as pessoas saem. Quanto menor for a igreja, o mais óbvio é quando as pessoas saem. Alguns saem por decisões razoáveis, outros saem sem motivo algum.

Wagner diz: “Quando a nossa igreja tinha cerca de 150 pessoas e alguns saíram, foi tão decepcionante. Tentei me consolar pensando: ‘dezenas podem estão saindo de nossa igreja, mas milhares de pessoas saíram da igreja de Jack, e ele é um grande pastor’”. Isso só ajudava por um minuto.

“Estamos saindo”. “Queremos algo mais profundo”. “Minhas necessidades não estão sendo supridas aqui.” Esses comentários podem soar como uma rejeição pessoal.

Cada pastor já ouviu: “Eu não estou sendo alimentado aqui”. Sério? Não sendo alimentado? Nas igrejas? Como isso é possível? Uma das condições mais difíceis de conseguir é ter uma “pele dura e um coração mole”. Ame as pessoas e mantenha o bom ânimo.

3. Traição

Confiar assuntos pessoais a membros da igreja pode ser um tiro pela culatra. Eles podem acabar dizendo as questões pessoais a outros pastores.

O pastor confia em uma pessoa com a uma função ou título e a pessoa usa a influência dada a ele para levar as pessoas para longe do pastor. O beijo de Judas.

Na relação pastor/ovelha:

  • 40% relatam um conflito com um membro da igreja pelo menos uma vez por mês.
  • 85% dos pastores dizem que seu maior problema é que eles estão cansados de lidar com pessoas problemáticas, tais como presbíteros e diáconos descontentes, líderes de louvor, as equipes de adoração, conselheiros e pastores auxiliares.
  • Os pastores apresentam como primeira razão para deixar o ministério o fato de as pessoas da igreja não estarem dispostas a ir na mesma direção e objetivos do pastor. Pastores dizem que Deus quer que eles vão em uma direção, mas as pessoas não estão dispostas a seguir ou mudar.
  • 40% dos pastores dizem que eles pensaram em deixar seus pastorados nos últimos três meses.

Nós, pastores, temos que encontrar uma maneira, com a graça de Deus, de amar as pessoas como se nunca tivéssemos sido feridos antes.

4. Solidão

Quem é meu amigo? Em quem posso confiar? Se eu contar a outro pastor meus problemas, ele vai me criticar, dizer aos outros ou simplesmente me tratar de forma diferente.

  • 70% dos pastores não têm alguém que consideram um amigo próximo.

São meus amigos realmente meus amigos ou apenas membros da igreja, que são amigos temporários, que podem sair a qualquer momento?

Amizades saudáveis são fundamentais para uma vida satisfatória, especialmente para o bem estar de um pastor. Faça um esforço especial nesta área.

5. Cansaço

  • 50% dos ministros que estão começando o ministério não permanecem por 5 anos .
  • 70% sentem que Deus os chamou para o ministério pastoral antes de seu ministério ter começado, mas depois de três anos de ministério, apenas 50% ainda se sente chamado.

Manter-se atualizado pessoalmente é uma arte e uma ciência… e extremamente importante. Quando a fadiga chega – a fé pode se dissolver. Cansaço muda a nossa interpretação de tudo. Falta de momentos de descanso podem levar você a ver o copo com metade de água como um copo metade vazio e ainda achar que a água é suja e contaminada.

6. Frustrações e decepções

Desilusões vêm de várias formas. Por causa de congregações pequenas a remuneração de pastores passa a ser um elemento de frustração e decepção. Isto acontece especialmente quando, na própria igreja, o pastor não consegue dar à sua família o que muitos de seus membros podem dar às suas famílias.

Trabalhar no ministério pode não ser algo que traga sucesso. Pastores trabalham em uma área que um bom trabalho e bom esforço nem sempre garantem sucesso. Muitos pastores trabalham duro, são boas pessoas, crentes sinceros, amam a Deus, conhecem a Palavra, têm grande conteúdo em seus sermões, mas de alguma forma eles não estão tendo sucesso. É frustrante. É como um líder de louvor que ama Jesus e tem uma voz ótima, mas de alguma forma não pode levar as pessoas a uma experiência de adoração eficaz.

Alguns de seus líderes sentem que não conseguem fazer nada direito. O ministério finalmente recebe impulso, e um líder na igreja cai. As coisas estão indo bem e, em seguida, um casal, seus maiores contribuintes, decidem sair. A igreja precisa de dinheiro, mas o pastor não quer colocar muita ênfase em dinheiro. Não é sobre o dinheiro, mas torna-se sobre o dinheiro. Tudo isso pode ser esmagador.

  • Mais de 1.700 pastores deixaram o ministério a cada mês do ano passado.
  • Mais de 3.500 pessoas por dia deixaram a igreja no ano passado. 
  • 50% dos pastores sentem tão desanimados que deixariam o ministério, se pudessem, mas não têm outra maneira de ganhar a vida.
  • 45,5 % dos pastores dizem que eles têm depressão experiente ou esgotamento na medida em que eles precisavam parar e ter uma licença do ministério.

Este não é o caso para todos os pastores. De fato, muitos que eu conheço conseguiram lidar com essas questões. 

Como cristãos e membros da igreja podem ajudar?  

  • Ore por seu pastor

Ore pedindo orientação, proteção, amigos saudáveis, seu casamento e família.

Ore por inspiração, unção, pela equipe de liderança, por unidade e clareza.

  • Proteja o seu pastor

Não permita, nem participe de fofocas e críticas.
Como você pode ajudar a prevenir a sobrecarga?

  • Incentive o seu pastor

Agradeça por seu trabalho e ministério. Agradeça-lhe por seu sacrifício.
Diga-lhes um momento específico em que você ou alguém que você conheça experimentou uma mudança de vida em sua igreja. Honre-o para os outros. Deixe seus pastores saberem que você está orando por eles.

Para Pastores

Não desista, pastor!

Persistência é uma poderosa ferramenta.

Siga em frente. Realimente seu trabalho de amor, dedicação e sacrifício.

Eu percebo que a última coisa que um pastor precisa é de outro sermão. Mas estes versos me ajudaram:

“Portanto, não jogue fora essa confiança confiante no Senhor. Lembre-se da grande recompensa que traz a você! Perseverança é o que você precisa agora, de modo que você vai continuar a fazer a vontade de Deus. Então você vai receber tudo o que ele prometeu” (Hebreus 10.35-36)

“Então não vamos cansar de fazer o que é bom. No momento certo vamos colher uma colheita de bênçãos, se não desistirmos”  (Gl. 6.9)

Tenha cuidado com a armadilha da comparação. Olhando para outros ministérios pode ser inspirador. Comparando-se a outras igrejas pode ser destrutivo e desanimador.

Faça amigos novos pastores. Exponha-se a novas influências, a novos líderes, à igrejas ou ministérios que estão fazendo algumas coisas de forma diferente.

Descubra algumas novas idéias. Algumas vezes uma nova idéia pode mudar a dinâmica do ministério.

Pastores que estão lutando ou não estão mais no ministério podem ter experimentado a dor. Encorajo-vos a encontrar a cura. Procure aconselhamento; procure compartilhar seus segredos com pessoas seguras. Lembre-se: você estará tão doente quanto os seus segredos.

Pastores – Eu vos amo! Deixe um comentário com seu nome e eu vou orar por você.

* O Instituto Fuller, George Barna, e Pastoral Care Inc. forneceram as estatísticas usadas neste Blog .

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